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24/11/2014

Mapeamento e análise da estrutura da paisagem florestal em uma área representativa da Bacia do Rio Itapemirim, ES

Artigo submetido à Revista Árvore, Viçosa, v.38, n.2, p.271-281. 2014, autoria de Daiani Bernardo Pirovani, Aderbal Gomes da Silva, Alexandre Rosa dos Santos, Roberto Avelino Cecílio, José Marinaldo Gleriani e Sebastião Venâncio Martins, relata sobre a Análise espacial de fragmentos florestais na Bacia do Rio Itapemirim, ES.

Foto ilustrativa

            Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais - INPE (2009), restam atualmente apenas 7,91 % da área originalmente coberta pela Mata Atlântica. Um ecossistema que se torna cada vez mais frágil, despertando preocupações no desenvolvimento de estudos para manter a sustentabilidade dos remanescentes florestais. Assim, os fragmentos de diversos tamanhos e formas assumem fundamental importância para a perenidade do bioma Mata Atlântica.
            A perda de ambientes naturais, aliado à fragmentação, tem resultado na formação de paisagens com pouca diversidade de hábitat, com fragmentos isolados e de dimensões reduzidas. Um dos interesses em estudos ecológicos da paisagem, principalmente no que diz respeito à fragmentação florestal, está na quantidade e distribuição de determinado tipo de mancha ou classe. A riqueza e abundância de certas espécies florestais dependem das características estruturais dos fragmentos. Dessa forma, diversos estudos vêm sendo realizados visando conhecer a distribuição espacial de fragmentos florestais, a fim de se estabelecerem estratégias de conservação desses fragmentos.
            Diante deste contexto, os objetivos deste trabalho foram mapear e analisar a estrutura da paisagem florestal em uma área representativa da Bacia do Rio Itapemirim, ES, por meio de índices de ecologia da paisagem. O mapeamento dos fragmentos florestais foi obtido utilizando técnicas de fotointerpretação na escala de 1:1500 do ortofotomosaico do ano 2007. Para o cálculo dos índices de ecologia, foi utilizada a extensão Patch Analyst dentro do aplicativo computacional ArcGIS 9.3.
            Foram encontrados 3.285 fragmentos florestais em toda a área, representando 17 % de cobertura florestal. Os fragmentos mapeados foram divididos em classes de tamanho, sendo fragmentos pequenos aqueles menores que 5 ha; de tamanho médio aqueles entre 5 e 50 ha; e grandes os maiores que 50 ha. Os fragmentos pequenos encontravam-se em maior número (2.236), seguidos pelos fragmentos de tamanho médio (749) e, por último, pelos fragmentos grandes, que compreenderam apenas 100 manchas. O número de fragmentos de cada classe de tamanho possui relação inversa com a contribuição em área dessa classe dentro da fragmentação florestal. As análises quantitativas por meio de métricas da paisagem foram feitas com os grupos de índices de área; densidade, tamanho e forma; proximidade e área central, sendo este último obtido em diferentes simulações de efeito de borda (20,40, 60, 80, 100, 140 e 200 m).
            Para todos os índices houve diferenciações com relação às classes de tamanho dos fragmentos florestais. A maior parte dos fragmentos florestais da bacia, são pequenos, menores que 5 ha, sendo que a distância de borda de 100 m elimina completamente a área central desses fragmentos. Apesar dos fragmentos grandes apresentarem os formatos mais irregulares, estes possuem maior índice de área central, mesmo sob o efeito da maior distância de efeito de borda.

Otrabalho completo pode ser acessado no Site da Biblioteca Digital Florestal:
http://www.bibliotecaflorestal.ufv.br/handle/123456789/10536



Fonte: Marina Lotti e Ana Teresa Leite - BIC: Biblioteca Digital Florestal



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