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03/07/2017

Restauração Florestal: plantar ou abandonar?

 
A crescente demanda por projetos de restauração florestal, principalmente no contexto das áreas de preservação permanente (APPs), tem levado à busca de alternativas para redução dos custos desses projetos, bem como para a sustentabilidade ecológica das florestas restauradas. A regeneração natural tem sido considerada, com base em inúmeros estudos, como uma das mais promissoras estratégias para viabilizar a restauração florestal em larga escala. Apenas para exemplificar, um projeto de larga escala sobre o potencial de regeneração natural de todo o território do Espírito Santo revelou que, num intervalo de 33 anos, 18.789 florestas se regeneraram e atingiram o estágio médio, algumas em apenas 12 anos, ocupando uma área de 106.554,87 hectares.

Este estudo pioneiro revelou também que 60,88% da área total daquele estado possui alto potencial de regeneração, o que equivale a 2.804.431 hectares (MARTINS et al., 2014). A tomada de decisão sobre abandonar uma determinada área para que a floresta retorne de forma natural, também conhecida como restauração passiva, ou adotar o plantio de mudas ou outra forma de intervenção deve seguir alguns critérios, pois como ficou evidente no estudo de Martins et al. (2014) não são todas as áreas que possuem resiliência, ou seja, a capacidade de autorrecuperação. Vale destacar que para o processo de regeneração natural ter início e avançar numa determinada área alguns fatores estão envolvidos, sendo os principais: distância de fontes de propágulos, como florestas remanescentes; tempo de abandono da área; estado de degradação do solo; presença de espécies agressivas.

Se uma APP ou qualquer área que necessita ser restaurada está localizada nas proximidades de um fragmento florestal em bom estado de conservação, o processo de regeneração natural deve ser rápido e com boa diversidade. Mas não é raro encontrar áreas de pasto ao lado de fragmentos florestais cujo solo foi degradado devido à forte compactação pelo pisoteio do gado ou submetido a processos erosivos, e que mesmo recebendo abundante chuva de sementes não apresenta regeneração natural. Por outro lado, existem também situações em que o solo não se encontra degradado, contendo bons níveis de nutrientes e matéria orgânica, mas a regeneração não ocorre porque a paisagem não é mais resiliente, não existem florestas nas proximidades, ou ainda a área é ocupada por espécies muito agressivas. Nestes casos, não se pode esperar muito do processo de regeneração natural, e algum tipo de intervenção deve ser adotado, seja a adoção de técnicas de nucleação, a semeadura direta mecanizada ou manual, ou o reflorestamento com plantio de mudas de espécies nativas regionais em área total – a técnica de mais alto custo.

É importante lembrar que o tempo é um fator primordial para o processo de regeneração natural. APPs ocupadas por pasto ou culturas agrícolas recém-abandonadas tendem a não apresentar regeneração natural de espécies arbustivo-arbóreas, mesmo quando localizadas numa paisagem resiliente. Mas nestas áreas, passados dois a três anos após o abandono, um processo de regeneração natural já pode sinalizar a necessidade apenas de cercamento da área para evitar a entrada de gado ou a adoção de alguma técnica de nucleação, como o plantio de mudas em núcleos, que visa acelerar o processo. Fica evidente, portanto, a heterogeneidade de situações em que as APPs podem estar inseridas e que irão definir o tipo de intervenção que deve ser adotada, devendo-se evitar as generalizações ou grandes projetos padronizados. Para ter sucesso, a restauração precisa ser mais “artesanal” e considerar aspectos como potencial de regeneração natural das diferentes áreas e regiões.


Fonte: Sebastião Venâncio Martins; Professor do DEF - UFV; Coordenador do LARF - UFV



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