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03/07/2017

Publicação estimula o plantio de araucárias



“A araucária é uma espécie única, e cada vez mais descobrimos coisas novas sobre ela. Precisamos valorizá-la, pois está esquecida e essa é a ideia do livro: novos conhecimentos para a araucária voltar a participar do cenário econômico, de forma sustentável”. Com esta afirmação, o pesquisador Ivar Wendling resume o objetivo do livro “Araucária: particularidades, propagação e manejo de plantios”, do qual é editor técnico junto com o Professor Flávio Zanette, da Universidade Federal do Paraná. O livro foi lançado no 24/06, Dia Nacional da Araucária, em evento no Auditório do Mercado Municipal de Curitiba.

“A araucária não é peça de museu: tem que ser usada para viver”, corrobora Prof. Zanette. A proposta dos editores técnicos é a conservação da araucária mediante seu uso. Protegida por Lei por estar ameaçada de extinção, existe pouco interesse em seu plantio ou mesmo no manejo das plantas que já existem, uma vez que é muito burocrático o seu uso com fins econômicos. O raciocínio é simples: que produtores rurais e demais interessados sintam-se estimulados a cada vez mais plantar araucária e possam manejá-la, de acordo com critérios técnicos e dentro do permitido pela legislação, que hoje é bastante restritiva.

 “Os legisladores precisam entender que a araucária é um bem econômico, social e ambiental do Brasil”, afirma Zanette. Trabalhando há 32 anos com a espécie, o professor explica que o lançamento do livro representa um marco de apresentação à sociedade de técnicas testadas e efetivas para uso sustentável da araucária.

“A equação do pinhão não fecha”, exemplifica Wendling. “É um alimento cada vez mais demandado, com alto potencial para a saúde. Mas as árvores existentes estão ficando velhas e, com isso, produzem cada vez menos pinhão”, alerta. Já houve, inclusive, interesse para exportação, mas não há produção suficiente para esta demanda. A madeira da araucária, também de alta qualidade, poderia ter usos nobres para geração de renda. “Não estamos incentivando o corte das araucárias existentes”, explica Wendling. “Pelo contrário, precisamos preservar o que existe, mas incentivar novos plantios com qualidade técnica”, completa.

Durante o evento de lançamento, autoridades mostraram a importância tanto da espécie quanto das ações conjuntas. O Chefe Geral em exercício da Embrapa Florestas, Sergio Gaiad, ressaltou a importância da união de esforços e instituições em prol da espécie: “isolados fazemos muito pouco, mas precisamos dar subsídios para o aprimoramento da Lei”. A vice Reitora da UFPR, Graciela Bolzón de Muniz, utilizou a metáfora da araucária com os braços abertos para ressaltar a acolhida da pesquisa e das parcerias com a espécie. O Secretário Municipal de Abastecimento, Luiz Gusi, falou sobre a importância do Mercado Municipal para a memória gustativa da cidade e sua relação com a araucária, árvore-símbolo de Curitiba, e a articulação entre setores público, privado e ongs para trabalhar em prol da espécie.

O livro aborda particularidades da araucária, tecnologias de propagação, como a produção de mudas de qualidade, tanto por sementes quanto por enxertia ou estaquia, a formação de pomares de araucárias de pinhão precoce e critérios de manejo de plantios de araucária, com considerações sobre suas aplicações, vantagens e desvantagens, visando contribuir ao desenvolvimento de uma silvicultura sustentável.
A publicação é voltada a técnicos, extensionistas, produtores rurais e estudantes que trabalham com a árvore-símbolo do Paraná, além de autoridades que tratam do assunto. Financiada com recursos do CNPq, a obra tem tiragem impressa limitada, porém, está disponibilizada online clicando aqui


Fonte: Embrapa Florestas



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Comentário(s) (1)


JOSE HESS disse:

17/10/2017 às 17:02

TEMOS DE TER UM GRUPO DE PESQUIZADORES E ENGENHEIROS FLORESTAIS QUE CONSIGAM AUDIENCIAS COM A ORDEM DOS JUIZES DO BRASIL E EM ESPECIAL DA SEC??O DO PARAN?, PARA QUE ELES OU?AM OS NOSSOS CONHECIMENTOS T?CNICOS QUE ESP?CIE NENHUMA EST? OU ESTAR? EM EXTIN??O ENQUANTO HOUVER A POSSIBILIDADE T?CNICA DE SUA REPRODU??O. PORTANTO QUALQUER ENGENHEIRO FLORESTAL TEM CONHECIMENTO E CAPACIDADE DE REPRODUZIR AS ESPECIES FLORESTAIS EM VIVEIROS E PLANT?-LAS TORNANDO AS REPRODUTIVAS E N?O EM EXTIN??O.
CADA PINHA TEM EM M?DIA 130 PINH?ES E CADA PINHEIRO TEM NAIS DE 20 PINHAS, PORTANTO COM QUE BASE OS JUIZES E PROMOTORES DO MPF AFIRMAM QUE A ARAUCARIA EST? EM EXTIN??O SE OS MESMOS N?O SABEM NEM COMO SE REPRODUZ UMA ?RVORE? POIS QUE EU SAIBA O CONHECIMENTO DELES ? LEGISLA??O E PORTUGUES, ELES TEM DE NOS OUVIR PRIMEIRO SE N?O, ESTAR?O EXACERBANDO E CRINADO UMA DITADURA DE LEIS. e A QUEM INTERESSA ISSO? S? AOS AMBIETALISTAS QUE EST?O GANHANDO MILH?ES DAS ONG?S ESTRANGEIRAS QUE QUEREM VER O BRASIL SEMPRE POBRE, E DEPENDENDETE DELES.
OS SALARIOS DOS JUIZES E PROMOTORES VEM TODO MES PAGO POR NOSSO TRABALHO, E OS QUE VIVEM DA ATIVIDADE RURAL E FLORESTAL?? E O PESO NA BALAN?A DE EXPORTA??O DO BRASIL? TEMOS DE ENFRENTAR ESS SITUA??O COM PARLAMENTARES E ALGUNS DO JUDICIARIO QUE PENSA DE FORMA T?CNICA.. EM GUARATUBA, UMA JUIZA N?O PERMITE PLANTAR COCO DA BAHIA E O CHAP?U DO SOL. BASEADO EM QUE LEI ? E QUAL O ARGUMENTO T?CNICO QUE N?O PODE PLANTAR , BASEADO EM QUE? S? NA SUA PREPOTENCIA E INCAPACIDADE DE SABER DAS COISAS OU DE N?O TER A HUMILDADE DE CHAMAR OS ENGENHEIROS FLORESTAIS DA EMBRAPA OU UM CONSUTOR COMO EU PARA DAR UMA AULA T?CNICA PARA ELA E PARA ESTES DO MPF QUE NADA ENTENDEM DA FLORESTA E ABUSAM DA AUTORIDADE COMO SE F?SSEM SEMIDEUS, S?O APENAS ADVOGADOS COM CURSO DE PROMOTOR E JUIZ, O QUE N?OS LHES D? O CONHECIMENTO SOBRE A MAT?RIA FLORESTAL. N?S TEMOS CREA E TEMO DE SER RESPEITADOS COMO PROFISSIONAIS RECONHECIDOS PELA CONSTITUI??O BRASILEIRA.

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