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18/01/2009

Setor de painéis dobra oferta até 2010

A oferta de painéis de madeira para móveis no País quase dobrará até 2010. A meta é confirmada pela Associação Brasileira da Indústria de Painéis de Madeira (Abipa), que projeta a elevação da produção dos atuais 6 milhões de metros cúbicos anuais para 10,2 milhões de metros cúbicos nos próximos dois anos. Eventual impacto da atual crise poderá ser sentido em 2010, mas a entidade aposta no efeito positivo de medidas de ampliação de crédito e impulso à construção civil para assegurar demanda aquecida.

A oferta de painéis de madeira para móveis no País quase dobrará até 2010. A meta é confirmada pela Associação Brasileira da Indústria de Painéis de Madeira (Abipa), que projeta a elevação da produção dos atuais 6 milhões de metros cúbicos anuais para 10,2 milhões de metros cúbicos nos próximos dois anos. Eventual impacto da atual crise poderá ser sentido em 2010, mas a entidade aposta no efeito positivo de medidas de ampliação de crédito e impulso à construção civil para assegurar demanda aquecida. Também as novas plantas, que agregam tecnologia e acabamentos diferenciados, deverão acrescentar maior competitividade ao segmento.

''O ano de 2009 será um ano de desafios, mas a indústria está preparada e estruturada para enfrentá-los e concluir as metas de crescimento'', destaca a superintendente da Abipa, Rosane Donadi. Caso o mercado interno não se mostre muito comprador, a entidade vislumbra colocação de parte da produção no Exterior, ante um câmbio mais atrativo. Para os moveleiros gaúchos, a localização de novas plantas do Estado assegurará auto-suficiência de matéria-prima e maior estabilidade de preços. Proximidade da matéria-prima é a chave para reduzir custos com logística, que pesam muito hoje no setor. Os painéis de MDP e MDF, principais produtos do setor, integram 80% do mobiliário de madeira feito no Rio Grande do Sul, que lidera a confecção de produtos neste segmento no mercado nacional.

A ampliação da oferta será garantida por novas unidades de MDF da Berneck, Eucatex e Satipel fora do Estado. Por aqui, Masisa e o grupo gaúcho Isdra, dono da Fibraplac, devem começar a operar novas plantas de MDP no ano que vem. A Satipel, líder nacional na confecção deste tipo de chapa, coloca em operação sua nova linha em Taquari, que marca o upgrade do parque fabril instalado há 30 anos na cidade, no Centro do Estado. Os três projetos juntos somarão quase 2 milhões de metros cúbicos, bem acima do consumo registrado de painéis pela indústria moveleira gaúcha em 2007, que foi de 1,3 milhão de metros cúbicos entre MDP e MDF. A planta da Masisa, com capacidade para 750 mil metros cúbicos, fica em Montenegro, e da Fibraplac, com 500 mil, está localizada em Glorinha, onde já opera linha com 500 mil metros cúbicos de MDF.

O vice-presidente administrativo-financeiro da Satipel, Laércio Lessa, informou que os testes da nova unidade em Taquari, em fase final de implantação, começarão em abril. Novos equipamentos substituirão o existente, elevando de 200 mil metros cúbicos para 700 mil a capacidade de produção de MDP. ''A operação comercial começa em junho e prevemos atingir o pico da fabricação em 2011'', projeta Lessa. Para o executivo, a demanda por painéis será influenciada, em 2009, pelas compras de consumidores que adquiriram imóveis e terão de mobiliá-los. Também a ampliação de crédito pode facilitar aquisição de mobiliário para substituir mais antigos. ''O brasileiro é um dos que troca menos de móveis no mundo'', explica o executivo.

Para incentivar a atitude, a Associação Brasileira das Indústrias do Mobiliário (Abimovel) pretende lançar campanha para reposição de produtos. A entidade deve buscar parceria com o segmento de matéria-prima de painéis. Lessa confirma que a maior oferta de chapas ajudará a manter o nível dos preços para os moveleiros. A última elevação da tabela ocorreu em janeiro de 2008 e foi de 8%.

A madeira é a principal matéria-prima da indústria nacional de móveis. Segundo o Instituto de Estudos e Marketing Industrial (Iemi), o insumo está presente em 84% das empresas do setor. No Rio Grande do Sul, a proporção é de quase 90%. Das 2.161 indústrias, 1.868 utilizam madeira. Em 2007, as exportações gaúchas desse tipo de produto somaram US$ 238,9 milhões, 34,7% do total comercializado pelo Brasil para o Exterior neste nicho de mobiliário.

Balanço de 2008 registra avanço de 8% em faturamento

A indústria de painéis deve fechar 2008 com avanço de 8% nas vendas no País. O desempenho poderia ter sido melhor se não fosse a limitação na oferta de produto, já que os principais investimentos em ampliação da produção entram em atividade em 2009. Mesmo assim, o setor deve passar quase ileso à crise, Tudo porque as encomendas da indústria moveleira, principal cliente do segmento, já haviam sido feitas quando a turbulência agitou o mercado a partir de outubro. Já o começo de 2009 deve ser em ritmo mais lento, projeta o vice-presidente administrativo-financeiro da Satipel, Laércio Lessa.

Em 2007, as fábricas de painéis registraram faturamento de US$ 4,5 bilhões, sendo US$ 191 milhões com exportações. O executivo espera que o próximo ano acompanhe a evolução do Produto Interno Bruto (PIB) nacional. ''Costumávamos crescer três vezes acima do PIB'', compara Lessa. Outro ponto de atração para as indústrias é a possibilidade de maior oferta de madeira, que deve rebaixar custos, inclusive para aquisição de terras.

O adiamento de projetos no ramo de celulose no Estado pela Aracruz e Votorantim (VCP), que alteraram meta de plantio de florestas, virou oportunidade para a indústria de painéis, Lessa admite que o interesse em aproveitar áreas florestais que antes seriam canalizadas para celulose existe. Tudo depende da localização das terras, que devem estar num raio de 150 e 200 quilômetros das plantas industriais. A produção de painéis utiliza pinus e eucalipto. O executivo da Satipel adianta que há conversações com o governo estadual para dotar as regiões com logística que reduza o tempo de escoamento da madeira até as unidades. O modal hidroviário será a melhor alternativa, exemplifica.


Fonte: www.remade.com.br



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