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18/05/2020

HORTICULTURA MOBILIZA O AGRO MINEIRO

Em 2018, apenas na comercialização de atacado nas centrais de abastecimento do País (Ceasas) os produtos mais movimentados foram: 4,08 milhões de t de tomate; 3,84 milhões de t de batata; 776 mil t de batata doce (2017); 120,9 mil t de alho; e 1,62 milhão de toneladas de cebola. No conjunto, a horticultura gera 7 milhões de ocupações diretas em 2,6 milhões de hectares cultivados nos estados produtores.

HORTICULTURA MOBILIZA O AGRO MINEIRO*
Em 2018, apenas na comercialização de atacado nas centrais de abastecimento do País (Ceasas) os produtos mais movimentados foram: 4,08 milhões de t de tomate; 3,84 milhões de t de batata; 776 mil t de batata doce (2017); 120,9 mil t de alho; e 1,62 milhão de toneladas de cebola.
No conjunto, a horticultura gera 7 milhões de ocupações diretas em 2,6 milhões de hectares cultivados nos estados produtores.
E mais, em 2018 os estados ofertaram 575,53 mil t de alface; 417,48 mil t de repolho; 119,84 mil t de couve; 64,61 mil t de brócolis (Horti&Fruit/2019). Além dessas ofertas nacionais, foram exportados US$ 2,33 milhões em tomates; US$ 3,42 milhões em cebolas; US$ 1,84 milhão em batata; US$ 3,64 milhões em batata doce; e US$ 21,29 milhões em ervilhas processadas ou US$ 32,52 milhões, com apenas alguns produtos hortícolas (Agrostat/Mapa).
Contudo, esse dinâmico agronegócio da horticultura brasileira atua mobilizando, multiplicando e demandando mercados, tecnologias, inovações, sistemas de transportes, agro industrialização, vendas in natura, redes de supermercados, com 89,7 mil lojas no Brasil (Abras/2018), programas municipais de abastecimento, feiras-livres, sacolões, entregas em domicílio.  
Somam-se ainda os restaurantes, bares, hotéis e pousadas, comida a quilo, hospitais, alimentação escolar, via (PNAE), lanchonetes, restaurantes populares, universitários, unidades militares, entre outros cenários de consumo, bem como os alinhados às exportações da horticultura. Segundo o IBGE/setembro de 2019; “O hábito de alimentação fora do domicílio foi muito expressivo nas áreas rurais, e saltou de 13,1% em 2003 para 24% em 2018, quase dobrou, enquanto nas áreas urbanas, no mesmo período, aumentou 8,2%.” Interessante, pois se configurava num hábito mais urbano!
Contudo, o coordenador estadual de horticultura da Emater-MG, “Georgeton Silveira, ressalta que essa lógica nacional se aplica também à horticultura mineira, que é o 2º polo brasileiro, depois de São Paulo, e atuando numa área de cultivos de 120 mil hectares (0,2% da área estadual); gerando 300 mil empregos diretos nos 430 municípios, e ofertando 3,5 milhões de toneladas de produtos hortícolas em 2019.”
A antiga Acar/Emater-MG desempenhou e desempenha uma histórica presença institucional nos avanços da horticultura e fruticultura mineiras, desde a década de 1950, quando a Acar lançou um programa de ‘Formação de hortas e pomares domésticos” visando a melhoria da nutrição humana no campo, entre outras ações pioneiras em Minas Gerais!
“Em nível nacional, Minas Gerais ocupa os 1ºs lugares na produção de alho, cenoura, batata e batata-baroa; e 3ºs lugares na produção de tomate e cebola. Em 2018; alho; 44,4 mil t, sendo Rio Paranaíba, com 19,2 mil t (1º lugar); cenoura; 313,8 mil t, Rio Paranaíba, 76,5 mil t (1º lugar); batata (2019), com 1,2 milhão de t e Perdizes, com 215,50 mil toneladas (1º lugar).
Em 2018, batata-baroa, com 67 mil t no País, e predomínio dos municípios de Ipuiúna (51% do PIB vem da agropecuária) e Espírito Santo do Dourado (46,6% do PIB), no Sul de Minas, com 4 mil hectares cultivados ou 1º lugar no Brasil, (Embrapa Hortaliças); a produção de cebola atingiu 189,30 mil t (3º lugar) e tendo Santa Juliana em 1º lugar, com 24 mil t. A produção de tomate foi de 539,6 mil t (3º lugar), e uma oferta de 76,5 mil toneladas em Araguari (1º lugar). Seapa
