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05/08/2010

O Valor da Diversidade

Quanto vale uma borboleta? Colar etiquetas de preço em espécies individuais parece absurdo, mas é precisamente isso que alguns economistas tentam fazer. Uma nova perspectiva para impedir a destruição.

Quanto vale uma borboleta? Colar etiquetas de preço em espécies individuais parece absurdo, mas é precisamente isso que alguns economistas tentam fazer. Uma nova perspectiva para impedir a destruição.

Entretanto, de início, o comércio de certificados de CO2, longamente discutido no âmbito do Protocolo de Kyoto, fracassou. Os países da UE, principalmente a Alemanha, concederam ou presentearam com licenças demais em vez de leiloá-las e, com isso, os maiores poluidores foram recompensados.

Em seu nível mais baixo, em dezembro de 2007, uma tonelada de CO2 chegou a ser vendida na Bolsa de Valores de Leipzig, na Alemanha, a insignificantes dois centavos de euro: um desastre. Mas para o novo período comercial, a partir de 2008, a UE reduziu a oferta de certificados.

Outra variante para recompensar a proteção da natureza são os chamados "créditos de biodiversidade", testados atualmente nos Estados Unidos, na Austrália e na Malásia. O princípio é simples: associações ecológicas ou pessoas físicas se encarregam de cuidar de áreas valiosas. Assim, se um espaço vital para plantas e/ou animais protegidos é ameaçado em algum lugar, por exemplo, por meio de novas construções, os construtores são obrigados a comprar "créditos de biodiversidade", ou seja, investir em áreas de compensação.

Desse modo, o foco fica concentrado na conservação e financiamento de áreas protegidas interligadas. Desde 2007, o modelo vem sendo testado, pela primeira vez, na Reserva Florestal Malua, uma área de 240.000ha de matas tropicais, em Bornéu. Privatizem a natureza!" é a mais nova exigência de muitos comerciantes que não querem ser excluídos do boom ecoeconômico. Mas os fundadores da Economia Verde são mais cautelosos. O americano Herman Daly, ex-diretor do Banco Mundial e ganhador do Prêmio Nobel Alternativo, não é contra os direitos de posse da biodiversidade. No entanto, ele não quer entregar a Natureza a "donos particulares", mas depositá-la nas mãos de instituições, que fixam contratualmente cotas de utilização para essa herança da humanidade.

Já o empreendedor e autor americano Peter Barnes imagina confiar os bens comuns verdes aos cuidados de trustes próprios, como fundações são entregues a procuradores organizados. E essa redistribuição de responsabilidades ainda é insuficiente para Barnes. Para ele, até coisas impalpáveis, como um ambiente político e estável, devem fazer parte dos bens comuns, com valor financeiro determinado. "Os bens comuns são comparáveis à matéria escura do universo econômico, eles estão em toda parte, mas não conseguimos enxergá-los", afirma Barnes.

Diante desse pano de fundo, Barnes também considera excessivamente baixo e modesto o número encontrado por Robert Costanza, US$ 33 trilhões, como valor equivalente para todas as prestações de serviço da biosfera. O economista sugere instituir um "bônus de irreversibilidade de valor indeterminado". Uma soma desconhecida X, que incrementaria o valor de cada ser vivo, mesmo quando se tivesse somado todos os serviços de acordo com o atual grau de conhecimento.

Com isso, mesmo de um ponto de vista puramente econômico, teria sido encontrado um motivo para reconhecer os valores estéticos e emocionais da Natureza. Ou então, entender matematicamente que um pequeno passarinho com seu canto matutino em um galho balouçante é algo de valor incalculável.

 


Fonte: Por Andreas Weber para revista GEO



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