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06/07/2015

Qualidade da madeira de árvores de clone de eucalipto inclinadas por ação de ventos para produção de celulose

Dissertação apresentada à Universidade Federal do Espírito Santo, de autoria de Walter Torezani Neto Bochetti, relata sobre a Qualidade da madeira de árvores de clone de Eucalyptus grandis x Eucalyptus urophylla inclinadas por ação de ventos para produção de celulose.

Foto Ilustrativa - Google

O setor florestal brasileiro tem desempenho crescente e é impulsionado especialmente pelas indústrias de celulose. A produtividade de madeira nos plantios, qualidade da madeira e da polpa são as principais metas almejadas e difíceis de serem conciliadas. Visando manter este desempenho, as empresas investem em pesquisa e desenvolvimento, tecnologia de produção e melhoramento genético florestal.

Dentre as metas do melhoramento genético em árvores com finalidade para produção de polpa celulósica cita-se a seleção de árvores com rápido incremento de madeira, para obter uma maior produtividade em um menor ciclo de rotação. No entanto, árvores com o fuste muito alto e diâmetro a altura do peito (DAP) pequeno, são mais propicias a serem instáveis à ação de ventos, notadamente em árvores jovens e com um menor teor de lignina. A ação dos ventos pode prejudicar irremediavelmente povoamentos inteiros, quebrando, arrancando, ou inclinando árvores de forma irreversível de acordo com a intensidade com que atuam.

Diante deste contexto, objetivou-se com este estudo a avaliação da qualidade da madeira de árvores inclinadas de clone de Eucalyptus grandis x Eucalyptus urophylla proveniente de plantios florestais afetados por ação de ventos para produção de celulose. Para tanto, avaliou-se os efeitos da inclinação do fuste em diferentes faixas, e foram estudadas as características da madeira de reação, tracionada e oposta, na região superior e inferior a inclinação, respectivamente. A produtividade do povoamento foi avaliada por meio dos parâmetros dendrométricos das árvores. A qualidade da madeira foi analisada pelas características anatômicas de fibras e vasos, densidade e composição química. O desempenho na polpação kraft foi analisado com base no rendimento depurado e número kappa. Os parâmetros dendrométricos, anatômicos, a densidade básica e a composição química da madeira foram influenciados pela inclinação do tronco.
 

Os resultados indicaram que a inclinação afetou negativamente as variáveis dendrométricas, o volume de madeira das árvores inclinadas foi reduzido; a relação cerne:alburno das árvores não foi afetado pelas diferentes faixas de inclinação analisadas; houve maior excentricidade da medula nas árvores com maior inclinação de fuste. Anatomicamente, o diâmetro vascular foi maior na madeira normal comparado com a madeira de reação, tracionada e oposta; a frequência vascular pouco foi afetada pelas faixas de inclinação; as fibras da madeira de reação das árvores inclinadas, tracionada e oposta, aumentaram em espessura de parede, largura e diâmetro do lume. A densidade da madeira das árvores inclinadas foi inferior à madeira de árvores com o fuste reto, além disto, nas árvores inclinadas, a densidade básica foi menor na madeira oposta quando comparada à madeira tracionada. A composição química da madeira foi diferente entre árvores com o tronco reto e inclinado, na madeira de reação, tracionada e oposta, foram encontrados menores teores de extrativos e lignina que na madeira normal, outro fator relevante foi o maior teor de holoceluloseproduzido pela madeira e reação. Na polpação Kraft foi observado na madeira de reação menor rendimento e menor número kappa. Por fim, considerando as propriedades tecnológicas da madeira e a avaliação kraft, percebeu que a densidade básica e a anatomia da madeira de reação das árvores inclinadas contribuiu para diminuir no rendimento depurado da polpa, e a composição química da madeira das árvores inclinadas contribuiu para obter polpas com maior teor de deslignificação.

O estudo completo pode ser lido na íntegra no site da Biblioteca Digital Florestal através do link: http://www.bibliotecaflorestal.ufv.br/handle/123456789/9324


Fonte: Camila Oliveira Batista - Bolsista BIC: Biblioteca Florestal Digital



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