“Em 2019, dados revelam também que os maiores municípios produtores de alface, chuchu e pimentão são os seguintes; alface, Brumadinho, com 5,23 mil t; chuchu, Santa Bárbara do Leste, 5,60 mil t; e pimentão, Rio Manso, com 5,40 mil toneladas. Em maio de 2020, os três maiores produtores de mandioca de mesa; Uberlândia, com 28,8 mil t (1º lugar); Piedade das Gerais, 17,5 mil t (2º lugar); e Jaíba, 15,6 mil toneladas (Emater-MG).”
A horticultura mineira produz e oferta; abóbora, abobrinha, alface, almeirão, alho, batata, batata-baroa, batata-doce, berinjela, brócolis, beterraba, cebola, cebolinha, cenoura, chuchu, ervilha, jiló, moranga, pepino, pimenta, pimentão, repolho, salsa, salsinha, cebolinha, tomate de mesa e rasteiro.  
Entretanto, considerem-se igualmente os avanços havidos e por haver nos cultivos orgânicos e agroecológicos nos cenários das hortaliças, pois todos são alimentos saudáveis, nutritivos e indispensáveis à saúde humana, e a exigirem boas práticas sustentáveis e condicionadas aos recursos naturais, e à distribuição da renda per capita que estimula o consumo!
Dados indicam que em 2018 foram comercializados no Brasil cerca de R$ 4 bilhões com alimentos orgânicos, sendo as vendas em 64% na rede de supermercados, e 26% nas feiras orgânicas e agroecológicas (Organis/Sebrae). Em 2019, de acordo com a Associação Mineira de Supermercados (Amis), esse setor estratégico teve um faturamento bruto de R$ 37,3 bilhões; 7.314 lojas; assegurando 205.481 empregos formais.
Dados dos Censos Agropecuários na comparação de 2006 com o de 2017 mostram que o número de agricultores dedicados aos produtos orgânicos passou de 5.106 para 68.716 ou 1.245%, enquanto o Ministério da Agricultura revela que eles já ocupam 1,10 milhão de hectares no Brasil, crescendo o número de produtores orgânicos certificados.
Por outro lado, “Georgeton destaca também no mundo diversificado da horticultura mineira as denominadas “hortaliças não convencionais,” que são aquelas presentes em determinadas localidades e regiões, e que exercem uma grande influência na alimentação das populações tradicionais, com suas crenças seculares, hábitos, costumes e valores. São elas; araruta, azedinha, beldroega, bertalha, cansação, capiçoba, chuchu-de-vento, capuchinha, cará-do-ar, caruru, feijão-mangalô, jurubeba, ora-pró-nobis, taioba, serralha e vinagreira, entre outras, e que resultam da diversidade da horticultura estadual.”  
“Esses cenários abrangentes também por suas ofertas e singularidades envolvem; consumidores, inovações, recursos naturais, culinárias regionais, gestão para resultados, tomada de decisão dos horticultores, comunidades rurais e urbanas, extensionistas, pesquisadores, e ativa integração entre a Epamig, Emater-MG, Embrapa Hortaliças, e Universidade Federal de Viçosa (UFV), no que couber e for essencial.”
Por outro lado, tomando-se resumidamente como referência o conceito de agronegócio fundamentado por John Davis e Ray Goldberg (EUA/Harvard/1957), que se traduz num conjunto de atividades econômicas, depreende-se que o agronegócio está definitivamente dependente e associado aos mercados, indústria, agroindústria, comércio e serviços até chegar ao consumidor final, onde ele estiver; sistemas agroalimentares!
Portanto, sem alimentar exaustivas polêmicas, a horticultura inserida nos sistemas agroalimentares e nas exportações também seria, por definição, um agronegócio, seja ela praticada por horticultores familiares, médios e grandes empresários; menos excessos de formalidades conceituais e acadêmicas, e mais lucratividade para quem planta, cria, abastece e exporta! “A inovação não é apenas um instrumento de mudanças tecnológicas, mas também institucionais, sociais e econômicas (Marta Lustosa/MS/UFRJ).”
Uma informação geral; de janeiro a março de 2020 as exportações do agronegócio mineiro somaram US$ 1,7 bilhão, sendo liderados pelo café, com 53,6%, seguidos pelo complexo soja, 13,4%; e carnes, 11,9% ou 78,9% do total (Seapa). Fica uma pergunta destinada aos Centros de Inteligência: qual seria o futuro do agronegócio brasileiro e mundial, depois dessa pandemia virótica?
*Engenheiro agrônomo Benjamin Salles Duarte - maio de 2020.
 


Fonte: O Autor



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