Facebook Twitter RSS

Notícia

Versão para impressão
A-
A+


11/03/2015

Zona da Mata perde investimentos por causa da guerra fiscal

Fiemg desenvolve projeto para retomada de crescimento

Foto ilustrativa - Google

A guerra fiscal entre os Estados tem barrado o desenvolvimento da Zona da Mata mineira. Um projeto para retomar esse desenvolvimento econômico foi desenvolvido pela Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) diante das perdas que a região tem sofrido. “Estamos ao lado do Rio de Janeiro onde o ICMS (de alguns setores industriais que competem mais com a cidade mineira) passou, em 2005, a ser 2%, sendo que o nosso é 18%. O que queremos é igualdade de condições para atrair empresas”, explica o presidente da Fiemg Regional Zona da Mata, Francisco Campolina. Na última década, o município fluminense de Três Rios, que está a cerca de 60 km de Juiz de Fora, recebeu 156 novas empresas em função de incentivos fiscais. Já a região mineira recebeu apenas três no mesmo período.

“Nos últimos 20 anos, Juiz de Fora deixou de ser o segundo município com maior arrecadação do Estado para ser o sétimo. Hoje, o Produto Interno Bruto (PIB) industrial da Zona da Mata representa apenas 5,8% do total do Estado. É uma participação muito pequena”, avalia.

Para alcançar esta nova política tributária, o projeto conta com sugestões de projetos de lei nos âmbitos federal, estadual e municipais. “Na próxima semana, vamos nos reunir com vários prefeitos da Zona da Mata porque eles também precisam se envolver, garantindo, por exemplo, isenção do IPTU para novas empresas e indústrias”, afirma o presidente.

O projeto também foi apresentado, no último dia 3, para cerca de uma dezena de deputados estaduais na sede da Fiemg na capital. “Contamos com o apoio da bancada da região na Assembleia Legislativa e de deputados federais mineiros no Congresso Nacional”, diz Francisco Campolina.

A criação de seis contornos viários também foi proposta com o objetivo de diminuir os gargalos de transporte na região. “A construção destes pequenos trechos, que não se trata de uma mega obra, vai dar condições para a região crescer”, diz a gerente de desenvolvimento industrial da Fiemg, Simone Porto Cavalcanti. O orçamento destas novas rodovias é de R$ 249,825 milhões e prevê 67,41 novos quilômetros em nove trechos da região. O projeto também abrange propostas de mudança de legislação ambiental e da criação de região metropolitana de Juiz de Fora.

Objetivo

Outras regiões. O projeto de desenvolvimento industrial da Zona da Mata será replicado, segundo Simone Porto, gerente da Fiemg, para outras regiões como Norte e Alto Paranaíba.

Processo de licenciamento ambiental pode ser simplificado

A Secretaria do Estado de Meio Ambiente (Semad) tornou-se, para o presidente da Fiemg Regional Zona da Mata, Francisco Campolina, em um órgão arrecadador. “A Semad não está preocupada em preservar o meio ambiente e, sim, em arrecadar. Quanto mais a secretaria diz que a legislação é eficiente, mais ela obstrui o desenvolvimento econômico”, critica. 

Um dos idealizadores do projeto de desenvolvimento industrial para a Zona da Mata, Campolina quer simplificar o processo de licenciamento ambiental e diminuir o valor das taxas. “Rio de Janeiro e Espírito Santo seguem a legislação federal. Já as leis mineiras são mais restritivas e as taxas de licenciamento têm valores exorbitantes”, afirma.

Ele defende no projeto a redução dos custos de análise do licenciamento, a criação de linhas de crédito para custear análises ambientais e a diminuição do prazo de análise da licença ambiental.


Fonte: O Tempo



Publicidade


Deixe seu comentário no espaço abaixo ou clique aqui e fale conosco.


Nome: Email (não aparecerá no site):




Comentário(s) (0)


CIFlorestas disse:

19/04/2019 às 00:23

Nenhum comentário enviado até o momento.

Novidades do Site


Quer divulgar sua empresa ou está buscando uma empresa florestal?

As mais lidas


Pensamento

A melhor maneira de realizar os seus sonhos é acordar.
Paul Valéry

Vídeo

Bureau de Inteligência

Análise Conjuntural
Editais
Produções Técnicas

Patentes
Cartilha Florestal
Legislação



Publicidade

Mercado

Cotações
Câmbio
Mapa Empresarial


Enquete

Do ponto de vista técnico e operacional, qual é a melhor unidade para comercialização da madeira para carvão?

volume de madeira sólida (metro cúbico)
tonelada de madeira
metro estéreo ou metro de lenha
unidade ou peças de madeira

Receba no seu email

Análise Conjuntural

Estudo e análise de especialista sobre o mercado de florestas.

Newsletter

Receba as novidades do setor de florestas no seu email.

Nuvem de Tags


1381 visitas nesta página

Polo de Excelência em Florestas

Parceiros

AMS  |   ECOTECA DIGITAL  |   EMBRAPA FLORESTAS  |   EPAMIG  |   FAEMG  |   INTERSIND  |   LARF  |   MAIS FLORESTAS  |   MAPA  |   SEAPA  |   SEBRAE  |   SECTES  |   SEDE  |   SEMAD  |   SIF  |   UFLA  |   UFV  |   UFVJM  |   UNIFEMM  |  

Colaboradores

ACELERADORA DE  |   AGROBASE  |   AGROMUNDO  |   APABOR  |   BRACELPA  |   CIENTEC  |   FAPEMIG  |   FINEP  |   IEF  |   LATEKS  |   PAINEL FLORESTAL  |   TRATALIPTO  |   UFV JR. FLORESTAL  |  
Desenvolvido por Ronnan del Rey