Warning: Invalid argument supplied for foreach() in /home/storage/7/ab/56/ciflorestas/public_html/controle/nuvemtags_gerar.php on line 16

Warning: max() [function.max]: Array must contain at least one element in /home/storage/7/ab/56/ciflorestas/public_html/controle/nuvemtags_gerar.php on line 53

Warning: min() [function.min]: Array must contain at least one element in /home/storage/7/ab/56/ciflorestas/public_html/controle/nuvemtags_gerar.php on line 55
CIFlorestas>>Notícia>>Macaco-prego ataca florestas de pinus

Facebook Twitter RSS

Notícia

Versão para impressão
A-
A+


23/12/2011

Macaco-prego ataca florestas de pinus

Pesquisadores tentam encontrar formas de deter invasões, consequência da falta de alimentos para o primata em florestas nativas

O macaco-prego, um bichinho ágil e inteligente, descobriu no pinus uma fonte de alimento no inverno. O hábito, que teve os primeiros registros nos anos 50 no Brasil, se intensificou na última década e tem provocado dor de cabeça entre os silvicultores. O ataque chega a causar a morte da árvore e, para um setor que depende da produtividade das florestas plantadas, o primata, que pesa menos de 4,5 quilos, virou um inimigo. 

Mas, nem por isso, o controle pode ser feito sem critérios. O abate, por exemplo, é crime ambiental. “O macaco-prego é natural da Mata Atlântica e não pode ser chamado de praga para a silvicultura”, afirma o biólogo e supervisor de Gestão Sócio-Ambiental da Remasa, em Bituruna, Dieter Liebsch. 

O Paraná tem 12% de mata nativa, segundo o Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), e é nessa faixa que as famílias de macaco-prego vivem. Entre os meses de maio e novembro, como lembra Liebsch, falta alimento na floresta nativa e os bichos saem em busca de comida. Para não correr o risco de ser caçado por uma jaguatirica, o primata evita atravessar a floresta pelo chão. Eles pulam de galho em galho até alcançar o terço superior dos pinus. 

A casca do pinus é arrancada com os dentes pelo macaco-prego. Seu objetivo é degustar a seiva, que circula pelo caule para levar alimento à planta. “A retirada da casca pode ser parcial, onde ele retira apenas uma lasca, comumente chamada de janela, ou total, quando o descascamento se dá ao longo de toda a circunferência do caule, causando um anelamento”, acrescenta Liebsch. O biólogo explica que o anelamento é o mais prejudicial ao pinus, pois mata a copa da árvore ou fragiliza a planta, que se torna porta de entrada para pragas florestais, como a vespa da madeira. 

Árvores com mais de 4 anos são as preferidas dos primatas. Como o corte florestal pode ocorrer entre 6 e 14 anos, conforme o uso da matéria-prima, o ataque compromete a qualidade e o desenvolvimento da planta. Os danos podem ser vistos claramente em florestas já formadas. Árvores secas entre e fileiras irregulares denunciam as perdas de produtividade causadas pela invasão do primata. 

Especialistas tentam entender bandos e medir prejuízos 

A série de motivos que leva o macaco-prego a invadir as florestas de pinus ainda está sendo decifrada pelos pesquisadores, bem como os prejuízos causados pelos bandos. O trabalho tem sido mais difícil do que se imaginava. 

No caso do projeto Desenvolvimento de Propostas de Manejo para Minimizar os Danos Causados pelo Macaco-Prego a Plantios Florestais, coordenado pela pesquisadora Sandra Bosmikich (Embrapa Florestas), os esforços começaram há nove anos. O estudo, relata Sandra, começou a partir de uma demanda do setor produtivo e hoje engloba não somente o Paraná, mas Santa Catarina e, futuramente, o Rio Grande do Sul e São Paulo, que também registram ataques.

“Nós vemos o macaco-prego com muita preocupação”, afirma o presidente do Conselho Deliberativo da Associação Paranaense de Empresas de Base Florestal (Apre), Gilson Geronasso. Ele é administrador da Remasa Reflorestadora, em Bituruna, na região Sul do estado. 

