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13/11/2014

Palestra sobre a logística de transporte do carvão vegetal encerra programação do fórum dedicado ao segmento

Documentação exigida e condições das estradas são pontos de atenção no transporte do insumo - Flávia Waltrick

Geraldo Mateus Campos Reis
Para encerrar o ciclo de palestras do III Fórum Nacional de Carvão Vegetal, realizado na capital mineira nos dias 22 e 23 de outubro, o diretor do Grupo Mutum, Geraldo Mateus Campos Reis, foi convidado para falar sobre “Transporte e logística de carvão vegetal” como parte da programação do painel “Qualidade, Logística e Meio Ambiente”, moderado pelo coordenador florestal da Votorantim Siderurgia, Gilson Tressmann.
 
Há 15 anos no mercado, o Grupo Mutum está localizado em Ribas do Rio Pardo, no Mato Grosso do Sul, e atua em diversos ramos. O destaque é a atividade carvoeira, mas também faz parte do escopo do grupo a pecuária e o reflorestamento, em que boa parte da madeira vai para o segmento de celulose.
 
Com produção de 7 mil metros de carvão vegetal por mês, o grupo atende em escala industrial no Mato Grosso do Sul, e para o consumo doméstico com carvão para churrasco em São Paulo. Toda a produção é escoada em apenas oito caminhões capazes de transportar até 48 toneladas. “Fazemos o frete somente da nossa própria produção. Não transportamos carga de terceiros. Muitas vezes levamos carvão vegetal para um cliente e voltamos com insumos para a fazenda como adubos e calcário, o que barateia o frete”, comenta Geraldo.
 
O transporte da mercadoria é feito, em sua maioria, nas chamadas big bags, embalagens de ráfia ideais para o acondicionamento e transporte do carvão. Entre as facilidades da utilização das big bags estão o tempo de carga e descarga, o custo/benefício e o retorno com facilidade.
 
Geraldo Mateus conta que no sistema de sacaria a descarga era feita em aproximadamente 5 horas e contava com o trabalho de cinco colaboradores. Já com adaptação para as big bags, o tempo médio para a descarga com empilhadeira reduziu para 40 minutos com o auxilio de apenas dois empregados. “Com as big bags temos ainda a possibilidade de ir voltar com o caminhão carregado, o que ajuda a agregar valor ao frete”.
 
Gaiolas e sacarias são as outras opções ainda utilizadas para transportar a mercadoria. O sistema de gaiola, entretanto, apresenta inviabilidade de retorno de carga, sendo um obstáculo de logística em determinado momento. A sacaria é das mais tradicionais formas para se transportar o carvão vegetal, apresenta facilidade de logística, mas a sua forma de carregamento ainda não foi aprovada pelo Ministério do Trabalho.
 
“A logística e a distância que seu cliente se encontra vão determinar qual procedimento deve ser adotado. Essa logística envolve, por exemplo, se o caminhão tem formas para voltar carregado para aproveitar o frete”, diz Geraldo.
 
Ele explica que o tipo de carga e as condições das estradas brasileiras são alguns dos dificultadores de logística. “Algumas cargas merecem cautela devido à altura. Dependendo do frete, é preciso usar a carga máxima permitida que é de 4,40 metros. Entretanto, nem toda estrada dá condições para o caminhão passar com essa carga por determinações do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (DNIT). Por outro lado, em alguns trechos nos deparamos com terrenos arenosos e más condições de das estradas que complicam o trajeto”.
 
Se a questão for a distância é preciso observar o peso da carga. “Uma gaiola acima de 1 mil quilômetros não tem viabilidade econômica no Brasil porque, às vezes, o caminhão não pode trafegar em algumas rodovias. Muitas delas em função de pontes antigas que foram construídas na época em que os caminhões transportavam até 20 toneladas. Hoje, com os caminhões de 70 toneladas as pontes não comportam”, explica o transportador.
 
Documentação e entraves
A burocratização para o transporte no Brasil é um dos obstáculos enfrentados atualmente. Segundo Geraldo, os custos para manter a documentação em dia e a morosidade do sistema dificultam o atendimento no prazo. “Às vezes, os caminhões ficam parados aguardando licenças para continuarem as viagens”, conta.
 
Entre os documentos exigidos para realização de transporte estão o registro na junta comercial, Cadastro Técnico Federal junto ao Ibama, regulamentação da Agência Nacional de Transporte Terrestre (ANTT), Cadastro para Transporte de Cargas Perigosas, licenças do Instituto Nacional de Florestas (IEF) e, conforme exigência de cada cidade, cadastro na Secretaria de Estado de Meio Ambiente, do Planejamento, da Ciência e Tecnologia do Mato Grosso do Sul (Semac), Instituto de Meio Ambiente do Mato Grosso do Sul (Imasul).
 
Além disso, o motorista é obrigado a trafegar munido do Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo, nota fiscal do produto transportado, Documento de Origem Florestal (DOF), Taxa de Movimentação de Produtos Florestais, ficha de emergência, kit de segurança e tacógrafo. “Existem normas e uma razão para isso acontecer. Nós temos que nos adequar para continuarmos no mercado. Quem não fizer isso, tem que parar o negócio”, considera.

As palestras do evento já estão disponíveis no site da SIF:
http://www.sif.org.br/evento/forum-nacional-sobre-carvao-vegetal


Fonte: Polo de Excelência em Florestas / Interface



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