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12/01/2021

RESUMINDO DADOS E CENÁRIOS DO AGRO BRASILEIRO*

Segundo o Censo Agropecuário de 2017, o Brasil reúne 5,073 milhões de estabelecimentos agropecuários, que ocupam uma área total de 351,2 milhões de hectares ou 41,2% do território nacional de 851 milhões de hectares; e os estabelecimentos entre 0 a 100 hectares abrangem 87,55% do total recenseado; isolando somente os de área entre 0 a 10 hectares o percentual deles atinge 50,91%. Mas, apenas 10 hectares com olericultura exigem muita tecnologia diversificada ao longo do ano, e se houver rotação de culturas olerícolas e ofertas para os mercados!

RESUMINDO DADOS E CENÁRIOS DO AGRO BRASILEIRO*
Segundo o Censo Agropecuário de 2017, o Brasil reúne 5,073 milhões de estabelecimentos agropecuários, que ocupam uma área total de 351,2 milhões de hectares ou 41,2% do território nacional de 851 milhões de hectares; e os estabelecimentos entre 0 a 100 hectares abrangem 87,55% do total recenseado; isolando somente os de área entre 0 a 10 hectares o percentual deles atinge 50,91%. Mas, apenas 10 hectares com olericultura exigem muita tecnologia diversificada ao longo do ano, e se houver rotação de culturas olerícolas e ofertas para os mercados!
Estão inseridas essas propriedades rurais nos seus diferenciados biomas e ecossistemas, biodiversidades, solos, climas diversos e adversos, semiáridos, acesso aos recursos hídricos, mercados, níveis adotados de tecnologias, entre outras condicionantes. O fato é que o Brasil pode plantar e criar o ano todo, embora o mercado seja o “Norte” comum às atividades agrossilvipastorís; Renda no campo, e produtos agropecuários nas cidades!
Faz-se necessário lembrar que o fator terra respondeu apenas por 10% do aumento da produção agrícola e a tecnologia adotada por 68%, segundo análise da Embrapa, e tendo como base o Censo Agropecuário de 2006.  
Contudo, o pesquisador Eliseu Alves, da Embrapa, admite que o nível de adoção de tecnologias nas culturas de grãos nos cenários atuais já possa explicar 70% dos ganhos de produção e produtividade na agricultura. A conferir! Segundo o MAPA, com base nos preços correntes de outubro de 2020, neste ano os VBPs dos seis maiores estados produtores de grãos foram; MT, com R$ 156,26 bilhões; PR, R$ 109,18 bilhões; SP, R$ 101,81 bilhões; MG, R$ 90,97 bilhões; e RS, com R$ 69,04 bilhões.
Além disso, os dados do MAPA, a preços correntes de outubro de 2020, revelam ainda os seguintes VBPs da pecuária brasileira em níveis de estabelecimentos rurais estimados para o ano de 2020, que fecha em dezembro; bovinos, R$ 121,25 bilhões; frango, R$ 73,92 bilhões; leite, R$ 40,44 bilhões; suínos, R$ 24,95 bilhões; e ovos, R$ 15,76. Devem ser corrigidos. Haja crédito rural assistido!
Outrossim, na safra 2019/2020 os seis estados maiores produtores de grãos foram; MT, 74,8 milhões de toneladas; PR, 40,8 milhões; GO, 27,5 milhões; RS, 26,4 milhões; MS, 20,5 milhões; e MG, com 15,3 milhões de toneladas num total colhido de 205,3 milhões de toneladas (80,7%) em 257,0 milhões de toneladas em nível nacional (MAPA); revela-se alta concentração da oferta de grãos, até agora, em apenas seis estados da Federação.
 O Levantamento da Conab, num total de 12, safra 2020/2021, apresenta os seguintes dados estimativos, colheita total; 268,9 milhões de toneladas de grãos (+ 4,6% do que em 2019), e numa área de 67,1 milhões de hectares cultivados ou 7,8% do território brasileiro, e fazendo uma estimativa de produção para os seis primeiros estados produtores; MT, 75,4 milhões de toneladas de grãos; PR, 40,4 milhões; RS, 36,5 milhões; GO, 27,3 milhões; MS, 22 milhões; e MG, com 15,6 milhões de toneladas de grãos.
Vale destacar que o milho e a soja, entre os grãos, são fundamentais e indispensáveis na formulação de rações para bovinos, suínos e aves, portanto, proteínas nobres, e ofertando leite, carnes e ovos. Ressalte-se que o Brasil é produtor mundial e exportador de soja; exportador de carne bovina e 2º produtor; produtor e exportador de café; produtor e exportador de açúcar; produtor de laranja e exportador de suco; 3º produtor de frango e exportador; 3º produtor de milho e 2º exportador; 3º produtor de farelo de soja e exportador; 1º exportador de celulose (Ibá-2020).
E mais, 3ºs lugares na produção e exportação de óleo de soja; lugar na produção de algodão e lugar na exportação; e lugar da produção e exportação de carne suína (MAPA/USDA/ Banco Mundial). O Brasil é hoje o 3º maior produtor mundial de leite de vaca (Embrapa Gado de Leite)
O Brasil é o 3º produtor mundial de frutas, e exportando 993,4 mil toneladas de frutas no valor de US$ 1,01 bilhão em 2019. A fruticultura brasileira abrange em torno de 3 milhões de hectares e gerando 6 milhões de empregos diretos, mas exportando apenas 3% da oferta de frutas. Foram produzidas 42,1 milhões de toneladas de frutas em 2019 (Deral/Seab/PR/Abrafrutas).