“Já fizemos uma pré-análise na empresa e notamos que as árvores, em sua grande maioria, não chegam a morrer, mas perdem a capacidade de produzir mais. Esse estresse gerado na planta é propício para o ataque da vespa da madeira”, aponta. 

Em Santa Catarina, a situação é semelhante. “Estamos fazendo o balanço e não temos dados concretos sobre isso (os prejuízos)”, lembra o presidente da Associação Catarinense de Empresas Florestais, Epitágoras Oliveira Costa. 

Novos hábitos 

O supervisor de Gestão Sócio-Ambiental da Remasa em Bituruna, Dieter Liebsch, lembra que o preocupante é que os hábitos desenvolvidos pelos primatas são repassados de geração em geração. Os macacos-pregos são considerados os mais inteligentes entre os primatas. Eles até utilizam pedras como ferramentas. Para o biólogo, o novo comportamento se explica mais pela inteligência do animal, que busca as áreas com alimentação farta, do que com o desmatamento das florestas originais. Os bandos podem ter descoberto que é mais fácil encontrar alimentação nas florestas de pinus do que nas matas nativas.


Fonte: portaldoagronegocio.com.br



Publicidade


Deixe seu comentário no espaço abaixo ou clique aqui e fale conosco.


Nome: Email (não aparecerá no site):




Comentário(s) (5)


Dieter Liebsch disse:

02/01/2012 às 12:05

Bom dia

Caro Anibal... poderia enviar o seu contato para maiores informaçoes a respeito do problema relatado pelo Senhor.
pode mandar email para dieter@remasa.com.br

grato

dieter

ANIBAL PELÁEZ ING. FORESTAL disse:

29/12/2011 às 19:52

Buenas tardes.
Me perdonan pero desconozco el idioma portugués, y por eso les escribo en español.
He leido con mucha atención el presente artículo, que es una réplica "con mucha coincidencia" de lo que ha ocurrido en Colombia, Departamento de Antioquia, Municipio de Caldas, a 23 kilómetros al sur de la ciudad de Medellín.
La plantación afectada es de Ciprés (Cupressus lusitanica), donde un mono muy parecido (posteriormente les enviaré su nombre Local y científico), ha causado la muerte selectiva de hasta el 8% de los árboles, en un área plantada de 850 ha. Algunos rodales están en proceso de tala o cosecha, temiendo la proliferación de insectos xilófagos, al descomponerse la madera) y otros efectos nocivos.
También se han afectado en la misma zona, plantaciones de Pinos (Pinus patula), en áreas superiores a las del ciprés.
El informe de los conodores de Patología Forestal indica que como efecto del cambio climático, principalmente en el incremento altamente significativo de la cantidad de lluvia, se sobre satura el suelo de humedad, ocasionando en el árbol un "stres" que altera su fisiología, producieno una cantidad excesiva de glucosa en el tejido Cambium (entre la corteza y la madera).
El mono fue introducido a la zona accidentalmente en las plantaciones forestales de Caldas, pues es nativo de zonas bajas tropicales, en bosques nativos (todas las plantas son latifolliadas); al no encontrar alimentos de su zona natural de vida, detecta el alto contenido de glucosa; con sus finos dientes muerde el Ciprés, levantando la corteza con la ayuda de sus miembros superiores e inferiores, desscortezando el árbol a la altura del tercio superior (entre 8 y 25 mts). Finalmente lame o chupa la parte interior de la corteza.
Aunque está en condiciones muy limitadas de supervivencia, por no encontrar su alimento tradicional, se alimenta de esa glucosa. Ha empezado a reproducirse y se encuentra ya una segunda generación.
Trataré de ponerlos en contacto deircto con la Empresa propietaria de las Plantaciones.
Cordialmente,
Aníbal Peláez A.
Ingeniero Forestal

Carlos Quiltro disse:

29/12/2011 às 12:27

Ou tem macaco demais ou floresta nativa de menos...se as propriedades respeitam a legislação florestal...o único caminho tem duas vertentes ou parte-se ao sacrifícios dos bichos ou recupera-se áreas com floresta nativa.
Como sacrificar é considerado aqui no Brasil um sacrilégio (no mundo inteiro se usa deste método), fica a realocação dos macacos em áreas que assim o permitam, mas como isto é muito caro ...fica-se discutindo "o sexo dos anjos"......

