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13/05/2013

Presidente da Eldorado Brasil diz que o processo de duplicação da fábrica já começou

José Carlos Grubisich informou que o protocolo de carta-consulta para o pacote de incentivos já foi entregue ao governo do Estado Mato Grosso do Sul e que o trabalho de engenharia também começou

Grubisich diz que produção de celulose vai aumentar Foto: Painel Florestal

Na semana que antecede a realização do 1° Encontro Painel Florestal de Executivos, a Painel Florestal recebeu - em sua sede - o CEO da maior fábrica de celulose em linha do mundo que falou, com exclusividade, sobre a duplicação da Eldorado Brasil.

De acordo com José Carlos Grubisich, falta apenas o projeto de licenciamento ambiental para iniciar o processo de duplicação da fábrica. Grubisich destacou que o protocolo de carta-consulta com o pacote de incentivos fiscais foi entregue ao governo do Estado do Mato Grosso do Sul, e que os projetos de engenharia já saíram do papel.

A Eldorado Brasil – que iniciou suas operações no fim de novembro do ano passado – terá este novo projeto abaixo do custo estimado, embora José Carlos Grubisich não tenha entrado em detalhes sobre valores. O presidente da empresa disse que o mais importante é que tudo está no prazo e que será uma operação de alta performance. Quanto à primeira etapa do projeto, em janeiro a Eldorado já produzia 70% da capacidade total e que em abril este número saltou para 93%, ou seja, chegando a 1,4 milhão de toneladas por ano, com toda a produção tendo qualidade para exportação.

Atento a todos os detalhes, Grubisich teceu elogios a todos os trabalhadores, enfatizando que toda a operação florestal, desde o corte, carregamento e transporte até a fábrica tem tido um excelente desempenho, assim como os trabalhos industriais e de performance de máquinas, mesmo com o agravante do período das chuvas. “Estamos com bons estoques de madeira, porque na fábrica o consumo por tonelada está abaixo do que foi projetado”, acrescentou.

Este consumo mais baixo também se refere aos produtos químicos, além da eficiência energética que hoje detém resultados significativos. Nas questões mercadológicas, Grubisich disse que, apesar de a indústria da celulose ter passado por um momento difícil em 2008, ano passado o preço sofreu uma valorização de 15%, este ano já chegou a 6% e as condições no câmbio também melhoraram para quem exporta, com o dólar saltando de R$ 1,75 para R$ 2,00, o que em termos de preço de celulose são cerca de US$ 20 a mais por cada tonelada.

A partir de 2014, a Eldorado Brasil passará a produzir 1,7 milhão de toneladas de celulose por ano. Este ano, a empresa plantará 50 mil hectares de eucalipto, contra 37 mil de 2012. “Como falta mão de obra disponível, o modelo traçado é o de mecanização de todo o processo florestal. Estamos treinando pessoas para operar as máquinas, sem qualquer hipótese de terceirização destes serviços. Temos equipamentos de ponta. Hoje, na Eldorado Brasil, um líder de colheita precisa de 70 pessoas, R$ 20 milhões em máquinas e R$ 20 milhões em custos de produção. Por isso, estamos investindo em qualificar pessoal, pagando bons salários e com a finalidade de reduzir a rotatividade”, detalhou Grubisich.

A empresa não vem medindo esforços para atrair mão de obra e investe em um ambiente onde a habilidade é importante. Este ano, por exemplo, a Eldorado Brasil deve aumentar o número de mulheres em seu quadro de trabalhadores. Para treinar este pessoal, a Eldorado investiu na compra de simuladores – uma ferramenta que tem dado bons resultados, no qual os trabalhadores usam o tempo necessário até o trabalho prático ser feito sem risco pessoal e de quebra de equipamento. “O Brasil tem a chave para se tornar ainda mais competitivo da indústria da celulose e o mundo não aceita mais nada de florestas nativas. Então, estamos na direção certa, investindo em pessoal e plantando florestas. Vamos trabalhar nas áreas que foram degradadas e transformá-las em florestas, o que também abre espaço para o plantio de madeira nobre, já que a oferta de madeira cai anualmente”, comentou Grubisich.

Hoje, com apenas seis anos, o eucalipto plantado pela Eldorado Brasil já está pronto para ser usado na indústria. Este é outro motivo apontado por Grubisich que coloca o Brasil na vanguarda, ou seja, pesquisas avançadas, o que vai favorecer as outras indústrias como a de carvão vegetal, a siderurgia e a de madeira serrada, além da celulose. “Temos ótimos engenheiros florestais e bons equipamentos”, disse Grubisich, que está de olho no mercado chinês, em que só 30% da população usa papel higiênico e na Índia, onde este percentual é irrisório. Para isso, ele diz que a empresa vai investir na produtividade
.



Fonte: Painel Florestal



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