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17/05/2013

Mato Grosso continua liderando o desmatamento na Amazônia

Derrubada de árvores na região atingiu área de 175 km² entre março e abril

Mato Grosso continua liderando o ranking da derrubada de árvores na região (Foto: Filipe Rodondo/Ed. Globo)

O desmatamento e a degradação de florestas na Amazônia atingiram uma área de quase 175 quilômetros quadrados (km²) nos meses de março e abril deste ano. O levantamento de alertas foi divulgado nesta segunda-feira (6/5) pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), responsável pelo Sistema de Detecção de Desmatamentos em Tempo Real, conhecido como Deter. No mesmo período de 2012, o sistema detectou desmatamento de 292 quilômetros quadrados – quase o dobro da área identificada este ano. 

Mato Grosso continua liderando o ranking da derrubada de árvores na região, com 83,57 quilômetros quadrados de devastação nos dois meses analisados - respondendo por 47% do total. 

Pelas informações do órgão, as áreas de alerta nos Estados do Acre, do Amazonas, de Mato Grosso, do Pará, de Rondônia, de Roraima e de Tocantins foram identificadas mesmo com uma cobertura de nuvens em quase 50% do território investigado no período. Entre novembro e abril, período em que as chuvas são mais constantes na Amazônia, as imagens ficam relativamente comprometidas. Essa é a justificativa utilizada pelo Inpe para não comparar resultados entre diferentes meses. 

Coleta de dados

Os técnicos do instituto afirmam que a limitação meteorológica e a resolução relativa de captação de imagens - de 250 metros, permitindo captar apenas áreas maiores que 25 hectares -, são compensadas pela frequência de informações repassadas aos órgãos de fiscalização, como o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). 

“A menor resolução dos sensores usados pelo Deter é compensada pela capacidade de observação diária, que torna o sistema uma ferramenta ideal para informar rapidamente aos órgãos de fiscalização sobre novos desmatamentos”, destacou em nota a assessoria do Inpe. 

As imagens captadas pelos satélites utilizados pelo instituto permitem a visualização de áreas de corte raso, quando há a retirada completa da floresta nativa em uma área, e de evidências de degradação pela extração de madeira ou incêndios florestais, que tipificam o processo de desmatamento na região. 

O presidente do Ibama, Volney Zanardi Junior, vai detalhar ainda nesta segunda-feira os dados divulgados pelo Inpe. A principal preocupação das autoridades responsáveis pelo combate aos crimes ambientais na região é explicar à população que nem todo alerta é uma comprovação de que há desmatamento. 

Nos últimos balanços divulgados, o governo vem destacando um esforço para integrar informações nacionais e estaduais. A derrubada de árvores em determinadas áreas pode ter a licença dos órgãos ambientais locais, o que deixaria de configurar crime.


Fonte: Globo Rural



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Comentário(s) (1)


Marília disse:

23/05/2013 às 08:48

Ler este tipo de reportagem às vezes nos deixa revoltados. Plantei perto da minha casa 2 pés de pinus como ornamentação e elas cresceram tanto, tanto que se tornaram perigosas, estavam afetando a fundação da minha casa e corria o risco de cair com o vento, levei mais de ano para conseguir uma autorização para cortá-las, nunca vi tanta burocracia se corto sem autorização tinha que vender a casa para pagar a multa porque aqui pra nós ela vem e é alta. O que pensar do meu país que amo tanto. Só Deus pode nos ajudar, quem nós elegemos nos esqueceu.

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