No Brasil, em 2019 a área com árvores cultivadas é de 9 milhões de hectares (1% do território brasileiro) em mais de 1.000 municípios, e uma receita bruta total de R$ 97,4 bilhões, oferecendo mais de 5.000 produtos e subprodutos derivados de processamentos da indústria de árvores para abastecer, exportar, e gerando emprego e renda para 3,75 milhões de brasileiros (Ibá-2020).
De janeiro a outubro de 2020, o agro brasileiro exportou US$ 85,8 bilhões e teve um superávit de US$ 75,5 bilhões; em 2019 respondeu por 43,2% do valor total das exportações brasileiras; 2018, 39%; 2017, 40%; 2016; 42%; e 42%, em 2015 (MAPA/Seapa).
No entanto, nos cenários internacionais das exportações de mercadorias no período 2008/2018, o crescimento médio anual das exportações foram assim configurados nos 10 primeiros países considerados em desenvolvimento pela pesquisa; o Vietnã, com 14,6%; Bangladesh, 9,8%; China, 5,8%; Índia, 5,3%; México, 4,5%; Emirados Árabes, 3,7%; Turquia, 2,4%; Brasil, 1,9%; África do Sul, 1,5%; e excetuando a Nigéria, com – 3,5% a.a. (WTSR/OMC/2019).
Portanto, sugere recomendar uma avaliação crítica do Brasil num mercado internacional que se globaliza, e apesar das divergências comerciais dos países envolvidos.
Para além da oferta grãos, por certo, o agro brasileiro movimenta e dinamiza ainda a pecuária de leite e corte, cafeicultura, cotonicultura (algodão), viticultura (uva) fruticultura, horticultura, silvicultura (produtos florestais), cacauicultura, cana de açúcar e derivados, floricultura.
E mais, apicultura (mel e própolis), piscicultura (peixes alimentos, e incluindo ornamentais), olivicultura (azeite), carcinocultura (criação de camarões em cativeiro na água doce ou salgada), ovinocultura (ovelhas, lã e carne), caprinocultura (cabras), ranicultura (rãs). Visão de fomento é produto, e não de agronegócio!
Sem dúvida alguma, um diverso mundo de vocações agro econômicas e agroflorestais, e abrangendo o suporte de excelentes universidades de Ciências Agrárias e centros de pesquisa; conhecer para inovar e mudar! E mais, são processos sinérgicos, conectados, e tecnológicos de considerável amplitude geográfica nesse País, em níveis de estabelecimentos agropecuários e empresas rurais; um universo de demandas e ofertas nas culturas e criações, a exigir inovações tecnológicas, gestão para resultado, boas práticas, rastreabilidade e sustentabilidade ambiental!  
Assim, assegurar e ampliar também os processos de trocas saberes e experiências nos sistemas agroalimentares, bem como lograr ganhos econômicos, sociais e ambientais para os empreendedores familiares, médios e empresários rurais, e reconhecendo os grandes avanços tecnológicos, substantivos e mensuráveis, havidos e por haver num horizonte temporal do agro brasileiro, que traciona ainda um poderoso parque industrial de insumos agropecuários. PIB do agro Brasil em 2019; R$ 1,55 trilhão (MAPA).
*Engenheiro agrônomo Benjamin Salles Duarte Nov./2020.
NOTASmercado; esfera das relações econômicas de venda e compra, ou de oferta e procura, de cujo ajuste resultam os preços (Michaelis). Mercadoria; um bem que pode ser objeto de compra e venda (Google). Sem entrar no mérito dessa questão e sem formular juízo de valor, por hipótese, se houver no mundo 80 mil pesquisadores e cientistas considerados de ponta, sem demérito de nenhum outro e fora dessa amostragem aleatória, representariam apenas 0,00103% da população mundial estimada em 7,7 bilhões de habitantes em 2020 (ONU). “Faz-se pesquisa com cérebro, cérebro e cérebro, ou massa cinzenta, e não com argamassa cinzenta; Zeferino Vaz, fundador e 1º Reitor da Unicamp.” Teria sido uma resposta indireta às críticas sobre os modestos prédios iniciais da Unicamp. A conferir a história!
Centros de Inteligência” são, antes de tudo, formatados com talentos humanos e qualificados à missão que lhes compete, abertos à inovação, e realimentados numa perspectiva de tempo num mundo em permanente mudança, contudo, com logísticas operacionais eficientes na coleta de dados, análises, resultados, e construção de cenários disponíveis cerca do complexo agronegócio brasileiro nas suas múltiplas e convergentes dimensões interna e internacional, a exigirem mais investimentos sustentáveis públicos e privados em Ciência & Tecnologia; apesar dos avanços, ainda há muito o que pesquisar, difundir e adotar nos sistemas agroalimentares e agroflorestais, a depender também dos empreendedores e empresas rurais, e dos mercados, decifrando-os!
                                 **********
                    


Fonte: O Autor



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