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11/09/2014

Teste de um modelo de equação diferencial como metodologia de análise da viabilidade econômica de um SAF

Artigo submetido à Revista Árvore, Viçosa-MG, v.38, n.1, p.73-79, 2014, de autoria de Juliana Galvão de Sousa Magalhães, Márcio Lopes da Silva, Thiago Taglialegna Salles e Lyvia Julienne Sousa Rego, relata sobre a Análise econômica de sistemas agroflorestais via uso de equações diferenciais.

Foto ilustrativa - Google

          Os Sistemas Agroflorestais (SAFs), pela aproximação com os ecossistemas naturais em estrutura e diversidade, representam grande potencial para a restauração de ambientes degradados. Além disso, apresentam papel relevante como alternativa de produção, pois permitem equilibrar a oferta de produtos agrícolas e florestais com a prestação de serviços ambientais
           A prática desses sistemas é extremamente positiva para a sustentabilidade do ambiente. No entanto, são necessários estudos complementares que foquem outros aspectos importantes e promovam melhor aproveitamento do seu potencial. Entre esses está a incorporação das análises econômicas e financeiras, as quais avaliam os SAFs quanto à sua viabilidade econômica e rotação florestal e, assim, motivem sua implementação no setor florestal e nos sistemas de produção brasileiros.
            Diante do exposto, este estudo apresenta como objetivo o teste de um modelo de equação diferencial como metodologia de análise da viabilidade econômica de um SAF. Pretendeu-se, ainda, observar a influência de receitas intermediárias de uma cultura agrícola no período de rotação da cultura arbórea, em dois horizontes de planejamento: um único corte e vários cortes, efetuando a reforma ou a substituição após o corte do alto fuste.
            O modelo hipotético considerado foi um sistema Taungya de consórcio entre a espécie agrícola feijão (Phaseolus vulgaris) e a cultura arbórea eucalipto (Eucalyptus sp.) plantada em espaçamento de 3 x 2 m. O modelo de produção volumétrica utilizado expressa a produção de madeira por hectare em função da idade. O método de avaliação econômica utilizado no estudo foi o Valor Presente Líquido (VPL), o qual permite calcular o lucro corrigido para o início do projeto. Assim, os rendimentos obtidos em diferentes pontos no tempo tornam-se mensuráveis devido à transformação em seus equivalentes valores atuais. É um método muito utilizado na avaliação de investimentos florestais, pois considera a variação do capital no tempo. A obtenção da idade ótima de corte foi possível pelo uso das derivadas de primeira ordem (∂’= 0), também denominada como condição necessária, e as de segunda ordem ( ∂’’> 0 ou ∂’’< 0), as quais são ditas condições suficientes. Consideraram-se dois horizontes de planejamento: um de único corte (uma rotação) e outro de vários cortes, efetuando-se a reforma ou a substituição após o corte do alto fuste.
            Para o horizonte de planejamento de vários cortes, considerou-se que o projeto será replicado, ou seja, será efetuada reforma ou substituição após o corte do alto fuste. O modelo é constituído por uma cadeia infinita de investimentos. Neste caso, o valor atual da cadeia infinita é denominado custo de oportunidade da terra. O custo de implantação não foi considerado nesta expressão, pois ele é de interesse somente quando se estuda a dimensão do empreendimento.
            Concluiu-se que, para horizonte de planejamento de um corte, variações na receita da cultura agrícola não afetarão a idade ótima de corte. Entretanto, variações na receita agrícola implicarão em variações inversamente proporcionais na idade ótima de corte quando se planeja um horizonte com vários cortes das árvores, ou seja, devido ao lucro com o cultivo agrícola, é economicamente viável antecipar o corte da madeira e realizar a reforma do plantio. 

Trabalho disponível na Biblioteca Digital Florestal. Clique aqui.


Fonte: Marina Lotti e Ana Teresa Leite - BIC: Biblioteca Digital Florestal



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