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31/03/2017

Reflexão sobre o manejo e a conservação do solo



“As fortes chuvas provocadas pelo El Niño no ano passado e no início deste ano destruíram uma grande parte das estruturas de conservação e contenção da erosão das propriedades. Além disso, os novos equipamentos de produção – plantadeiras, tratores e colheitadeiras – foram fabricados em dimensões e peso inadequados às necessidades de manejo e conservação de solo e água até então. O Plantio Direto terá que ser retomado para melhorar a eficiência de das novas tecnologias e manter a sustentabilidade das produções.” (palavras de Ágide Meneguette, Presidente do Sistema FAEP/SENAR – PR)
 
Esta é uma situação real e recorrente. O problema, parece-me, foi exposto nesse parágrafo.
É importante, entretanto, refletir sobre o mundo que vai lá fora. No campo mesmo. Onde estarão nossas fragilidades e sugestões para minimizar, controlar o problema da degradação do solo pela erosão e escoamento superficial da água?
- As máquinas são mesmo fabricadas em dimensões ou peso inadequados? O parque de máquinas evolui. Máquinas modernas, avançadas (GPS) e que seduzem os produtores rurais que as compram.
- As rotações de culturas estão inadequadas? faltam plantas apropriadas? O chamado imediatismo do produtor? Que não opta por uma cultura de cobertura porque precisa de dinheiro para pagar as contas no final do mês.
- O Produtor Rural vive em uma economia de mercado. Tem que ser competitivo (eficiente e eficaz) para crescer na atividade. Quem fica no mesmo patamar, quebra. O governo, com todas as limitações, disponibiliza crédito diferenciado para o setor, e a sociedade que cubra os rebates de juros ao tesouro.
Que outros aspectos têm impedido o avanço de uma agropecuária mais, digamos, sustentável (nas três pernas)? Onde estarão gargalos e quais estratégias sugeridas para minimizá-los?
Estariam, as recomendações técnicas, corretas? São as máquinas inadequadas que precisam se ajustar à paisagem? O produtor rural é mesmo imediatista?
Parece-me que o discurso agronômico se repete durante o tempo e amassamos barro (sapatear no mesmo local). Por onde avançar? Eis a pergunta.
 “Na economia de mercado não há outro meio de adquirir e preservar a riqueza, a não ser fornecendo às massas o que elas querem, da melhor maneira e mais barata possível”
Ludwig von Mises
 


Fonte: Maurício Carvalho de Oliveira Engenheiro Agrônomo Chefe da Divisão de Agricultura Conservacionista do Mapa



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Comentário(s) (2)


JO?O AUGUSTO disse:

07/04/2017 às 09:47

DEVIDO A GRANDE EXTEN??O TERRITORIAL DO BRASIL,JAMAIS VAI FUNCIONAR UMA FORMULA PADR?O PARA TODOS,TEMOS QUE LEVAR EM CONTA AS PARTICULARIDADES,E GARIMPAR AS BOAS PR?TICAS EM DESTAQUE EM CADA MICRO REGIA?,TIRANDO AS MESMAS DO ANONIMATO E PROPAGA-LAS,SEM AJUDA DOS GOVERNANTES FICA AS MINHAS BOAS PR?TICAS,E AS DE MUITOS POR ESSE BRASILZ?O AFORA SEM RESPALDO DE LARGO ASPECTRO.

jOSE HESS disse:

03/04/2017 às 09:16

A solu??o est? nas m?os dos t?cnicos nada de ideologias, somos engenheiros e profissionais, o que move o mundo ? a economia, mas esta deve estar atrelada a t?cnica, muitos acham que a economia nada tem haver com as t?cnicas e colocam as ideologias dos leigos e a falta de vis?o conjuntural, ou seja os setores n?o se conversam e como ? normal no Brasil cada um faz o quer e com pensamento ?nico no seu neg?cio, como tivemos nos ultimos vinte anos um desgoverno total, temos de recuperar o tempo perdido.
M?quinas modernas sim, por?m que se ou?a os t?cnicos que trabalham com solos e manejos, a solu??o seja para todos, e que a condu??o das propostas de reintrodu??o das boas pr?ticas reflita sobre toda a cadeia desde as m?quinas, uso e manejo dos solos, e haja conjun??o de esfor?os dos t?cnicos.
Na libera??o de recursos que se exija um projeto t?cnico de manejo adequado de solos, n?o apenas ceder o empr?stimo e vender as m?quinas, o sistema tem de envolver todos os participantes com suas regalias e responsabilidades.

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