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06/09/2013

Homem influenciou eventos climáticos extremos em 2012, diz estudo

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As mudanças climáticas provocadas pelo uso humano de combustíveis fósseis tiveram um papel em meia dúzia de eventos climáticos extremos no ano passado, informaram cientistas nesta quinta-feira (5).

Uma equipe de especialistas examinou 12 episódios climáticos extremos em 2012, de secas nos Estados Unidos e África a fortes chuvas em Europa, Austrália, China, Japão e Nova Zelândia.

Metade dos eventos selecionados demonstrou algum indício de terem sido piores do que o esperado, devido a elementos como água do mar ou temperaturas mais quentes, causados por emissões de gases estufa e aerossóis na atmosfera.

O relatório, intitulado “Explicando os Eventos Extremos de 2012 de uma Perspectiva Climática” (em uma tradução livre), foi publicado no Boletim da Sociedade Meteorológica Americana. O estudo, revisto por pares, incluiu 18 temas de pesquisa de todo o mundo.

“Todos os eventos extremos de 2012 considerados neste relatório, baseados nas análises dos autores, provavelmente teriam ocorrido independentemente das mudanças climáticas”, disse Thomas Karl, diretor do Centro de Dados Climáticos Nacionais da Agência Oceânica e Atmosférica Nacional (NOAA, na sigla em inglês).

O objetivo do esforço de pesquisa é compreender se eventos extremos são propensos a ocorrer mais frequentemente no futuro e “se a sua intensidade está mudando por causa de fatores naturais ou de mudanças causadas pelo homem”, disse Karl a jornalistas.

Segundo cientistas, a influência humana no clima pode ser em parte culpada pelas fortes chuvas na Austrália e na Nova Zelândia e na seca recorde de inverno no sudoeste da Europa.

No entanto, chuvas incomuns em China e Japão, ainda que extremas, não parecem ter tido um vínculo claro com as mudanças climáticas causadas pelo homem. Nem a seca de 2012 nos Estados Unidos parece ter sido influenciada pelas mudanças climáticas, embora o mesmo grupo de cientistas tenha reportado no ano passado que um clima severamente seco a partir de 2011 parece ter sido agravado pelo aquecimento global antropogênico.

A atribuição de eventos extremos é difícil porque as mudanças climáticas podem ser um fator contribuinte, mas não o único, afirmou Tom Peterson, principal cientista do Centro de Dados Climáticos da NOAA.

Se a variabilidade natural no clima puder ser comparada a motoristas que dirigem perigosamente ou ruas escorregadias, ele considerou que pisar fundo no acelerador é como o aumento na intensidade das chuvas e no nível do mar, que são causados pelo aquecimento global.

“Nós sabemos que o mundo está esquentando e a razão principal é a queima de combustíveis fósseis”, disse Peterson.

Um dos exemplos mais fortes da influência humana foi vista na incomum onda de calor registrada no leste dos Estados Unidos entre março e maio de 2012. A contribuição humana para o evento foi estimada em 35%, elevando o risco de ocorrer tão onda de calor em 12 vezes


Fonte: Ambiente Brasil



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Comentário(s) (5)


Reinaldo Nunes de Oliveira disse:

09/10/2013 às 14:07

Como sempre a mão do homem destruindo ele mesmo...

Paulo disse:

09/10/2013 às 11:59

Milhões de toneladas de CO2 enterrada a muito tempo atrás abaixo da crosta estão sendo retiradas, processadas, queimadas e liberadas na atmosfera. Soma-se a isso o contínuo desmatamento nas florestas, que são as principais fixadoras de CO2 da atmosfera, armazenando em sua biomassa.
Se o aumento do nivel de CO2 atmosférico acarreta em efeito estufa, aumentando a temp. do planeta, como tem gente que não "acredita" que o aquecimento global está ocorrendo?? Só pode ser muito conveniente ($$$) para essas pessoas...
Centenas de pesquisas indicam que está aquecendo e podemos constatar isto a todo instante, no nosso dia a dia...

Outra questão: as florestas funcionam como verdadeiras células solares, absorvendo a energia solar em suas folhas, para realizar seus processos biológicos, a simples retirada da cobertura vegetal (desmatamento) diminui a absorção da energia solar incidente ali (óbvio) e esta energia fica livre para aquecer o local, que é nesse planeta, aquecendo-o.

Células solares residenciais não vingam como bom negócio pois não pagam contas mensais aos governos ou suas empresas de fornecimento de energia...

Geraldo Pontes Ferreira Júnior disse:

02/10/2013 às 12:49

Mesmo que não se comprove cientificamente as relações sobre aquecimento e clima é notório que nos paises em desenvolvimento, nas grandes cidades, a qualidade do ar que respiramos é abaixo da média recomendada pela OMS. Falta política pública para a mobilidade urbana. Quem está acumulando capital com a venda indiscriminada de automóveis? Quando esta riqueza gerada as custas da nossa saúde vai ser compartilhada? A contra partida é adotar parques e jardins? É muito pouco pelo estrago causado!!! Besteira discutir as pesquisas, só não enxerga quem não quer!!

julio bh disse:

01/10/2013 às 18:47

Continuam tentando implantar esta mentira. O Dr Lovelok, Pai da teoria, já veio a público afirmar que sua pesquisa estava equivocada. Hoje deveríamos ter mais de 50 graus. Na verdade estamos entrando em um novo ciclo glacial. Mas isto não interessa aos ambientalistas. Interessa apenas impor tecnologias dita limpas que custam muito caro e com isto ganhar dinheiro...

756x65WK disse:

28/09/2013 às 15:49

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