Ricardo Elói de Araújo disse:

29/12/2011 às 09:59

Tem que medir os prejuízos da mesma forma que se faz com os prejuízos causados pelo ataque de pragas, onde se compara o custo do controle ou combate necessários com o prejuízo, para ver se compensa economicamente fazer o controle ou deixar que o ataque permaneça. De qualquer forma, reforço a opinião do Armando Sakamori. O caminho é esse. Por outro lado, quero fazer também uma provocação: Por exemplo, as formigas são animais nativos em diversos ecossistemas brasileiros, mas são consideradas pragas quando atacam os plantios agrícolas e florestais e, por isso são convictamente combatidas/controladas com o uso de formicidas, ou seja, as formigas são mortas por envenenamento e essa "matança" não é considerada crime ambiental. O mesmo ocorre com outras pragas. Fazemos o mesmo com as baratas e ratos que entram em nossas casas, utilizando produtos específicos para tal. Os pombos, que são animais exóticos, também são problemáticos, transmissores de doenças, e existe uma corrente tentando regulamentar seu controle, inclusive com a utilização de produtos produzidos especificamente para este fim que poderão ser chamados de "pombicidas" (imaginem uma embalagem com a foto de um pombo branco e um X vermelho em cima da foto). E então? Existe algum conflito entre as situações das pragas que já combatemos, dos pombos e dos macacos prego?

ARMANDO SAKAMORI disse:

27/12/2011 às 19:23

Solução paliativo é plantando pés de mamoeiros e outras frutreiras ou milho nos carreadores de florestas de pinus.

Fruto do mamoeiro e milho vem rápido e de quebra atrai avi-fauna. Pássaros combatem proliferação de outros insetos como vespa de madeira.

Ideal é implantar fruteiras junto com floresta comercial de pinus ou de eucalipto.

Pensar em convivência pacífica com os primatas e avi-faunas, estimulando oferta de alimentos.

Novidades do Site


Quer divulgar sua empresa ou está buscando uma empresa florestal?

As mais lidas


Pensamento

A melhor maneira de realizar os seus sonhos é acordar.
Paul Valéry

Vídeo

Bureau de Inteligência

Análise Conjuntural
Editais
Produções Técnicas

Patentes
Cartilha Florestal
Legislação



Publicidade

Mercado

Cotações
Câmbio
Mapa Empresarial


Enquete

Do ponto de vista técnico e operacional, qual é a melhor unidade para comercialização da madeira para celulose?

volume de madeira sólida (metro cúbico)
tonelada de madeira
metro estéreo ou metro de lenha
unidade ou peças de madeira

Receba no seu email

Análise Conjuntural

Estudo e análise de especialista sobre o mercado de florestas.

Newsletter

Receba as novidades do setor de florestas no seu email.

Nuvem de Tags


4199 visitas nesta página

Polo de Excelência em Florestas

Parceiros

AMS  |   ECOTECA DIGITAL  |   EMBRAPA FLORESTAS  |   EPAMIG  |   FAEMG  |   INTERSIND  |   LARF  |   MAIS FLORESTAS  |   MAPA  |   SEAPA  |   SEBRAE  |   SECTES  |   SEDE  |   SEMAD  |   SIF  |   UFLA  |   UFV  |   UFVJM  |   UNIFEMM  |  

Colaboradores

ACELERADORA DE  |   AGROBASE  |   AGROMUNDO  |   APABOR  |   BRACELPA  |   CIENTEC  |   FAPEMIG  |   FINEP  |   IEF  |   LATEKS  |   PAINEL FLORESTAL  |   TRATALIPTO  |   UFV JR. FLORESTAL  |  
Desenvolvido por Ronnan del Rey