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11/11/2010

Parceria entre Embrapa e alemães vai estudar tecnologias sustentáveis

Uma parceria internacional entre a Embrapa e a Universidade Tecnológica de Dresden, na Alemanha, vai viabilizar o início de novos projetos de pesquisas relacionados a recursos hídricos, carbono, uso do solo e aproveitamento de resíduos e dejetos.

Os primeiros acertos dos temas e possíveis estudos nesse sentido foram feitos no evento “Brazilian-German Workshop – Innovative concepts assessing a low-carbon economy”, encerrado hoje (11) na Embrapa Cerrados – Unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). O encontro se insere no contexto do Ano Brasil-Alemanha de Ciência, Tecnologia e Inovação, celebrado em 2010/11.

Desde a segunda-feira (8), o evento reuniu pesquisadores e especialistas das duas entidades, além de outros atores, para a discussão de conceitos e métodos inovadores de avaliação da economia de baixo carbono para o uso sustentável do solo e da água no bioma Cerrado. Durante as apresentações dos pesquisadores brasileiros, os trabalhos desenvolvidos pela Embrapa Cerrados que otimizam o uso do solo e preservam os recursos naturais despertaram o interesse da missão alemã. “Creio que essas pesquisas são prioritárias para o mundo. São muito interessantes para compararmos com nossas experiências”, ressalta Franz Makeschin, chefe do Departamento Ciência e Proteção do Solo da universidade alemã.

Os temas em estudo no Brasil e na Alemanha, de acordo com Makeschin, contribuem para o aumento do conhecimento em relação às mudanças climáticas. Makeschin destaca, principalmente, as pesquisas relacionadas ao uso diversificado do solo e eficiência na utilização dos recursos naturais, entre eles, água, nutrientes e energia. Para os pesquisadores brasileiros, conhecer o trabalho dos colegas alemães nesses temas foi muito produtivo. “Durante as apresentações foi possível verificar temas de interesse comum entre pesquisadores dos dois países, às vezes tratados com diferentes abordagens, o que pode enriquecer e fortalecer a troca de experiências entre as partes”, afirma Jorge Werneck Lima, pesquisador da Embrapa Cerrados.

Os estudos a serem iniciados pela parceria entre brasileiros e alemães se inserem num acordo assinado entre a Universidade e a Embrapa em setembro. O documento prevê a aprovação e execução de projetos de cooperação técnica durante cinco anos.

Visitas em campo


Parte da programação do workshop foi realizada no campo. Na quarta-feira (10), os pesquisadores alemães estiveram na fazenda Primavera, propriedade localizada no Distrito Federal e que possui cerca de cinco mil hectares de área plantada, atualmente com soja e milho. O pesquisador da Embrapa Cerrados Charles Martins apresentou os estudos entomológicos da Embrapa Cerrados implementados no local. 

Na mesma ocasião, a pesquisadora da Embrapa Cerrados Marina de Fátima Vilela abordou os projetos de agricultura de precisão realizados em parceira com a fazenda.

Na parte da tarde, os visitantes conheceram a Estação Ecológica de Águas Emendadas. O pesquisador Jorge Werneck Lima fez uma breve apresentação sobre o local e ressaltou a relevância hidrológica do bioma Cerrado para todo o país. “A água que nasce aqui atravessa todo o continente”, afirmou.

Hoje (11), os pesquisadores alemães conheceram os  experimentos na Embrapa Cerrados de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) e de café e dendê irrigados - atividades que encerraram a programação do workshop. Entre os eucaliptos, os visitantes assistiram palestras dos pesquisadores da Unidade Robélio Marchão, Roberto Guimarães Júnior e Karina Pulrolnik. Marchão apresentou o cenário – de demanda por comida, aumento no preço de fertilizante e decréscimo de disponibilidade de terra para agricultura - em que a ILPF se torna uma alternativa de sistema de produção eficiente.

O desempenho da produção animal no sistema ILPF foi relatado pelo pesquisador Roberto Guimarães Júnior. A importância do componente florestal no sistema foi destacada pela pesquisadora Karina Pulrolnik. 

Entre as razões para incluir as árvores no sistema, a pesquisadora ressalta ser alternativa viável para aumento da biodiversidade e para mitigação dos gases de efeito estufa.

Já no experimento de café, o pesquisador Antônio Fernando Guerra explicou o desenvolvimento da tecnologia do estresse hídrico para o manejo de irrigação do cafeeiro. Na área de estudo do dendê, o pesquisador Jorge Antonini falou sobre a potencialidade da cultura como alternativa para a produção de biodiesel.


Fonte: Embrapa Cerrados



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