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Avanço e Pesquisa

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27/09/2006

Kamukaia: pesquisa da Embrapa em manejo de produtos florestais não madeireiros na Amazônia

A Amazônia abriga um terço das florestas tropicais e mais de 20% das espécies vegetais e animais do mundo, sendo considerada a região mais rica em biodiversidade no planeta.

Historicamente, esta riqueza tem sido explorada de forma desordenada e predatória, com pouco ou nenhum benefício econômico e social para a população local. Até o momento, 17% da floresta amazônica já desapareceu gerando resultados econômicos mediócres, uma vez que a contribuição da região norte para o PIB do país é de apenas 5%, com uma renda per capta que chega somente a 65% da média nacional.

A manutenção da floresta em pé e o desenvolvimento econômico com geração de renda para a população local pode ser obtido, a partir do uso sustentável dos produtos da floresta com a utilização de práticas de manejo florestal sustentáveis, que buscam otimizar o uso do recurso natural sem comprometer a sua regeneração, estabilidade ecológica e, portanto, o uso das próximas gerações. Tais práticas constituem-se em alternativas para diminuir o desmatamento e servir como opção de renda, emprego e proteção a biodiversidade, sendo possível explorar dentro de uma mesma área, a atividade florestal madeireira e não madeireira, o chamado uso múltiplo das florestas.

Sem negar a importância da exploração madeireira, que gerou em torno de 2,3 bilhões de dólares na Amazônia em 2004, é preciso também estimular o mercado e a utilização dos produtos florestais não madeireiros (PFNM), que até o momento, com raras exceções, como a castanheira-do-brasil, ainda não dispõem de um mercado estabelecido. A construção de uma política nacional de criação e expansão de demandas para estes produtos, além do aproveitamento das já existentes e não ainda bem exploradas como é o caso do óleo da andiroba, copaíba e frutas nativas tropicais é fundamental.

Kamukaia tem origem nas palavras KAMUK e AKA que significam produtos da floresta em Wapixana e serviu para dar nome a um projeto de pesquisa em rede da Embrapa que tem como objetivo aprofundar o conhecimento e as demandas de pesquisa para o uso sustentável de produtos florestais não madeireiros na Amazônia. Neste projeto, além de 5 centros de pesquisa da embrapa situados na região norte, participam pesquisadores da Universidade Federal do Acre, Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas do Amapá, Universidade da Flórida e Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALQ/USP). Em Roraima, os estudos iniciaram no início de 2005 e as atividades desenvolvidas visam aperfeiçoar o conhecimento sobre a ecologia, a dinâmica e a produção da copaíba, andiroba e castanheira-do-brasil, com a finalidade de subsidiar políticas públicas para a elaboração e aprovação de planos de manejo junto aos órgãos ambientais. As atividades em Roraima envolvem a identificação e caracterização das áreas de maior ocorrência; estudos de estrutura e dinãmica populacional; regeneração natural; fenologia e variabilidade genética, além do estudo do sistema de produção da castanha-do-brasil e a definição de práticas para o seu manejo.

Deter o avanço do desmatamento na Amazônia através do uso econômico sustentado das florestas (madeireiro e não madeireiro), sem dúvida é um grande desafio para o País. Em Roraima, o processo de colonização é recente na comparação com os demais estados amazônicos, sendo ainda possível tomar medidas que estimulem o uso sustentável das florestas de forma que o desenvolvimento econômico possa ser obtido sem a destruição dos recursos florestais.

Helio Tonini é Pesquisador da Embrapa Roraima, Engenheiro Florestal, Dr. Manejo Florestal
Contatos: helio@cpafrr.embrapa.br ou (95) 3626-7125


Fonte: Embrapa Roraima



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