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14/12/2012

Programa de plantio de florestas estabelece metas até 2030 no Pará

Estado pretende estimular a instalação de indústrias e desenvolver o setor madeireiro.

A base do programa que vai fortalecer os polos industriais de florestas plantadas no Pará já está definida. O trabalho foi concluído nesta quarta-feira, 12, na oficina promovida pela Secretaria de Estado de Agricultura (Sagri) e Federação da Agricultura e Pecuária do Pará (Faepa). A partir do fortalecimento da cadeia produtiva, o Governo do Estado pretende estimular a instalação de indústrias e desenvolver o setor madeireiro. As metas do programa serão implementadas até 2030.

A integração das instituições públicas, o desenvolvimento tecnológico, a organização da cadeia produtiva, a garantia jurídica para os investimentos e o envolvimento da agricultura familiar estão entre os principais eixos que sustentam o Programa Estadual de Florestas Plantadas. O engenheiro agrônomo Sergio Cordioli, especialista em economia rural do Rio Grande do Sul, que ministrou a oficina, vai redigir e enviar o programa para os últimos ajustes, a serem realizados por um grupo de trabalho, antes da aprovação do governo.

Representantes dos diversos segmentos estadual e federal envolvidos na questão florestal participaram da elaboração do programa. “Este é o momento oportuno para a retomada da questão florestal no Estado, porque é preciso produzir madeira para abastecer as indústrias e diminuir a pressão sobre as florestas nativas”, avalia a pesquisadora Noemi Leão, da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), que trabalha na área há 34 anos.

O engenheiro agrônomo Frederico Diniz é gerente de planejamento florestal da empresa Weyer Haeuser, com sede em São Paulo e com instalação em Tucuruí. Segundo ele, o Pará tem grande potencial de crescimento e condições de atingir os objetivos do programa. “Esse é o caminho certo para estruturar os vários setores do agronegócio e alcançar o desenvolvimento sustentável”, destaca Diniz. “A regulamentação fundiária precisa ser resolvida para atrair investimentos e dar segurança aos investidores, além de maior celeridade no licenciamento dos projetos”, completa.

O Pará possui 71% de seu território formado por florestas nativas que precisam ser preservadas. As áreas de florestas plantadas são somente 300 mil hectares, o que é muito pouco para atender o setor madeireiro. Outros 14 milhões de hectares são de áreas degradadas, que serão incluídas no processo produtivo. Até 2020, o Plano de Agricultura de Baixo Carbono do Pará prevê a recuperação de mais 200 mil hectares com o plantio de florestas.


Fonte: Agência do Pará/Painel Florestal



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Comentário(s) (1)


Jose Hess disse:

17/12/2012 às 22:32

É errado e antiquado dizer que as florestas nativas só tem de ser preservadas, pois está provada técnicamente que quando as florestas nativas são devidamente manejadas elas produzem mais e se tornam mais sustentáveis do ponto de vista ecológico e econômico. A verdade é que são poucos os engenheiros florestais que sabem fazer um manejo florestal correto, e também há muita opinião de ambientalista que não entende tecnicamente de nada e ficam criando óbices sobre assuntos estritamentente técnico.

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