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31/10/2008

Indústria Madeireira em Alerta com Crise

A falta de crédito para exportação, a oscilação do dólar e a insegurança no mercado externo colocaram em alerta um dos setores da economia brasileira que representa 3,4% do Produto Interno Bruto nacional e gera mais de 8,6 milhões de empregos: o de base florestal.

A falta de crédito para exportação, a oscilação do dólar e a insegurança no mercado externo colocaram em alerta um dos setores da economia brasileira que representa 3,4% do Produto Interno Bruto nacional e gera mais de 8,6 milhões de empregos: o de base florestal. “Ninguém se atreve a fechar negócio.

O exportador não consegue estabelecer preços com uma oscilação tão forte como essa”, diz Juliano Vieira de Araújo, vice-presidente do Comitê de Compensado de Pinus da Associação Brasileira da Indústria da Madeira Processada Mecanicamente (Abimci), que reúne a indústria da madeira sólida. Segundo ele, apesar do dólar favorável, o comprador lá fora está exigindo descontos no preço para compensar o câmbio. “Está todo mundo aguardando com medo de fazer um mau negócio”, diz.

Um dos segmentos desse setor, a indústria de produtos de madeira processada mecanicamente, enfrenta dificuldades desde 2005, quando a valorização do Real frente ao dólar derrubou as exportações e concorrentes como a China ganharam espaço no mercado internacional. Com isso, índices, como o de geração de empregos, caíram.

Somente no Paraná, tradicional Estado exportador de produtos como o compensado de pinus, em julho de 2008 foi registrado queda de 4,73% em relação ao mesmo período do ano passado, segundo dados da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep). Mesmo assim, o presidente da Abimci, Antônio Rubens Camilotti, acredita que não há motivos para desespero. “O mercado interno, que nos últimos dois anos registrou um crescimento na construção de imóveis, por exemplo, tem sido uma boa opção para indústrias madeireiras que se voltaram para esse segmento”, afirma.   

Essa também é a opinião do economista Fábio Araújo. Para ele, empresas que comercializam acabamentos em madeira para atender a construção civil ainda terão um volume significativo de vendas a fazer no mercado brasileiro. Além disso, ele lembra que essa crise não afeta a construção de imóveis que atendem às classes de baixa renda, que contam com linhas de crédito especiais. “O consumo dessa parte da população deve continuar crescendo”, diz Araújo. 

A indústria Compensados e Laminados Lavrasul, com fábricas em Santa Catarina e no Paraná, encontra alternativas para enfrentar a crise oferecendo ao mercado produtos de maior valor agregado. Apesar disso, a empresa diminuiu a produção e as vendas. Além disso, houve queda de 25% no número de contratos fechados. “Foram feitas demissões, especialmente nas linhas destinadas ao mercado americano, e em alguns setores concedemos férias coletivas para balancear estoques”, afirma um dos diretores de empresa, Thales Zugman. 

Fomento
Um dos elos que também pode ser afetado, segundo o consultor florestal, Nelson Barboza Leite, é o de pequenos produtores que recebem fomento para plantação de florestas. “Estima-se que cerca de 20% da madeira produzida seja de terceiros, representados em sua maioria por fomentados de formas diferentes e que tenhamos em toda a cadeia de produção da silvicultura cerca de 50 mil produtores.

Esse é o universo que poderá ser afetado”, alerta o consultor. De acordo com ele, já há casos de grandes empresas que anunciaram as paralisações ou diminuições da produção e, consequentemente, deixaram de comprar do pequeno produtor.

O especialista critica o fato de em momentos de crise as grandes indústrias abandonarem o fomentado. “Todas as grandes indústrias dos diversos segmentos industriais fazem fomento. Nos cinco anos, virou moda fazer fomento, pois representa sensibilidade social, integração. O importante é bancar o sistema nas horas de dificuldade, como a que estamos passando”, afirma.

Com o tema central “Riscos globais e oportunidade para a indústria de produtos de madeira sólida”, o IV Congresso Internacional de Produtos de Madeira Sólida de Florestas Plantadas, promovido pela Abimci, pretende discutir com empresários, consultores, especialistas estrangeiros e academia soluções para driblar a crise.

O evento acontece em Curitiba (PR) entre os dias 19 e 21 de novembro e irá tratar de assuntos como investimentos em florestas plantadas, análise de mercado internacional e tendências para o setor, novas tecnologias para a indústria madeireira e colheita florestal, entre outros. Segundo Camilotti, o Congresso será a oportunidade para o debate de questões importantes para a sobrevivência e a recuperação do setor.   
 


Fonte: Celulose Online



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