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24/06/2013

Produção de briquete a partir da adição da lignina kraft com resíduo da indústria moveleira

Tese de Doutorado defendida no Departamento de Engenharia Florestal da UFV pela Engenheira Florestal Adriana de Fátima Gomes Gouvêa sobre a utilização de resíduos da indústria moveleira para produção de briquetes.

Imagem: Artefatos de Madeira Stolf Ltda
Definem-se como resíduos das indústrias de base florestal as sobras que ocorrem no processamento mecânico, físico ou químico na indústria de transformação, que utiliza a madeira como principal matéria prima, e que não são incorporadas ao produto final. A geração de resíduos tem sido significativa no setor florestal acarretando problemas de ordem ambiental e econômica. Sua origem é derivada imediata da transformação de madeira maciça em algum produto florestal como painéis de madeira, polpa celulósica, carvão e móveis. O objetivo deste trabalho foi estudar a viabilidade técnica e ambiental de produzir briquetes a partir de resíduos de biomassa na forma de partículas de maravalha, partículas de painéis e lignina extraída do licor de negro do processo de polpação kraft de eucalipto. A lignina kraft extraída no processo de carbonatação seguida de acidificação até pH2 apresentou menor rendimento (49g/L) que a obtida pelo processo de acidificação no pH2 (52,8 g/L), porém com vantagens em relação ao baixo teor de enxofre (2,12%) quando comparado ao processo de acidificação (5,21%). A lignina obtida neste estudo para produção dos briquetes apresentou baixa resistência térmica, possivelmente em função da drástica modificação estrutural sofrida pelo processo de polpação e extração, porém apresentou boas características energéticas, como elevado poder calorífico (6.000 kcal/kg), baixo teor de materiais inorgânicos (0,49%) e baixa relação S/G (1,60 mmol). Os resíduos compostos por partículas de maravalha, painéis e lignina kraft possuem potencial energético, e foram classificados como Classe II- Não Perigosos. A produção de briquetes a partir desses resíduos com adição de lignina kraft apresentou ganho nas propriedades físicas e mecânicas . A produção de briquetes buscando um poder calorífico superior mais elevado, adicionando proporções de 60% de lignina Kraft foi inviabilizado, em função da redução da qualidade físico-mecânica dos briquetes, independente da temperatura de compactação. Entretanto, a adição da lignina apresentou vantagens em relação a resistência mecânica dos briquetes na temperatura de compactação de 75°C e 90°C com adição de 20% de lignina.


Orientação e Banca
Orientador: Ana Márcia Macedo Ladeira Carvalho
Coorientadores: Angélica de Cássia Oliveira Carneiro e José de Castro Silva
Membros da banca: Paulo Fernando Trugilho e Carla Piscilla Távora Cabral

Para acesso à dissertação completa, acessar o link: http://www.tede.ufv.br/tedesimplificado/tde_busca/arquivo.php?codArquivo=4890




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