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21/11/2017

Nova revolução dos drones


Os veículos aéreos não tripulados já estão sendo usados nas fazendas, do preparo do terreno à colheita. Senar ministrou curso para uso também na segurança das áreas

A  figura do peão que percorre dezenas de quilômetros diariamente a cavalo, ou em uma moto, para monitorar as plantações nas propriedades rurais, pode estar com dias contados. A tecnologia de ponta, aplicada nas etapas que vão do preparo do terreno à colheita vem ganhando um aliado importante que promete revolucionar as relações de trabalho, a produtividade e eficiência em soluções de problemas: os veículos aéreos não tripulados (Vants) ou remotamente tripulados, mais conhecidos como drones, avançam no campo.

Os veículos não tripulados exercem funções diversas. Os menos sofisticados atendem bem aos pequenos produtores, e geralmente são utilizados como sistema de segurança, segundo Luiz Ronilson, coordenador de formação profissional rural do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar). “Principalmente no Sul de Minas, onde há maior incidência do roubo de gado”.

O produtor promove um giro do drone três vezes ao dia, em média, permitindo monitorar toda a pequena propriedade, sem necessidade de se deslocar da sede. As fazendas com maior extensão podem dividir o terreno em módulos com raios de abrangência de 500 metros cada um, e acionar o equipamento de pontos pré-estabelecidos de forma a cobrir toda a área.

O uso desses equipamentos proporciona grandes benefícios na gestão das atividades do campo, aprimorando os processos de produção, de controle da qualidade e redução dos custos, num cenário em que as propriedades rurais dispõem cada vez menos de mão de obra. “Trabalhamos no sentido de que essa tecnologia chegue a todos, do pequeno ao grande produtor. A agropecuária é sofisticada e um campo fértil para trabalhar inovações”, atesta Pierre Vilela, superintendente do Instituto Antônio Ernesto de Salvo (INAES) entidade responsável pela pesquisa de inovação da Faemg.

Pierre vislumbra uma “nova revolução no campo”, com uso dos drones, e aposta no aprimoramento das tecnologias nas fazendas, tanto no sistema de gestão quanto de automação, atendendo aos vários biomas no estado. “É um novo paradigma que fará parte do nosso dia a dia e o produtor que ignorar essa tendência ficará cada vez menos competitivo e perderá em lucratividade e produtividade”.

Lucas Felipe dos Santos Clemente e Danielle Cestaro começaram a usar os drones como brincadeira até que constituíram uma empresa de captura e edição de imagens, a Pkta Filmes, atendendo hoje a grandes empreendimentos. “Temos muitos clientes em áreas urbanas, mas as perspectivas para a zona rural são muito boas. O drone permite que o produtor veja sua plantação, ou o pasto, em tempo real. É uma visão que teria apenas por meio de um helicóptero, o que seria bem mais caro”, diz Lucas.

Pescadores na região de Tocantins já recorrem ao drone para desenvolver suas atividades. “Eles colocam o anzol e a isca no drone e quando localizam o cardume acionam o controle soltando a linha”. A PKta opera equipamento com capacidade de captar imagens ao longo de 6 quilômetros de distância a uma altura de 500 metros.

Segundo dados do Senar, o custo do drone pode varia de R$ 500 a R$ 50mil. Para quem não pode gastar muito, existe a opção de equipamentos que ofereçam GPS, bússola e sensores integrados a ele, o que garante estabilidade, além de câmeras coloridas e conter infravermelho.

Energia

Recentemente, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) divulgou que a Embrapa Agroenergia lançou mão do drone, quase um ano atrás, visando fortalecer o trabalho de acompanhamento dos níveis de tolerância à seca. Embarcada no equipamento, uma câmera termográfica potencializa a avaliação de plantas, em termos de velocidade e área.

A partir das imagens captadas das folhas das plantas é possível identificar as partes mais afetadas pelo calor, explica o pesquisador da Embrapa Agroenergia, Carlos Sousa. Com o uso do equipamento, a instituição avaliou experimentos em lavouras de cana-de-açúcar para estudar a tolerância à seca, por meio da técnica da fenotipagem.

Os veículos não tripulados permitiram avaliação de experimentos em unidades demonstrativas da cultura nos estados de Goiás e São Paulo. A tecnologia proporcionou a ampliação da área avaliada. “Antes conseguíamos registrar imagem de planta por planta. Utilizando o drone, agora é possível analisar várias plantas ao mesmo tempo utilizando a técnica já em campo”, conta o pesquisador.

A tolerância à seca é um dos temas mais discutidos hoje no mundo, de acordo com a Embrapa. O objetivo dos pesquisadores é desenvolver técnicas para separar genótipos tolerantes a seca dos não tolerantes. Todo programa de melhoramento genético precisa fazer a separação de materiais e o drone com a termografia pode ser um grande auxiliar nesta tarefa.

Formação de operadores tem demanda crescente

Tecnologias da informação que envolvem informática e automação se tornaram foco da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (Faemg) e em setembro o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) em parceria com o Sindicato Rural de Frutal, no Triângulo Mineiro e a Associação das Indústrias Sucroenergéticas de Minas Gerais (Siamig) e Usina Cerradão ofereceu curso piloto de operação básica de drones (pilotagem e captação de imagens) nas propriedades rurais.

A iniciativa partiu de uma demanda de empresas de médio porte que viram no equipamento uma possibilidade de melhorar a análise de imagens no que diz respeito a questões de segurança em suas propriedades. “Como o Senar trabalha com capacitação em diversas frentes, procuramos especialistas no uso de drones e captura de imagens e organizamos esse curso piloto para auxiliar o monitoramento das propriedades rurais e as tomadas de decisão dos produtores”, explicou Luiz Ronilson.

A capacitação foi destinada a profissionais que já trabalhavam nas empresas e que precisavam de dispor de imagens da rotina do gado, do controle florestal, do ritmo de mecanização, entre outros procedimentos, de forma que os técnicos pudessem tomar decisões mais rápidas sem necessidade de deslocamento.

O curso, com carga horária de 24 horas, abordou a história dos drones, aspectos da legislação, as partes do equipamento, segurança, controle e operação, programação e execução de voos automatizados para captura de imagens aéreas.

O propósito, segundo Luiz Ronilson, é que em 2018 a entidade possa oferecer cursos para operação de equipamentos mais profissionais e ainda mais sofisticados, que promovam a fertilização, ou combate a pragas e doenças, por exemplo. “Para tanto, precisamos desenvolver um curso que garanta o máximo de segurança na operação do equipamento, uma vez que esses drones têm capacidade operacional de conduzir até 100 quilos de produtos químicos e é necessário um altíssimo nível de precisão para que não haja acidentes que afetem, por exemplo, o meio ambiente”.

As empresas ou proprietários interessados em qualificar profissionais devem apresentar a demanda ao sindicato, associação ou cooperativa de produtores rurais de sua região para que o Senar seja acionado e possa planejar novos cursos. “Com a perspectiva de aumento dessa demanda, estamos qualificando instrutores de forma a atender a versatilidade do uso do equipamento no meio rural, aproveitando ao máximo a qualidade das informações que podem ser obtidas através do drone”, aponta Ronilson.


Fonte: Jornal Estado de Minas



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