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30/11/2014

Pesquisador brasileiro apresenta resultados sobre etanol 2ª geração nos EUA

Durante a FAPESP Week Califórnia, realizado nos Estados Unidos, o professor do IB Unicamp (Instituto de Biologia da Universidade Estadual de Campinas), Paulo Mazzafera, apresentou pesquisas para o controle da biossíntese da lignina na cana - de - açúcar que podem resultar em uma planta geneticamente modificada mais adequada à produção do etanol a partir do bagaço da cana

A lignina, macromolécula que confere à estrutura das plantas terrestres rigidez, resistência e impermeabilidade, protege a cana, mas também dificulta o uso do bagaço para produzir etanol, pois impede as reações químicas que liberam os açúcares da parede celular para a fermentação.

As pesquisas de Mazzafera e seu grupo buscam identificar genes para produzir uma cana geneticamente modificada com baixa ou alta concentração de lignina, de acordo com os objetivos da produção. “Isso permitirá diminuir a concentração de lignina ou alterar suas características para facilitar o processo de fermentação. Ou, ainda, aumentá-la para que possa ser usada como cana-energia”, explica o professor.

Foram identificados cinco genes relacionados à concentração de lignina na cana. “Esses genes estão ligados à quantidade e ao tipo de componentes da lignina, que é o foco das pesquisas. Alguns deles atuam no direcionamento da biossíntese de um dos compostos que formam a lignina – o siringil, por exemplo –, enquanto outros, os de fatores de transcrição, controlam outros genes. A modificação desses genes terá o objetivo de alterar a proporção de siringil da lignina e controlar as reações químicas que dão origem ao polímero”, explicou Mazzafera.

Foram feitos ensaios de campo em seis locais diferentes, nos estados de São Paulo e Goiás, nos quais foi constatado que dois desses genes podem ser expressos para alterar a composição da lignina. “A lignina ficaria quimicamente mais fácil de ser retirada, consequentemente rendendo mais celulose e facilitando seu uso para a produção de etanol”, disse Mazzafera.

Para Richard Michelmore, do Genome Center da UCD (University of California, Davis), as pesquisas desenvolvidas no Brasil para o melhoramento da cana-de-açúcar integram um contexto global de transformações. “Vivemos uma época de importantes mudanças nos paradigmas da Biologia com o uso da informação genômica para benefícios médicos e agrícolas, e o Brasil tem dado grandes contribuições especialmente em biomassa e etanol”, disse Michelmore.


Fonte: Planeta Universitário / Adaptado por CeluloseOnline



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