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23/07/2010

Pesquisador Encontra Planta Capaz de Neutralizar Veneno de Surucucu

Serpente é uma das mais letais que existem no Brasil. Ela vive na Amazônia e na Mata Atlântica.

Pesquisa realizada no Laboratório de Venenos e Toxinas de Animais e Avaliação de Inibidores (Lavenotoxi) do Departamento de Biologia Celular e Molecular do Instituto de Biologia da Universidade Federal Fluminense (UFF) identificou uma planta capaz de neutralizar o veneno da cobra surucucu, a maior serpente venenosa da América do Sul, e também uma das mais letais que existem no país.

O pesquisador Rafael Cisne de Paula testou 12 plantas diferentes em relação a quatro diferentes efeitos causados pelo veneno da surucucu, e o Stryphnodendron barbatiman, também conhecido como barbatimão, uma árvore típica do cerrado, mostrou 100% de efetividade na inibição de todos eles.

A surucucu ocorre na Amazônia e na Mata Atlântica. Embora somente 2% dos acidentes com cobras envolvam essa espécie, metade das pessoas picadas acabam morrendo. A jararaca, que responde por 90% dos casos no país, tem um índice de letalidade de 0,2%.

E para os sobreviventes da picada de surucucu não há estatística em relação às amputações e deformidades que seu ataque causa.

Atualmente já é possível combater a picada de surucucu com soro antiofídico produzido a partir do próprio veneno. Este método, porém, traz efeitos colaterais como reações alérgicas que podem levar até à morte, se acontecer o choque anafilático.

Em teoria, usando um produto feito a partir da planta, isso não deveria ocorrer.
No entanto, para que o Stryphnodendron barbatiman vire um produto para uso efetivo, serão necessários anos de teste clínicos. O trabalho de Cisne é uma pesquisa de base que aponta as propriedades antiofídicas da planta.

Coincidentemente, o Stryphnodendron barbatiman já está registrado junto à Anvisa como uma variedade fitoterápica, graças às suas características cicatrizantes e antihemorrágicas. Isso pode acelerar sua adoção também como antiofídico, acredita André Fuly, orientador de Cisne na pesquisa.


Fonte: Globo Amazônia



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