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Avanço e Pesquisa

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06/12/2008

MS: baru, fruto do cerrado, é tema de pesquisa na Agraer

Uma pesquisa que está sendo realizada pela Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural (Agraer) identificou características do desenvolvimento de um importante fruto nativo do cerrado: o baru. Com alta capacidade de aproveitamento, o baru pode ser utilizado tanto para consumo humano, principalmente através da castanha, como para alimentação animal por meio da polpa, de alto valor protéico e energético.

Uma pesquisa que está sendo realizada pela Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural (Agraer) identificou características do desenvolvimento de um importante fruto nativo do cerrado: o baru. Com alta capacidade de aproveitamento, o baru pode ser utilizado tanto para consumo humano, principalmente através da castanha, como para alimentação animal por meio da polpa, de alto valor protéico e energético.

A castanha do baru, além de ser consumida torrada, forma mais tradicional, também pode ser aproveitada na produção de bolos, doces, iogurte e licores. A polpa, além de poder ser aproveitada para alimentação humana, é consumida pelos bovinos em épocas de seca, funcionando como suplemento alimentar. A madeira é de boa qualidade e as árvores são importantes também no sombreamento de pastagens. Por ser uma árvore fixadora de nitrogênio, o barueiro contribui também para o melhoramento de solo.

A pesquisa desenvolvida por uma equipe de três pesquisadores da Agraer tem como principais objetivos avaliar a diversidade do baru no município de Campo Grande com vistas a contribuir para seleção de matrizes da espécie para futuros plantios e, também, para caracterizar a diversidade da espécie e seu comportamento em diferentes tipos de solos.

Inicialmente, foram coletados frutos provenientes de 60 árvores localizadas em áreas de solo arenoso, argiloso e misto. No total foram selecionadas 20 árvores por tipo de solo e de cada árvore, retirados aproximadamente 50 frutos. A pesquisa concentrou-se na análise das seguintes características biométricas: comprimento, largura, espessura e peso, tanto do fruto, quanto da semente. Os resultados desta primeira fase da pesquisa foi o tema de um trabalho apresentado e publicado no evento “IX Simpósio Nacional Cerrado” e “II Simpósio Internacional Savanas Tropicais”, realizado no mês passado em Brasília. A apresentação foi agraciada com menção honrosa no evento.

De acordo com o pesquisador Edimilson Volpe, coordenador do trabalho, “há uma grande população de barueiros em Campo Grande; as populações de baru apresentam alta variabilidade genética, que pode ser verificada pela avaliação dos frutos e das sementes e deve ser estudada de forma a caracterizar sua diversidade e embasar a seleção para cultivos com finalidade econômica e/ou ambiental”.

Segundo o pesquisador, a pesquisa confirmou a alta variação na biometria dos frutos e sementes de uma árvore para a outra, sendo que também foram apontadas diferenças em algumas variáveis de acordo com a textura de solo. “Verificamos, por exemplo, que sementes maiores e mais pesadas, cuja ocorrência seria mais esperada em árvores de solos mais argilosos e mistos, aqui em Campo Grande podem ser encontradas, também, em frutos de árvores provenientes de solos arenosos”, ressalta Edmilson.

Em Mato Grosso do Sul, o baru vem apontando como uma alternativa de renda para famílias assentadas de Campo Grande e Nioaque, que estão trabalhando na comercialização da castanha torrada. A produção de iogurte de baru é outra atividade que está sendo desenvolvida em uma agroindústria de um produtor assistido pela Agraer.

Outra fase do trabalho da pesquisa que está sendo desenvolvida avalia a germinação e o desenvolvimento das mudas provenientes das sementes coletadas. O objetivo é acompanhar o desenvolvimento da planta desde o fruto até o momento em ela estará apta ao plantio definitivo, para avaliar as matrizes que produzem as maiores amêndoas e, também, as melhores mudas, o que seria um forte indicativo da qualidade da árvore como fornecedora de sementes para plantio.

Além disso os pesquisadores da Agraer estão desenvolvendo trabalhos com o processamento dos frutos para o consumo, bem como de utilização do baru em sistemas silvipastoris. Como são trabalhos em andamento, ainda não há indicações definitivas a esse respeito, mas segundo os pesquisadores, “já há alguns indicativos interessantes para discutir o processamento dos frutos e mesmo o cultivo do barueiro”.

O período para o barueiro iniciar a produção de frutos é de no mínimo cinco anos. A produção de madeira acontece em um período de no mínimo dez anos. Além de ocorrer no Cerrado brasileiro, nos estados de Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Minas Gerais, Goiás, Distrito Federal, Tocantins e São Paulo, o barueiro pode ser encontrado também em países vizinhos como Paraguai e Bolívia.


Fonte: www.paginarural.com.br



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Comentário(s) (3)


Vanessa S Santos disse:

04/02/2013 às 00:32

Olá.
Se possível, gostaria de mais informações a respeito da utilização do baru na alimentação animal.
Obrigada

Norton G S Santos disse:

28/12/2012 às 11:08

Bom dia,

gostaria de receber mais informações sobre o Baru [plantio, processamento do fruto, etc..].

Att,
Norton

Sandra DIAs disse:

05/04/2011 às 22:58

preciso saber sobre cultivo do cumbaru, temos interesse no plantio mas não tenho informações suficientes, como espaçamento, tipo do cumaru, etc

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