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17/08/2011

Monitoramento via satélite combate crimes ambientais no Pará

Pelo menos 16 milhões de hectares de terra são monitorados quinzenalmente pelo sistema via satélite utilizado pelo Governo do Estado para o combate aos crimes ambientais e a preservação das florestas públicas paraenses.

A tecnologia produz análises destas áreas, a fim de identificar qualquer ocorrência ilegal no meio ambiente.
 
O sistema é coordenado pelo Núcleo de Monitoramento Florestal do Instituto de Desenvolvimento de Floresta do Pará (Ideflor), que, desde 2008, realizou um levantamento dos últimos 25 anos sobre as áreas florestais públicas do Estado. “Esta análise histórica serviu para identificarmos quais intervenções ocorreram, e quando ocorreram, nas florestas paraenses, com a sua respectiva quantificação. Há casos que verificamos no fim dos anos oitenta a degradação de uma área e, em análises mais recentes, já percebemos a regeneração do mesmo local”, explica Pedro Bernardo, coordenado do Núcleo no Ideflor.
 
Segundo Pedro, as ocorrências identificadas por meio do sistema são o desmatamento, ou o chamado corte raso, quando há destruição total da vegetação; o corte seletivo, quando há derrubada de determinada espécie de árvore, além da abertura de estradas e pistas de pouso clandestinas. “As ocorrências identificadas nesta análise histórica geraram um mapa que chamamos de ‘marco-zero’, com tudo o que aconteceu nas florestas estaduais do Pará”, ressalta.
 
Pedro diz que a partir deste "marco-zero" o governo acompanha em tempo real qualquer alteração nas áreas florestais, facilitando, inclusive, a ação de combate a determinado crime, que passou a ser mais ágil com as observações permanentes. “Os crimes ambientais devem ser reduzidos nas florestas estaduais graças às análises fornecidas pelo sistema, com as quais conseguimos chegar em tempo hábil para flagrar a ação ilegal”, assegura.
 
De acordo com o coordenador, diversas ações em todas as regiões do Estado são planejadas a partir das análises via satélite. Algumas serão executadas em breve, outras já foram ou estão em andamento. É o caso da operação Mamuru, na gleba Curumucuri, a 50 Km de Juruti, no oeste paraense. Desde o último sábado, 6, os órgãos ambientais e de segurança pública do governo desocupam a área de aproximadamente 33 mil hectares, que nos últimos anos era alvo de madeireiras e posseiros ilegais. Neste local o Estado irá implantar o primeiro centro de treinamento de manejo florestal do Pará.
 
Além de facilitar o plano de ação do Estado, o sistema de monitoramento de florestas utiliza tecnologia de georeferenciamento. Pedro Bernardo destaca que após identificarem um crime ambiental por meio das imagens de satélite, um plano é elaborado e, com a ajuda do sistema e de GPS’s, eles vão a campo fazer a fiscalização da área. “Com a ajuda de tecnologia e metodologia de ponta, utilizada em vários países, nós verificamos as ocorrências e partimos para a área afetada. O GPS aponta o local aonde queremos chegar. Em outras palavras, sabemos exatamente onde queremos chegar e aonde devemos ir”, afirma. As missões desenvolvidas a partir das análises do satélite também são realizadas pelo ar. Pedro conta, que além de utilizar a tecnologia de georeferenciamento em terra, sobrevôos também são feitos nas áreas apontadas como degradadas.
 
Thiago Melo - Secom


Fonte: agenciapara.com.br



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