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12/01/2015

Indústria de madeira brasileira mostra pequena retomada das exportações em 2014 frente ao ano anterior

De acordo com a Abimci, entidade que representa as empresas do setor, apesar do crescimento empresas ainda estão longe de atingirem patamares confortáveis.

A exportação de produtos da indústria da madeira brasileira apresentou uma leve recuperação em 2014 frente aos resultados do ano anterior. Os dados são resultado de levantamento realizado pela Associação Brasileira da Indústria de Madeira Processada Mecanicamente (Abimci), que representa o setor.

No segmento de madeira serrada de Pinus segundo o levantamento, houve evolução no volume exportado. De acordo com os dados apurados pela Abimci, as indústrias brasileiras exportaram 992.557 metros cúbicos do produto em 2014, contra 746.013 metros cúbicos enviados ao exterior no ano anterior. O crescimento do produto, apesar de ficar aquém do necessário, deu esperança aos industriais, uma vez que o aumento maior nos índices é necessário para repor os investimentos já realizados nas serrarias.

Entre os principais destinos da madeira serrada de Pinus estão os Estados Unidos, Arábia Saudita e China. Mas, o envio regular do produto para outros 40 países consumidores, também mostra o potencial brasileiro para o crescimento das vendas externas.

Outro segmento que teve leve crescimento no volume de exportação em 2014 foi o de compensado de pinus. No total, foram enviados ao mercado externo cerca de 1,27 milhão de metros cúbicos do produto. Em 2013 haviam sido vendidos ao mercado externo aproximadamente 1,16 milhão de metros cúbicos. A Europa ainda é o principal destino do produto, mas mercados importantes como África e América Central tem mostrado importante evolução.

“Notadamente houve uma melhor média de volume exportado no segundo semestre, certamente ajudado um pouco pelo câmbio, mas também por uma ligeira recuperação dos embarques para os Estados Unidos. O crescimento é consequência do desempenho técnico e de certificações do compensado brasileiro nos principais mercados compradores”, explicou o superintendente executivo da Abimci, Paulo Roberto Pupo.

Resultado favorável

O coordenador do Comitê de Relações Internacionais da Abimci, Isac Zugman, destaca que o aumento da demanda dos produtos pelos Estados Unidos teve papel fundamental no resultado do ano. Com a melhoria da taxa de câmbio e a retomada da construção civil naquele país a volta ao mercado americano foi fundamental para o crescimento observado nas exportações. “Além disso, essa demanda ajudou na melhoria dos preços de venda também para a Europa e outros setores, impulsionando os resultados”, afirmou.

Para Zugman, o ritmo de crescimento presente no último trimestre de 2014 deve se manter neste ano. “A expectativa é de que o ritmo de crescimento das exportações se mantenha em 2015. As perspectivas para os Estados Unidos estão boas e é preciso aguardar delineamento das economias da Europa que ainda se mantêm indefinidas em função do período de férias e inverno, que reduzem o consumo. Mas, de forma geral, esperamos que a recuperação se mantenha”, afirmou.

Outros produtos

As exportações do setor de pisos também apresentaram leve expansão. No caso de pisos maciços as vendas externas foram ampliadas quando comparadas aos embarques de 2013. De acordo com a Abimci, este resultado remete aos volumes embarcados antes da crise econômica americana, o que mostra uma recuperação importante. Para o segmento, os principais destinos são Estados Unidos e França. Os pisos engenheirados tiveram pequena queda de volume, mas próximo à média dos últimos três anos, sendo Estados Unidos, Chile e Guatemala os principais importadores.

Já o compensado tropical, que perdeu mercado nos últimos anos, sobretudo em função da concorrência com a China, apresentou queda também em 2014 em relação ao ano anterior. O segmento de madeira serrada tropical acompanhou a tendência do compensado e o volume de exportação se manteve estável entre 2013 e 2014. No ano passado, foram exportados 376 mil metros cúbicos do produto, um número bastante reduzido frente aos resultados de seis anos atrás, que somavam mais de 1 milhão de metros cúbicos exportados.


Fonte: Painel Florestal



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