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14/10/2014

Invasão por espécies arbóreas exóticas em remanescentes florestais no Planalto Sul Catarinense

Artigo submetido à revista Revista Árvore, Viçosa, v.38, n.3, p.469-478. 2014, de autoria de André Luiz Guidini, Ana Carolina Silva, Pedro Higuchi, Angélica Dalla Rosa, Fábio Rodrigues Spiazzi, Marcelo Negrini, Tiago de Souza Ferreira, Bruna Salami, Amanda Koche Marcon e Fernando Buzzi Junio, relata sobre a invasão por espécies arbóreas exóticas em remanescentes florestais no Planalto Sul Catarinense.

Curitibanos - UFSC
            A invasão biológica acontece, em geral, pela introdução de espécies pelo homem em ambientes onde elas não ocorrem naturalmente. Na floresta, as espécies invasoras afetam os processos ecológicos dos ecossistemas, como a ciclagem de nutrientes, a produtividade vegetal, as cadeias tróficas, a polinização, a dispersão de sementes e a sucessão ecológica, além de interferir na densidade de espécies nativas, na fisionomia e nas taxas de decomposição, ocasionando danos ambientais e prejuízos econômicos.      
            Considerando que fragmentos florestais são influenciados pelos componentes existentes na matriz circundante, a participação de espécies invasoras ao longo de gradientes de borda pode refletir a sua autoecologia. Nesse sentido, são necessários estudos que quantifiquem o número de indivíduos invasores em fragmentos florestais naturais e sua abundância nas bordas dos fragmentos, objetivando conhecer o grau de invasão e, assim, indicar a necessidade de manejo dos fragmentos, a fim de diminuir essas espécies invasoras e mitigar seus efeitos deletérios.
            Assim, os objetivos deste trabalho foram: i) quantificar a participação de espécies arbóreas invasoras nos estratos adulto e regenerante de dois fragmentos (F1 e F2) florestais localizados no Planalto Sul-Catarinense; ii) verificar se existe variação na intensidade de invasão em razão da distância da borda desses fragmentos; e iii) verificar a existência de agrupamentos entre espécies arbóreas exóticas e nativas nesses locais.
            Foram alocadas 25 parcelas por fragmento, distribuídas em cinco transeções de 20 x 100 m, perpendiculares às bordas e com distância de 100 m entre si, onde foram avaliados os indivíduos dos estratos adulto (DAP - diâmetro à altura do peito > 5 cm) e regenerante (DAP < 5 cm e altura >10 cm). Esses foram identificados e mensurados (circunferência e altura). Foi calculado, para as espécies de cada estrato e de cada fragmento, o Índice de Invasão Biológica (IIB). A relação entre o IIB e a distância da borda foi verificada por meio de regressões lineares simples. O agrupamento de espécies exóticas e nativas foi determinado por meio de correlações de Spearman e de dendrogramas. Foram amostrados 3.701 indivíduos distribuídos em 105 espécies, sendo cinco espécies invasoras.
            No F1 houve valores de IIB relativamente baixos (0,05 e 0,54), com Pinus taeda L., obtendo-se a maior participação na invasão, e esse esteve agrupado com espécies nativas pioneiras. Os IIB´s no F2 foram altos (0,61 e 1,96), principalmente pela elevada participação de Ligustrum lucidum W.T. Aiton., que ficou agrupado a espécies típicas da FOM. Não foi observada relação entre a distância da borda e a intensidade da invasão biológica. Os resultados indicaram que os fragmentos apresentaram diferentes padrões de invasão biológica, determinados pela natureza da matriz de entorno e pelas características ecológicas das espécies invasoras.

Pesquisa completa: http://www.bibliotecaflorestal.ufv.br/handle/123456789/10489


Fonte: Marina Lotti e Ana Teresa Leite - BIC: Biblioteca Digital Florestal



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Comentário(s) (3)


Angélica disse:

27/10/2014 às 16:57

Jose Hess, convido-lhe a ler o artigo na íntegra. Com isso, poderá ver que uma das conclusões é justamente a de que o Pinus, por ser pioneira, tem maior capacidade invasora apenas em áreas abertas, áreas que sofreram alguma perturbação, e não qualquer fragmento, tanto que nas áreas estudadas o mesmo foi pouco invasor. Em nenhum momento é abordado que a espécie não deve ser plantada. Além disso, a questão de invasoras como crítica de ecoloucos, muito pelo contrário. Qualquer pessoa que teve oportunidade de conhecer alguma área com invasão por alguma espécie exótica pode entender como a diversidade e estrutura da comunidade nativa é afetada. Uma dessas áreas que estudamos, por exemplo, está totalmente tomada por indivíduos do gênero Ligustrum, algo que poderia ser resolvido com um simples projeto de arborização urbana adequado para a cidade.

Maira Trindade disse:

18/10/2014 às 05:59

99% dos técnicos florestais e fiscais do ICMbio nunca plantaram uma ávore. Muitos estão na posição que estão por indicações políticas. Então somos obrigados a ouvir e ler declarações das mais absurdas. Assim é também na Anvisa, lotada de gente com o DNA político. É claro que uma propinasinha resolve tudo, como é hoje o único meio de o empresário sobreviver no país.

Jose Hess disse:

17/10/2014 às 08:54

Esta questão de exóticas e espécies invasoras tem um cunho sentimental e poético baseado em criticas de ecoloucos. Na realidade se não fossem os cultivos florestais como o pinus o Brasil teria um apagão de móveis construção civil e todos os usos madeiráveis no Brasil. Estaríamos importando madeira ou desmatando mais florestas de nativas. Vejam o absurdo nós temos milhares de araucárias crescendo nas florestas nativas, e nenhuma está sendo aproveitada comercialmente, pois os engenheiros florestais não conseguiram provar para os leigos e juristas ambientalistas que a floresta tem e é dinâmica ou seja as velhas devem sair para as novas crescer os dosseis devem ser abertos para realizar fotossíntese para as mais novas. Então precisa-se implorar para um funcionário desclassificado sem formação florestal impedir o corte de uma araucária que está pondo em risco uma casa e vidas humanas. Sem argumento técnico nenhum. Os pinus tem uma propagação eólica como outras é só cortar a árvore ou desenvolver sementes híbridas estéreis que não se reproduzam. E vamos fazer uma campanha contra todas as exóticas do Brasil, pêssego, morango, batata, tomate gado e assim por diante. Por que só o pinus e pior apoiado por tese de engenheiros florestais, é o fim do mundo.

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