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24/12/2020

MERCADOS E TECNOLOGIAS EXPLICAM O AGRO BRASILEIRO

Por sua dimensão continental, vocações regionais, climas e solos diversos, acesso às tecnologias geradas pela pesquisa agropecuária, entre outras condicionantes, que convergem para os ganhos de produção, produtividade e qualidade nas culturas e criações, o Brasil pode plantar e criar o ano todo, dando um ?Norte? para todos os produtores e empresários rurais; os mercados interno e externo, igualmente cenários das crescentes pressões cerca da sustentabilidade dos recursos naturais.

MERCADOS E TECNOLOGIAS EXPLICAM O AGRO BRASILEIRO
Por sua dimensão continental, vocações regionais, climas e solos diversos, acesso às tecnologias geradas pela pesquisa agropecuária, entre outras condicionantes, que convergem para os ganhos de produção, produtividade e qualidade nas culturas e criações, o Brasil pode plantar e criar o ano todo, dando um “Norte” para todos os produtores e empresários rurais; os mercados interno e externo, igualmente cenários das crescentes pressões cerca da sustentabilidade dos recursos naturais.
Noutro ângulo, pela diversidade de culturas o ano todo, avançam as exigências de boas práticas rentáveis, como também recomenda o uso diversificado e orientado dos defensivos agrícolas, biológicos, controle integrado de pragas e doenças, e maiores cuidados com o manejo do solo agrícola, que é base física da produção agropecuária.
Essa conta salgada da chamada sustentabilidade tem custo no mundo rural para quem planta, cria, abastece e exporta. Contudo, tentam externamente desfocar os poderosos interesses comerciais e disputas por mercados. Assim posto, num conjunto de outros agentes e governos, a conta não deve ser paga somente por aqueles que cultivam a terra e tratam dos rebanhos de animais.
Lembrem-se ainda que as poluições urbanas de múltiplas fontes de origens, inclusive industriais, são graves também por suas consequências econômicas, sociais e ambientais, e muitas dessas poluições desembocam nos cenários de campo. Os críticos do agronegócio precisam ampliar seus conhecimentos indispensáveis para fundamentar mais sólidas críticas construtivas. Nem muito nem pouco, o suficiente!
Segundo uma série histórica de 1850 a 2016, computando-se as emissões de CO2 (gás carbônico) equivalentes em milhões de toneladas diárias, gás de efeito estufa, os 10 países mais responsáveis pelas mudanças climáticas foram nessa sequência: EUA, China, Rússia, Alemanha, Índia, Reino Unido, Japão, França, Ucrânia e Canadá, sendo que são analisados dezenas de indicadores ambientais (Fonte; Climate Watch). Em 2018, a China ficou em 1º lugar ao lançar na atmosfera 10,06 bilhões de toneladas de gases causadores do efeito estufa (Global Carbon Project).
Ora, e a outra face da medalha? O CO2 é o gás da vida, pois, sem ele não há fotossíntese, na presença da luz solar, essencial às matas, florestas, pastagens, biodiversidade e na oferta regular de alimentos de origem animal e vegetal. Resumindo; não haveria vida como a que conhecemos!
Além disso, noutra vertente do conhecimento científico, a publicação “A Fotossíntese e o Aquecimento Global” tem conteúdos mais abrangentes, didáticos e substantivos elaborados pelo pesquisador Moacyr Bernardino Dias-Filho (Embrapa Amazônia Oriental). 
Como a produção de grãos é parte indissociável dos recursos naturais, aliada aos mercados e às tecnologias, os dados do Levantamento da Companhia Brasileira de Abastecimento (Conab) revelam o seguinte: A safra de grãos de 2019/2020 foi de 256,8 milhões de toneladas, e a estimativa de 265,9 milhões em 2020/2021, em 67 milhões de hectares (7,9% do Brasil). Destacam-se, até o presente levantamento, a soja com 134,4 milhões de toneladas (1º produtor e exportador mundial); e o milho (3º produtor e 2º exportador mundial), 102,5 milhões de toneladas, somando 236,9 milhões de toneladas, ou ainda 89,1% do total de grãos.
Essa oferta brasileira de grãos, cereais e oleaginosas de 265,9 milhões de toneladas, safra 2020/2021, em 12 levantamentos, revela também a seguinte distribuição; Norte: com 12 milhões de toneladas de grãos; Nordeste; 22,1 milhões; Centro-Oeste, 124,9 milhões; Sudeste, 25,6 milhões; e Sul, com 81 milhões de toneladas.
Nessas regiões produtoras se destacam os seguintes Estados; Tocantins (Norte), com 5,7 milhões de toneladas de grãos; Bahia (Nordeste), 9,9 milhões de toneladas; Mato Grosso (Centro-Oeste), 75,5 milhões toneladas; Minas Gerais (Sudeste), 15,8 milhões de toneladas; e Paraná (Sul), com 40,4 milhões de toneladas de grãos.
Embora a repetição, não raro, seja educativa em função da reconhecida e mensurável sinergia do agronegócio brasileiro, além dos grãos, fazem parte de seus cenários a   cafeicultura, fruticultura, olericultura, bovinocultura de leite e corte, avicultura de corte, postura, e Plano ABC!
E mais, setor sucroalcooleiro, produtos agroflorestais, agroindústrias, indústrias diversificadas de máquinas e equipamentos agrícolas, geoprocessamentos, sistemas de transportes, fertilizantes, sementes, mudas, defensivos, medicamentos e assistência médica-veterinária, e nas suas convergências de suportes aos sistemas agroflorestais, e agroalimentares do campo à mesa dos consumidores por vias internas e externas.
E mais, em 2019 registram-se 9 milhões de hectares com árvores plantadas, e 3,75 milhões de pessoas ocupadas gerando salário, renda e bem-estar social nos diversos segmentos do agronegócio árvores plantadas no Brasil.
O agronegócio continuou turbinado em 2020; de janeiro a novembro as exportações foram US$ 93,6 bilhões e um superávit de US$ 81,9 bilhões. Nesse período, os cinco principais produtos de exportações foram; complexo soja, US$ 34,76 bilhões; carnes, US$ 15,65 bilhões; produtos florestais, US$ 10,50 bilhões; complexo sucroalcooleiro, US$ 9,03 bilhões; cereais, farinhas e preparos, US$ 5,88 bilhões
Esses cinco produtos respondem por 81% das exportações totais do agro (Jan./Nov./2020), com US$ 75,82 bilhões (MAPA/Mdic); desempenho como em nenhum outro segmento da economia brasileira, apesar dessa pandemia.  
NOTA; Minas Gerais é o maior produtor de leite e derivados do Brasil, com 9,4 bilhões de litros em 2019, contra 8,9 bilhões em 2018; dos 10 maiores municípios produtores de leite do País, sete são de Minas Gerais; Patos de Minas (2º); Patrocínio (4º); Coromandel (5º); Pompéu (6º); Lagoas Formosa (7º); Prata (9º); e Carmo do Paranaíba (10%). IBGE – Engenheiro agrônomo Benjamin Salles Duarte. Dezembro de 2020.
 
 
 




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