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09/06/2014

VIABILIDADE ECONÔMICA DA PRODUÇÃO DE CARVÃO VEGETAL EM DOIS SISTEMAS PRODUTIVOS

Estudo desenvolvido na UFV analisa a viabilidade econômica da produção de carvão vegetal a partir de plantios de eucalipto, com e sem condução de brotação, e em dois tipos de fornos: com superfície acoplada (sistema fornos-fornalhas) e fornos com sistema de alvenaria sem sistema de queima de gases.

Foto ilustrativa - Google
O Brasil é o único país que produz carvão vegetal em larga escala para ser utilizado industrialmente, destacando-se, desta maneira, como maior produtor e consumidor de carvão vegetal. Os principais destinos do produto fabricado é o mercado interno, sendo que os setores de ferro-gusa e aço, ferro-liga, residencial, industrial, produção de cimento, indústria química, de alimentos e cerâmica são, respectivamente, os que mais o consomem.

A maior parte da produção é realizada em fornos de alvenaria (rabo-quente) e fornos de superfície. Nestes fornos há grande dificuldade do controle de emissões de gases poluentes, o que afeta a unidade de produção e também áreas vizinhas.

Atualmente, estudos tem buscado desenvolver fornalhas, que serão acopladas aos fornos de alvenaria para combustão dos gases poluentes que são gerados durante a carbonização da madeira. Tais estudos apontam que esta técnica é viável ambiental e tecnicamente, já que aumenta o rendimento em carvão e melhora suas propriedade, além de diminuir consideravelmente a emissão de gases poluentes.

O presente trabalho teve como objetivo analisar a viabilidade econômica  da produção de carvão vegetal a partir de plantios de eucalipto, com e sem condução de brotação, e em dois tipos de fornos: com superfície acoplada (sistema fornos-fornalhas) e fornos com sistema de alvenaria sem sistema de queima de gases.

O estudo foi conduzido em oito fornos de superfície acoplados a uma fornalha para queima de gases e dez fornos do tipo ?rabo-quente? sem sistema de queima de gases. Para a análise econômica, definiu-se uma produção anual média igual a 1.571 m³ de carvão (mdc) e horizonte de planejamento de 12 anos, sendo propostos 2 cenários. No primeiro cenário, após a colheita de madeira, realiza-se o plantio de uma nova floresta, permanecendo o custo da madeira constante em todo o planejamento. No segundo cenário adotado, considerou-se a condução de brotação após a colheita, reduzindo os custos da segunda rotação e consequentemente os custos da madeira.

A análise econômica foi feita através da determinação dos seguintes indicadores: Valor Presente Líquido (VPL), Valor Anual Equivalente (VAE), Razão Benefício/Custo (B/C) e Lucratividade.

Conforme descrito pelos autores, conclui-se que ambos os sistemas produtivos, forno-fornalha e ?rabo-quente?, foram economicamente viáveis, no entanto o sistema forno-fornalha apresentou maior viabilidade econômica nos dois cenários, ou seja, gerou maior lucro ao produtor. Concluiu-se também que ao conduzir brotações, os custos com a condução da floresta reduziram, e consequentemente o custo da madeira foi menor. Deste modo, os indicadores econômicos e financeiros da produção de carvão vegetal elevam-se, ou seja, os projetos tornam-se mais viáveis economicamente.

Mais detalhes desse artigo, clicando aqui.


Fonte: CI Florestas



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