Facebook Twitter RSS

Notícia

Versão para impressão
A-
A+


15/10/2009

Termina sem Consenso Reunião sobre Posição Brasileira na Negociação do Clima

A menos de 60 dias da reunião da Organização das Nações Unidas sobre mudanças climáticas, marcada para dezembro em Copenhague (Dinamarca), o governo federal ainda não definiu que posições os negociadores brasileiros defenderão na negociação e que compromissos o Brasil vai assumir para reduzir as emissões nacionais de gases de efeito estufa.

Ministro Carlos Minc

A menos de 60 dias da reunião da Organização das Nações Unidas sobre mudanças climáticas, marcada para dezembro em Copenhague (Dinamarca), o governo federal ainda não definiu que posições os negociadores brasileiros defenderão na negociação e que compromissos o Brasil vai assumir para reduzir as emissões nacionais de gases de efeito estufa.

Em reunião nesta terça-feira (13) com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, os ministros do Meio Ambiente, Carlos Minc, e da Ciência e Tecnologia, Sergio Rezende, e o secretário executivo do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas, Luiz Pinguelli Rosa, apresentaram três propostas para Copenhague. A ideia agora é reunir as sugestões em uma proposta única, que o presidente deve voltar a avaliar ainda este mês.

O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, que chefia a delegação brasileira na negociação do clima, também assistiu às apresentações, mas deixou a reunião sem comentar as propostas. “O Brasil vai ter uma posição de protagonista, importante e compatível com a sua pretensão de desenvolvimento sustentável”, resumiu.

Ao final da reunião, que durou mais de três horas, Minc disse que Lula “manifestou agrado e considerou as três posições fortes e consistentes”. Segundo o ministro, o presidente espera que a posição brasileira na reunião da ONU seja “forte e de liderança”.

Minc detalhou a proposta apresentada pelo Ministério do Meio Ambiente, que prevê a estabilização das emissões brasileiras de gases de efeito estufa em 2020, em comparação aos níveis de 2005, com emissão cerca de 2,2 bilhões de toneladas por ano.

O ministro confirmou a meta de reduzir o desmatamento da Amazônia em 80% até 2020, anunciada ontem (13) por Lula no programa de rádio Café com o Presidente. O compromisso é uma adaptação do que estava previsto no Plano Nacional de Mudança Climática, que previa redução de 70% até 2017. “Antes era uma meta interna e voluntária, agora vai ser um compromisso internacional e obrigatório”, afirmou Minc.

O desmatamento é a principal fonte brasileira de emissões de gases de efeito estufa. Com a queda, o país deixaria de emitir cerca de 5 bilhões de toneladas de gás carbônico. No entanto, para alcançar esses níveis de redução, será necessário dinheiro internacional, o que pode inviabilizar o compromisso, uma vez que atualmente os mecanismos de financiamento estão entre os grandes entraves da negociação climática global.

Minc afirmou que a reunião teve mais convergências do que oposições entre as propostas. “As abordagens foram diferentes, mas não foram apresentados números divergentes”. Na avaliação de Luiz Pinguelli Rosa, que representou a sociedade civil na reunião, “não será fácil a tarefa” de conciliar as posições. “A posição do fórum é cobrar ações mais fortes do governo em Copenhague.”

Segundo o ministro do Meio Ambiente, uma nova reunião sobre as propostas está prevista para esta quarta-feira (14). Se os ministérios conseguirem chegar a um consenso sobre a posição a ser defendida pelo Brasil, uma novo encontro com o presidente Lula deve ser realizado no dia 20.


Fonte: Carbono Brasil.



Publicidade


Deixe seu comentário no espaço abaixo ou clique aqui e fale conosco.


Nome: Email (não aparecerá no site):




Comentário(s) (0)


CIFlorestas disse:

26/01/2020 às 12:09

Nenhum comentário enviado até o momento.

Novidades do Site


Quer divulgar sua empresa ou está buscando uma empresa florestal?

Pensamento

A melhor maneira de realizar os seus sonhos é acordar.
Paul Valéry

Vídeo

Bureau de Inteligência

Análise Conjuntural
Editais
Produções Técnicas

Patentes
Cartilha Florestal
Legislação



Publicidade

Mercado

Cotações
Câmbio
Mapa Empresarial


Enquete

O que você acha da implantação do Cadastro Ambiental Rural (CAR)?

Trará benefícios aos produtores rurais
Trará benefícios ao meio ambiente
Trará benefícios apenas para o governo
Trará benefícios aos produtores rurais, ao meio ambiente e ao governo
Não muda a situação dos produtores rurais, nem do meio ambiente

Receba no seu email

Análise Conjuntural

Estudo e análise de especialista sobre o mercado de florestas.

Newsletter

Receba as novidades do setor de florestas no seu email.

Nuvem de Tags


1552 visitas nesta página

Polo de Excelência em Florestas

Parceiros

AMS  |   ECOTECA DIGITAL  |   EMBRAPA FLORESTAS  |   EPAMIG  |   FAEMG  |   INTERSIND  |   LARF  |   MAIS FLORESTAS  |   MAPA  |   SEAPA  |   SEBRAE  |   SECTES  |   SEDE  |   SEMAD  |   SIF  |   UFLA  |   UFV  |   UFVJM  |   UNIFEMM  |  

Colaboradores

ACELERADORA DE  |   AGROBASE  |   AGROMUNDO  |   APABOR  |   BRACELPA  |   CIENTEC  |   FAPEMIG  |   FINEP  |   IEF  |   LATEKS  |   PAINEL FLORESTAL  |   TRATALIPTO  |   UFV JR. FLORESTAL  |  
Desenvolvido por Ronnan del Rey