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09/08/2011

Mercado de CO2 sofre mais um golpe nos Estados Unidos

Bolsa de Futuros Climáticos de Chicago será fechada no começo de 2012 devido ao baixo volume de negócios resultante da lentidão do governo norte-americano para aprovar leis sobre as emissões de gases do efeito estufa

Imagem: Greenpeaca
A mais recente vítima da indecisão sobre as políticas climáticas nos Estados Unidos foi a Bolsa de Futuros Climáticos de Chicago (Chicago Climate Futures Exchange - CCFE), que deverá ser fechada no primeiro trimestre de 2012.
 
Segundo o Wall Street Journal, a Intercontinental Exchange Inc (ICE) vai encerrar os negócios da bolsa dada a fraca movimentação apresentada.
 
“Os Estados Unidos não estabeleceram uma legislação sobre o cap-and-trade do carbono e, além disso, mudanças no programa de chuva ácida da Agência de Proteção Ambiental (EPA) reduziram ainda mais as negociações. Assim, os volumes da Bolsa de Futuros Climáticos de Chicago caíram substancialmente e no momento estamos operando no vermelho”, afirma uma nota da ICE.
 
Ainda de acordo com a nota, a ICE deve começar a negociar seus derivativos relacionados à redução de emissões nos mercados regionais a partir de 29 de agosto.
 
O fechamento da CCFE não é uma grande surpresa, pois o volume das negociações já vinha sendo muito baixo há algum tempo. Para Matthew Gray, analista da IDEAcarbon, a notícia não transformará o mercado, pois as transações apenas passarão para outras bolsas. Porém, existe o problema da imagem que isso passa para os investidores.
 
“O encerramento de uma bolsa não é muito grave, mas é mais um golpe na frágil confiança no mercado de carbono nos Estados Unidos e na Iniciativa Regional de Gases do Efeito Estufa (RGGI)”, disse Gray ao site BusinessGreen.
 
A CCFE, a Bolsa do Clima de Chicago (CCX) e a Bolsa Climática Europeia (ECX) estão sob o controle da ICE desde o final do ano passado, quando a empresa adquiriu a Climate Exchange PLC por cerca de US$ 600 milhões.
 
Altos e baixos
 
Quando foi lançada em 2004, a CCFE era um dos símbolos da esperança de que o governo norte-americano criaria um esquema nacional de comércio de emissões.
 
Porém, todo o otimismo sobre uma legislação de combate às mudanças climáticas foi perdendo fôlego a cada nova derrota em votações no Congresso. Assim, diversas ferramentas de mercado vêm desde então atravessando maus bocados.
 
A RGGI apresentou em 2010 um desempenho pífio e possui sérios problemas de superalocação de permissões de emissão, ou seja, os limites são muito superiores às emissões reais. Para piorar, o estado de Nova Jérsei anunciou em maio que vai sair da iniciativa.
 
A Bolsa do Clima de Chicago (CCX), criada em 2003 como o primeiro esquema voluntário de créditos de carbono do planeta, também está em crise. As principais empresas participantes abandonaram o mercado no fim do ano passado, alegando que não tinham mais interesse em negociar créditos uma vez que não recebiam apoio governamental.
 

Cada vez mais parece que o futuro do mercado de carbono nos Estados Unidos está todo nas mãos da Califórnia, que pretende lançar seu cap-and-trade em 2012 abrangendo 85% das emissões do estado. 


Fonte: Carbono Brasil



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Comentário(s) (1)


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09/09/2011 às 02:15

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