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31/07/2017

Pesquisa investiga os efeitos da hipergravidade em espécies e clones dos gêneros eucalyptus e corymbia

Os resultados mostraram um maior número de sementes germinadas e um crescimento mais rápido


CMPC Celulose Riograndense realiza pesquisas com Hipergravidade em parceria com a Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), a qual é detentora da tecnologia. Com o foco inicial de avaliar os efeitos de diferentes intensidades da hipergravidade em espécies dos gêneros Eucalyptus e Corymbia, as equipes de pesquisa da CMPC e da PUCRS iniciaram os trabalhos de exposição aos efeitos da hipergravidade no laboratório de Farmácia Aeroespacial Joan Vernikos do MicroG (Centro de Microgravidade) da PUCRS, e, posteriormente, as implantações de testes em campo, na área florestal da CMPC.

Em 2006, a médica especialista em medicina aeroespacial Thais Russomano, professora então da PUCRS, iniciou um experimento a fim de mostrar a alunos de mestrado que plantas não poderiam sobreviver a condições de hipergravidade intensa, como ocorre com humanos. Testes e experimentos sempre demonstravam que o ser humano tem um limite fisiológico para suportar apenas exposições à força G sustentada, o que causa alterações importantes nos sistema cardiovascular e neurológico.

No primeiro experimento, sementes de rúcula (Eruca sativa Mill) foram submetidas a uma aceleração de 7G, sete vezes a gravidade da Terra (a mesma força que nos mantém ‘presos’ ao chão) pelo período de 8 horas, através da rotação de uma centrífuga de pequeno porte. Como o equipamento está localizado dentro de um laboratório da universidade – cujas atividades encerram no final do dia – não era possível deixar a centrífuga ligada durante a noite. Por esse motivo, o experimento foi realizado de forma intermitente. Ou seja, as plantas foram submetidas à hipergravidade por 8 horas, seguidas de 16 horas de repouso.

Os resultados mostraram um maior número de sementes germinadas e um crescimento mais rápido do que o controle (sementes não submetidas à hipergravidade). O potencial do método foi observado pelo grupo de pesquisa também para outras espécies, apresentando resultados similares.

Em parceria com a PUCRS, a CMPC Celulose Riograndense vem utilizando pioneiramente a tecnologia da hipergravidade em Eucalyptus e Corymbia, buscando acelerar os processos de incrementos obtidos pelos Programas de Melhoramento. Desde então, progênies das diferentes espécies (E. grandis, E. globulus, E. saligna, E. benthamii, E. dunnii e C. maculata) foram submetidas à tecnologia, simulando o efeito da hipergravidade 7G por 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7 e 9 dias de forma intermitente. A tecnologia desenvolvida pela PUCRS, inédita no Brasil, está protegida por patente nos Estados Unidos, e possui, também, pedido pendente de análise no Brasil e na Europa.

A tecnologia da hipergravidade possibilitou incrementos significativos em taxa e velocidade de germinação e na produção de mudas em viveiro (diâmetro, altura e sobrevivência aos 120 dias), em diferentes espécies e aplicações da hipergravidade.

Após a análise de germinação em laboratório e crescimento em viveiro, o material foi instalado em área experimental da CMPC, e, desde então, vem sendo acompanhado e submetido a análises e medições. Posteriormente, serão realizadas avaliações e caracterização da madeira, até a idade comercial de corte. Com base nos resultados obtidos até o momento, é possível inferir que a tecnologia da hipergravidade apresenta potencial de aplicação em programas de melhoramento genético e deve ser cientificamente melhor entendida.

Na fase atual da pesquisa, as instituições estão investindo no desenvolvimento de um protótipo do equipamento para testes com materiais micropropagados. Essa nova fase de testes permitirá uma avaliação mais consistente dos incrementos em materiais clonais conhecidos, possibilitando identificar as alterações e melhorias no crescimento, desenvolvimento, qualidade da madeira e no produto final.


Fonte: Painel Florestal



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