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Avanço e Pesquisa

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17/09/2010

Pesquisadores avaliam crontribuição do biocarvão para fertilidade do solo

Apesar da pesquisa estar apenas começando, a esperança é grande de que o biocarvão ajude a reduzir o aquecimento global e o aumento da fertilidade no solo, já na próxima década.

Apesar da pesquisa estar apenas começando, a esperança é grande de que o biocarvão ajude a reduzir o aquecimento global e o aumento da fertilidade no solo, já na próxima década.

Os estudos farão parte da avaliação da qualidade dos diversos tipo de biocarvão gerados a partir de diferentes biomassas e, principalmente, identificar que tipo de biocarvão é melhor para cada tipo de solo. Além disso, ainda é preciso chegar a um consenso sobre a forma de aplicar o biocarvão e a temperatura ideal do processo de pirólise - tecnologia que faz a carbonização das biomassas.

O mais interessante do biocarvão é que ele não é só uma tecnologia ambiental. Além de sequestrar carbono e ter uma grande contribuição para a mitigação das mudanças climáticas, ele pode aumentar a fertilidade dos solos, algo extremamente valioso para a agricultura. Com o aumento da taxa de natalidade e a veloz demanda por alimentos no mundo, é cada vez mais necessário desenvolver tecnologias que aumentem a produtividade e, principalmente, melhorem a fertilidade dos solos para que as culturas possam de desenvolver em seu melhor potencial e para que a terra utilizada não seja degradada. Especialistas apontam boas notícias para os agricultores brasileiros que precisam se preocupar com a qualidade dos seus solos. Muitas pesquisas estão sendo realizadas com o objetivo de avaliar exatamente como o biocarvão consegue aumentar a fertilidade dos solos e melhorar a eficiência de nutrientes importantes como nitrogênio, fósforo, potássio e água.

O biocarvão é desenvolvido e estudado a partir de pesquisas feitas com a Terra Preta de Índios, um solo extremamente fértil na bacia amazônica, existente há mais de quatro mil anos, que possui alta concentração de matéria-orgânica carbonizada. O biocarvão é formado a partir da queima de biomassas residuais da agropecuária como: casca de arroz, bagaço de cana, sobra de madeira ou dejetos de animais.

Uma série de biomassas ainda precisa ser estudas e avaliadas para a produção de biocarvão, de acordo com cada tipo de solo. Uma grande necessidade da pesquisa, é a expansão de estudos por novas matérias-primas para serem carbonizadas. Entre os novos materiais que estão sendo analisados está até ossos de porcos. Outra grande discussão do é descobrir qual é a melhor forma de pirólise para o biocarvão e a que temperatura este processo deve ser realizado para que gere o melhor produto possível.

Segundo, o doutor em biologia do solo John Gaunt, criador da Carbon Consulting LLC, empresa especializada na pesquisa em biocarvão, " atenção para o biocarvão pode ser a saída para dois grandes problemas globais da atualidade: as mudanças climáticas e de a "segunda revolução verde" de alimentos", pondera.

Segundo o pesquisador, há uma grande dificuldade da sociedade e da classe política de entender a necessidade da redução das emissões de gás carbônico e dióxido de carbono, principalmente porque elas implicam em mudanças de hábito da população e muitas pessoas são resistentes a estas mudanças, tornando a compreensão do tema mais difícil.

Sob este ponto de vista, o biocarvão é uma grande vantagem porque ele não implica em mudanças de hábito, ele simplesmente é uma tecnologia que captura e armazena no solo o carbono que foi despejado na atmosfera, o que pode facilitar muito a adoção da tecnologia.


Fonte: Painel Florestal ( Com informações do Dia do Campo).



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