Facebook Twitter RSS

Notícia

Versão para impressão
A-
A+


27/11/2017

Saiba mais sobre o Ciclo Hidrológico e as Mudanças Climáticas


Forças hercúleas formaram o sistema climático há milhões de anos nesse planeta Terra e dele faz parte o “Ciclo hidrológico” ou também conhecido como “Ciclo da Água.” Esse elemento natural insubstituível, estratégico e renovável move também o mundo por consequência da multiplicidade de serventias nas bacias hidrográficas e nos continentes do globo. No Brasil, não seria diferente num território de 8,5 milhões de km2.

Sendo seu ciclo hidrológico e sua distribuição sujeita às variações climáticas, é de se perguntar se as ações humanas poderiam afetar substantivamente o clima, como vem sendo propalado? Esse é um tema recorrente colocado à mesa para debates e soluções. Não há outra saída.

Existem controvérsias, pois essa tese divide ainda os pesquisadores, cientistas, e não há consenso em torno desses cenários de reconhecida magnitude geográfica e complexidade de fatores naturais que abrangem os continentes, mares e oceanos. Nesses cenários, a água é um dos fenômenos mais extraordinários do mundo, à medida em que preserva a mesma fórmula original (H20) nos estados líquido, sólido e gasoso e ela é fonte de vida humana, animal e vegetal.

Vale ressaltar que o cientista Luiz Carlos Baldicero Molion, pesquisador do INPE e professor da Universidade Federal de Alagoas (UFAL) afirma; “Não existem mudanças climáticas atualmente e o homem não controla absolutamente o clima global. Na verdade, vai haver um ligeiro resfriamento global nos próximos 15 anos” (Fórum da Sustentabilidade promovido pela Folha de São Paulo, em 03 de junho de 2014). Ele é PhD em metereologia (EUA) e Pós Doctor em Hidrologia Florestal (Inglaterra).

E mais, “o aquecimento global é uma grande mentira” afirma o Doutor em Climatologia da Universidade de São Paulo Ricardo Augusto Felício, e presume que há grandes interesses econômicos no bojo dessa polêmica. O climatologista norte-americano Patrick Michaeles, segundo a Gazeta Digital (SP), em 19 de junho de 2008, ressalta que “há muito exagero sobre as mudanças climáticas e cita, entre outros exemplos, que a elevação do nível do mar é devido a fatores geológicos e não climáticos.”

No Hawaí (EUA), no dia 15 de maio de 2013, o CO2 atingiu 400 partes por milhão na composição da atmosfera e foi considerado um sinal vermelho por alguns climatologistas. Entretanto, há 4 milhões de anos e no Piloceno elevou-se para mais de 400 ppm, a temperatura da Terra era entre dois graus e três graus maior do que hoje, e o nível dos mares atingia 20 metros mais elevado (NOAA/EUA). Sem a presença humana.

Porém, o debate do controverso é saudável e indispensável nos domínios da ciência e tecnologia. Não existe unaminidade absoluta e no “dizer do dramaturgo brasileiro Nelson Rodrigues, se houver, ela é burra.” O poder desse planeta também se espelha nos tremores de terra, maremotos, furacões, tufões, vendavais, chuvas copiosas e concentradas, incêndios naturais, erupções vulcânicas, avalanches, e outros eventos de diversas magnitudes e abrangências geográficas.     
   
Na hipótese de que os humanos não podem mudar o clima substantivamente e ao saber que as mudanças climáticas e geológicas se processam há milhões de anos, mesmo assim, a sociedade deve se apoderar dos novos conhecimentos e tecnologias, gerados pela pesquisa, para internalizar o conceito e a prática da sustentabilidade dos recursos naturais. O Brasil precisa exorcizar ainda a tese da abundância havida desde o Império, embora colecione avanços conservacionistas, inclusive no plantio direto com seus 30 milhões de hectares.

A proposta internacional de sustentabilidade, que passa estrategicamente pela gestão dos recursos hídricos em 193 países, ainda é muito discursiva, pouco prática e custa muitos bilhões de dólares anuais em função da magnitude geográfica e geológica do globo terrestre. Vale salientar, por oportuno, que no dia 15 de novembro de 2017 em Bonn, na Alemanha, durante o evento internacional “Conferência das Partes para Mudanças Climáticas (COP 23),” o Brasil mostrou que, dentro do Programa Agricultura de Baixa Emissão de Carbono (ABC), a ILPF consolidou 11 milhões de hectares em vários estados e ao superar, em muito, a proposta havida em 2009 de apenas 4 milhões de hectares até 2020. Esse esforço resulta de múltiplas parcerias entre as políticas públicas, instituições de pesquisa, os agentes financeiros, a assistência técnica, e quem planta, cria, abastece e exporta (CIFlorestas).

