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10/09/2020

REFLORESTAR GERA NEGÓCIOS, RENDA E SUSTENTABILIDADE

Segundo o Relatório do Instituto Brasileiro de Árvores, 2019/Ibá, a área com florestas plantadas no Brasil é da ordem de 7,83 milhões de hectares, apenas 0,91% do território brasileiro, portanto, qualquer tese de que os eucaliptos estariam avançando sobre as terras agrícolas resulta da desinformação deliberada, e à falta de uma análise fundamentada em fatos e não hipóteses de setores que desconhecem as coisas do campo na sua complexidade de demandas e ofertas para abastecer regularmente, exportar, e obter preciosas divisas externas.

REFLORESTAR GERA NEGÓCIOS, RENDA E SUSTENTABILIDADE*
Segundo o Relatório do Instituto Brasileiro de Árvores, 2019/Ibá, a área com florestas plantadas no Brasil é da ordem de 7,83 milhões de hectares, apenas 0,91% do território brasileiro, portanto, qualquer tese de que os eucaliptos estariam avançando sobre as terras agrícolas resulta da desinformação deliberada, e à falta de uma análise fundamentada em fatos e não hipóteses de setores que desconhecem as coisas do campo na sua complexidade de demandas e ofertas para abastecer regularmente, exportar, e obter preciosas divisas externas.
Em Minas Gerais, o reflorestamento ocupa 2,5% do território mineiro, que ainda lidera esse estratégico setor de base florestal, por enquanto, em área plantada. Além disso, numa série histórica de 2004 a 2019, os produtores mineiros de grãos, cereais e oleaginosas cultivaram apenas três milhões de hectares, em média, ou 5,1% do território estadual (Seapa); o que é explicado por três fatores convergentes e poderosos: mercados, pesquisa agropecuária, e ganhos de produtividade em níveis de produtores e empresários rurais.
Faz-se necessário ressaltar ainda que o Estado do Amazonas, cenário também de polêmicas ambientais, quebrando mitos e sem entrar no mérito dessa questão, na safra brasileira de grãos 2019/2020, segundo o 11º Levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), oferta apenas 41,7 mil toneladas de grãos numa safra de 253,7 milhões de toneladas (7,7% do território brasileiro) ou 0,0016%, portanto, insignificante em nível nacional. A agricultura de grãos não precisa derrubar um pé de árvore da floresta Amazônica!
Assim, o segmento econômico brasileiro que o Ibá (2019) representa tem como base o cultivo de árvores para fins industriais gerando uma variedade considerável de produtos que chega a quase cinco mil produtos, incluindo pisos e painéis de madeira, papel, celulose, madeira serrada, e carvão vegetal; crescendo 13,1% em relação a 2017; e alcançando uma receita total de R$ 86,6 bilhões ou 6% do PIB industrial. As exportações continuaram impulsionando o crescimento desse setor, com US$ 12,5 bilhões (2018), um aumento de 24,1% em comparação ao ano de 2017, e um saldo recorde nas exportações de US 11,4 bilhões, assinalando também que a fusão da Suzano com a Fibria resultou na criação da maior empresa de celulose do mundo.
No Brasil, o total de árvores plantadas alcançou 7,83 milhões de hectares, estável em relação ao ano de 2017. O total da área certificada aumentou para 6,3 milhões de hectares, incluindo a área produtiva e de conservação. Em 2018, as empresas associadas investiram R$ 6,3 bilhões em pesquisa e inovação, em florestas, e na indústria, bem como as plantações de árvores são as mais produtivas do mundo, sendo que o Brasil apresentou uma produtividade média de 36 m3/ha.ano para os plantios de eucalipto, enquanto a de pinus foi de 30,1 m3/ha.ano, o que implica em boas práticas sustentáveis!
E mais, com uma região de influência de cerca de 1.000 municípios brasileiros em 23 Estados, esse segmento de florestas plantadas tem um importante papel de gerar oportunidades e transformar vidas. Em 2018, a geração de empregos diretos cresceu quase 1%, para 513 mil, impactando 3,8 milhões de pessoas direta e indiretamente, e promovendo investimentos, emprego, renda e bem-estar social.
Em 2017, o segmento árvores plantadas recolheu impostos no valor de R$ 11,9 bilhões e em 2018, R$ 12,8 bilhões, sendo essa a participação relativa: celulose e papel, 61%; painéis de madeira e pisos laminados, 25%; produtos sólidos de madeira, 8%; e outros, 6%. Em 2017, os maiores produtores mundiais de papel foram: China (1º lugar); EUA (2º); Japão (3º); Alemanha (4º); Índia (5º); e Brasil ficou em (8º lugar).
De janeiro a julho de 2020, as exportações de produtos florestais mineiros somaram US$ 312,7 milhões, sendo: celulose, US$ 285,7 milhões; madeira, US$ 24,4 milhões; e papel, US$ 2,6 milhões, com um superávit de US$ 296,1 milhões. Além disso, em Minas Gerais o superávit acumulado nas exportações de produtos florestais foi de US$ 7,27 bilhões entre 2006 e 2018. No período de 2007 a 2018, o estado respondeu, em média, por 81,7% da oferta brasileira de carvão vegetal; e de 2004 a 2019 por 62,5%, em média, do eucalipto folha produzido no Brasil (IBGE/Mdic/Seapa).
Em nível nacional, de janeiro a julho de 2020, foram exportados US$ 6,6 bilhões nessa configuração: celulose, US$ 3,6 bilhões; madeira, US$ 1,9 bilhão; papel, US$ 1,0 bilhão; e borracha e gomas naturais, US$ 851 milhões; com superávit de US$ 5,91 bilhões (Seapa-MG/Mdic). O superávit nas exportações de produtos florestais passou de US$ 5,7 bilhões em 2012 para US$ 11,4 bilhões em 2018, crescendo na média de 12,3% a.a (Ibá).
Os plantios de eucalipto estão localizados principalmente nos Estados de Minas Gerais (24%); São Paulo (17%); e Mato Grosso do Sul (16%); estado que nos últimos 7 anos liderou a expansão da cultura do eucalipto na média de crescimento de 7,4% ao ano. O Pinus, com 1,6 milhão de hectares, se configura nesses cenários: Paraná (42%); Santa Catarina (34%); Rio Grande do Sul (12%); e São Paulo (8%)(Ibá/2019).
Nas exportações totais de Minas Gerais, entre 2004 e 2019, o agronegócio foi responsável em média por 25,8%, contudo, nos anos de 2016, 2017 e 2018 foi na média anual de 33%; e 32% em 2019 (Mdic/Seapa).
Nos últimos 45 anos, o agronegócio acumulou sucessivos superávits nas exportações, além de cuidar do abastecendo interno. Não são forças econômicas do acaso, mas derivam da sintonia com os mercados, políticas públicas, inovação, e apoios de outros agentes públicos e privados, campos e cidades, que movimentam o agronegócio brasileiro, via sistemas agroalimentares e agroflorestais; desafios sem fronteiras. Contudo, não existe almoço de graça, principalmente no mundo dos negócios! *Engº agrº Benjamin Salles Duarte – setembro de 2020.
 


Fonte: O Autor



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