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19/01/2016

Novos estudos sobre o estoque de carbono em plantações de Eucalipto

Artigo submetido à Revista Scientia Forestalis, Piracicaba, v. 43, n.105, p.135-146, 2015, de autoria de Carlos Alberto Silva, Carine Klauberg, Samuel de Pádua Chaves e Carvalho, Marisa de Cássia Piccolo e Luiz Carlos Estraviz Rodriguez, relata sobre o Estoque de carbono na biomassa aérea florestal em plantações comerciais de Eucalyptus spp.

Foto ilustrativa - Google
No cenário atual, a busca pela sustentabilidade é cada vez mais crescente. O setor industrial, atento com a necessidade de redução de gases do efeito estufa, e da possibilidade das florestas exercerem um importante papel na mitigação das mudanças climáticas globais pela fixação do CO 2 atmosférico, buscam atingir um novo manejo florestal integrando floresta, indústria e mercado, a fim de maximizar o retorno financeiro e, ao mesmo tempo, garantir uma base sustentável na cadeia produtiva florestal. O mercado de créditos de carbono tem criado perspectivas otimistas de expansão do setor florestal brasileiro (PAIXÃO et al., 2006). Embora esse mercado pareça atraente, poucos são os estudos disponíveis com estimativas de estoque de carbono em florestas plantadas. As plantações florestais com espécies de eucaliptos são as mais extensas no Brasil, com 5,1 milhões de hectares.

Considerando a importância da quantificação e da modelagem do estoque de carbono em povoamentos de eucaliptos, este estudo objetivou a quantificação do estoque de carbono em compartimentos aéreo da planta e o uso da análise de regressão para a modelagem do estoque de carbono total, lenho comercial e parte residual (folha, casca, galhos e ponteiro do lenho) presente na biomassa arbórea acima do solo em plantações de Eucalyptus spp. através de uma análise destrutiva das árvores e dados biométricos convencionalmente utilizados em inventários de campo. O estudo foi realizado em plantios florestais da região do Vale do Paraíba Paulista com idades entre 2,3 a 8 anos. No campo, foram coletados dados biométricos em parcelas convencionais de inventário e derrubadas árvores para a coleta de material que, posteriormente, em laboratório, teve o seu conteúdo de carbono determinado. Os modelos para a estimativa do carbono foram desenvolvidos com base nos logaritmos do diâmetro a altura do peito (DAP) e a altura total dos indivíduos arbóreos (Ht).

De acordo com os resultados encontrados, o estoque de carbono total médio presente na parte aérea das árvores de eucaliptos foi de 38,98 kg.árv-1 , sendo lenho comercial e a parte residual responsável por 68,9% (27,11 kg.árv-1) e 31,1% (12,33 kg.árv-1), respectivamente. Os modelos ajustados e testados apresentaram-se precisos, com coeficientes de determinação ajustado (R2ajd ) da ordem de 97,0%, coeficiente de correlação de Pearson(r) e Raiz Quadrada do Erro Médio (RMSE%) para os valores observados e estimados da ordem de 0,97 a 0,98 e 11,04 a 12,38%, respectivamente. Conclui-se que há um grande potencial de monitoramento de crescimento e de fixação de carbono em plantações de Eucalyptus spp. usando as equações ajustadas neste trabalho.

O trabalho pode ser lido na íntegra no site da Biblioteca Digital Florestal a partir do link:
http://www.bibliotecaflorestal.ufv.br/handle/123456789/15066

 


Fonte: Lucas Rocha ? Bolsista Bic: Biblioteca Florestal Digital



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19/11/2017 às 06:33

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