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23/03/2010

Inventário de Emissões de Gases de Efeito Estufa de Belo Horizonte

Prefeitura de Belo Horizonte encomendou, através do Comitê Municipal sobre Mudanças Climáticas e Ecoeficiência, a compilação de um inventário municipal de emissões de gases de efeito estufa (GEE), causadores do aquecimento global. O relatório foi desenvolvido pela MundusCarbo e avaliou as emissões do município entre os anos 2000 e 2007.

A Prefeitura de Belo Horizonte encomendou, através do Comitê Municipal sobre Mudanças Climáticas e Ecoeficiência, a compilação de um inventário municipal de emissões de gases de efeito estufa (GEE), causadores do aquecimento global. O relatório foi desenvolvido pela MundusCarbo e avaliou as emissões do município entre os anos 2000 e 2007. O relatório foi entregue durante as comemorações de 112 anos da cidade diretamente ao prefeito Márcio Lacerda. Os resultados alimentarão os trabalhos do Comitê, no sentido de formular políticas públicas que visem mitigar estes impactos.

Belo Horizonte é uma cidade de 2,5 milhões de habitantes e teve em 2006 o 4° maior PIB dentre os municípios brasileiros. O perfil de emissões de GEE do Município é um reflexo de seu perfil sócio-econômico: a cidade voltada para a prestação de serviços, comércio e administração pública apresentou como principais fontes de emissão em 2007 o setor de transportes (66% das emissões), o setor de tratamento de resíduos sólidos urbanos e esgotos sanitários (18%) e o setores residencial e comercial (9%). Mesmo com um aumento substancial no consumo de Álcool em 2007 em relação a 2006, a Gasolina Automotiva foi o combustível que mais contribuiu para as emissões totais da cidade (32%), seguido do Diesel (22%). Outros combustíveis fósseis de grande contribuição foram o Querosene de Aviação (10%), o GLP utilizado em residências e no setor de serviços (9%) e o Gás Natural utilizado no setor industrial (3%). A disposição de resíduos sólidos urbanos em aterro sanitário foi responsável por 16% das emissões totais da cidade em 2007. O tratamento de esgotos representou 2%. As emissões de GEE por consumo de eletricidade em Belo Horizonte representou apenas 3% do total, em função da baixa intensidade de carbono da matriz elétrica brasileira (quase a totalidade da eletricidade consumida em Belo Horizonte é produzida fora das fronteiras geográficas do Município). Destas emissões, 38% tiveram origem no setor residencial e 35% no setor comercial.

Entre 2000 e 2007, Belo Horizonte aumentou suas emissões em 22%, enquanto o aumento do PIB do Município foi superior a 100% no mesmo período. Em 2007, as emissões foram de 1,32 tonelada de CO2 equivalente por habitante, taxa inferior às observadas em 1998 no Rio de Janeiro (2,27 toneladas por habitante) e em 2003 em São Paulo (1,47 tonelada por habitante). No Brasil este índice alcança 12,25 toneladas por habitante (2005) e em Minas Gerais, 6,52 toneladas por habitante (2005).

Medidas de redução de emissões em andamento na cidade tem foco nas principais fontes emissoras. Com a exploração do biogás gerado na Central de Tratamento de Resíduos Sólidos da BR-040, é esperada uma redução anual de cerca de 400 mil toneladas de CO2 equivalente, ou aproximadamente 12,5% das emissões totais do Município. Ainda, os corredores de ônibus em fase de planejamento na cidade devem contribuir para reduzir as emissões provenientes do consumo de gasolina e diesel. Só o corredor da Avenida Antônio Carlos deverá reduzir cerca de 3% das emissões do setor de transportes.

A versão em baixa resolução pode ser baixada aqui em português.


Fonte: MundusCarbo citado por CarbonoBrasil



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