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01/10/2014

Produção da Indústria Moveleira em MG

Professor José de Castro - Aposentado - DEF/UFV
A região da Zona da Mata Mineira dispõe de um polo moveleiro com mais de 300 fábricas, cujo epicentro é a cidade de Ubá com 280 empresas e pequenas empresas. A madeira utilizada neste processo é, em grande maioria, processada mecanicamente em formato de painéis, com exceção apenas dos estofados e das camas, que utilizam a madeira maciça natural. O problema da utilização dos painéis está no fato de poucas indústrias se dedicarem ao processo de preparação da madeira, como no caso de Minas Gerais, que possui apenas uma unidade de tratamento localizada na cidade de Uberaba, o que dificulta muito o abastecimento das demais fábricas de móveis no país. Além da unidade de Minas, o Brasil possui apenas outras 15 fábricas, localizadas nos estados de São Paulo e Paraná.

Outro grande desafio da indústria moveleira de Minas Gerais é a falta de madeira de qualidade. A fabricação de móveis é feita primordialmente a partir da madeira de eucalipto e em menor escala com o pinus. A dificuldade está em encontrar a madeira certa para o processo, visto que, uma das propriedades valorizadas pela indústria é de que a madeira não seja nem muito leve, o que a classificaria como imprópria, nem muito pesada, para não comprometer a movimentação dos móveis.

O professor aposentado da Universidade Federal de Viçosa (UFV), José de Castro, que estuda a produção de móveis na região afirmou que “das 720 espécies de eucalipto, 12 são plantadas no Brasil, entre as quais três ou quatro são adequadas para a produção dos painéis”.  Na região da Zona da Mata existem cerca de 20 mil hectares de eucalipto plantados que, segundo Castro, não são absorvidos pela indústria de painéis. Além disso, há falta de serrarias, visto que o setor pouco se desenvolveu devido à falta de madeiras de boa qualidade.

Há em Minas Gerais um grande paradoxo, pois o estado produz grande quantidade de matéria-prima, que de acordo com o professor é inadequada, tanto em questão de qualidade quanto ao processamento.  Para Castro, “a cadeia produtiva tem que formar um conjunto. Hoje temos um produtor que planta e não tem mercado, porque a madeira não é de boa qualidade. No meio da cadeia, nos deparamos com o processador que, sem boa madeira não fará um painel de qualidade, o que fará com que a indústria moveleira, no fim da cadeia, não compre o produto”.

A demanda por madeira no estado é muito grande, pois Minas está em uma posição estratégica do ponto de vista econômico.  Para José de Castro, apesar desta situação privilegiada, ainda faltam políticas públicas voltadas para o setor que integrem os elos da cadeia e estimulem a produção local de maneira lucrativa. Já em relação à produção nacional, o professor ressalta que o problema se repete, pois o Brasil tem condições de produzir madeira em maior quantidade e de qualidade superior. “O país tem todas as condições favoráveis para o investimento na indústria moveleira. A legislação florestal é a mais completa do mundo, dispomos de condições climáticas adequadas e extensão territorial suficiente. No entanto, nossa produção ainda deixa muito a desejar se compararmos a muitos países, como no caso da Finlândia, cuja a extensão territorial corresponde a um terço do estado de Minas Gerais, mas que a produção de madeira corresponde ao dobro da parcela do PIB proveniente do setor no Brasil”.

Ainda de acordo com Castro, se o Brasil destinasse apenas 5% do seu território à produção de madeira, seria o maior produtor mundial, totalizando 40 milhões de hectares. Castro ainda reforçou que na última década o país não apresentou crescimento significativo no setor, atribuindo tal fato à falta de integração entre conhecimento produzido nas instituições de pesquisa e os produtores de matéria-prima.


Fonte: Janaína Campos/AMP Comunica



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Comentário(s) (2)


Francisco de Assis Ribeiro disse:

03/07/2015 às 21:50

Eu também gostaria de poder entrar em contato com o Prof. José de Castro. Por favor me envie seus contatos. Muito obrigado.

Valquiria Castelar disse:

10/02/2015 às 11:55

Ola , bom dia Eu gostaria de entrar em contato com o entrevistado - Grata

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