Contudo, a questão hídrica, indissociável da sustentabilidade dos recursos naturais, é tão importante que a Organização das Nações Unidas (ONU), em março de 1992, promulgou um documento intitulado; “Declaração Universal dos Direitos da Água” onde, no 9º artigo, afirma; “a gestão da água impõe um equilíbrio entre os imperativos de sua proteção e as necessidades de ordem econômica, sanitária e social.”

Entretanto, nas condições de escassez severa da água, tem prioridade legal o abastecimento humano e a dessedentação dos animais. Noutro ângulo, não é uma questão de simplesmente abordar os eventuais caprichos climáticos e demandas hídricas, pois o eixo passa também pelo desperdício, pela ausência de saneamento básico, engloba as poluições, e emerge à falta de manejo correto do solo e da água, o que requer, por outro lado, mais adoção de boas práticas pelos usuários urbanos e rurais.
Os produtores, no que lhes compete, têm dados bons exemplos de sustentabilidade dos recursos naturais e no cumprimento das leis ambientais.

Além disso, Minas Gerais já coleciona 253 cidades com problemas de abastecimento e seu corolário de consequências econômicas, sociais e ambientais. Trinta e oito graus de temperatura ambiente, por hipótese, e sem água suficiente para prover as atividades domiciliares e até tomar banho, pode-se criar até uma espécie de conflito doméstico, estressante.

É legítimo aceitar que o Brasil ainda terá que caminhar muito para consolidar uma cultura de sustentabilidade e planejar também o uso eficiente dos recursos hídricos na agricultura, indústria, agroindústria, no comércio e nos serviços. Não se muda de hábito como se troca de roupas. E o clima?  Deve continuar desafiando a ciência e a tecnologia nas artes de decifrá-lo numa série histórica.

Mas, existem centenas de inovações conservacionistas geradas pela pesquisa, porém, o fator econômico terá um peso muito grande em qualquer processo de mudanças e entre os quais na oferta de água em quantidade e qualidade para múltiplos usos sustentáveis. Nessa breve e limitada panorâmica, também somos parceiros e usuários habituais do “Ciclo hidrológico,” sendo ele também essencial à biodiversidade e aos solos, bases físicas das ofertas agrossilvipastorís.

Por outro lado, convergente, o campo e as cidades são entes indissociáveis nessa tarefa globalizante e que possa haver um balanço ambiental positivo para o desenvolvimento socioeconômico sustentável neste País. Assim, os governantes e governados se revelam agentes estratégicos dessa convocação integrada do agora e com vistas aos presumíveis cenários futuros.

Podem-se afirmar, sem exclusões desnecessárias, que as demandas por alimentos e água devem manter uma constante curva ascendente no viger desse século 21 e diante da perspectiva de 9,2 bilhões de habitantes em 2050. Tempo muito curto na história da humanidade. 


Fonte: Benjamin Salles Duarte - Engenheiro Agrônomo



Publicidade


Deixe seu comentário no espaço abaixo ou clique aqui e fale conosco.


Nome: Email (não aparecerá no site):




Comentário(s) (0)


CIFlorestas disse:

17/12/2017 às 09:37

Nenhum comentário enviado até o momento.

Novidades do Site


Quer divulgar sua empresa ou está buscando uma empresa florestal?

Pensamento

A melhor maneira de realizar os seus sonhos é acordar.
Paul Valéry

Vídeo

Bureau de Inteligência

Análise Conjuntural
Editais
Produções Técnicas

Patentes
Cartilha Florestal
Legislação



Publicidade

Mercado

Cotações
Câmbio
Mapa Empresarial


Enquete

Do ponto de vista técnico e operacional, qual é a melhor unidade para comercialização da madeira para carvão?

volume de madeira sólida (metro cúbico)
tonelada de madeira
metro estéreo ou metro de lenha
unidade ou peças de madeira

Receba no seu email

Análise Conjuntural

Estudo e análise de especialista sobre o mercado de florestas.

Newsletter

Receba as novidades do setor de florestas no seu email.

Nuvem de Tags


156 visitas nesta página

Polo de Excelência em Florestas

Parceiros

AMS  |   ECOTECA DIGITAL  |   EMBRAPA FLORESTAS  |   EPAMIG  |   FAEMG  |   INTERSIND  |   LARF  |   MAIS FLORESTAS  |   MAPA  |   SEAPA  |   SEBRAE  |   SECTES  |   SEDE  |   SEMAD  |   SIF  |   UFLA  |   UFV  |   UFVJM  |   UNIFEMM  |  

Colaboradores

ACELERADORA DE  |   AGROBASE  |   AGROMUNDO  |   APABOR  |   BRACELPA  |   CIENTEC  |   FAPEMIG  |   FINEP  |   IEF  |   LATEKS  |   PAINEL FLORESTAL  |   TRATALIPTO  |   UFV JR. FLORESTAL  |  
Desenvolvido por Ronnan del Rey