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Avanço e Pesquisa

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10/05/2011

FTDE desenvolve sistema de carvão em circuito fechado

Além de reduzir em mais de 60% as emissões de gases de efeito estufa em relação às técnicas hoje empregadas, o novo sistema permite o reaproveitamento dos resíduos do processo.

A Fundação para o Desenvolvimento Tecnológico da Engenharia (FTDE), instituto de pesquisa aplicada fundado por professores da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP), desenvolveu um sistema de produção de carvão vegetal mais limpo, em circuito fechado.

Além de reduzir em mais de 60% as emissões de gases de efeito estufa em relação às técnicas hoje empregadas, o novo sistema permite o reaproveitamento dos resíduos do processo, que podem ser refinados e dar origem a produtos químicos com amplo uso na indústria, como alcatrão, ácido acético e metanol.

No interior do País, o processo mais comum de produção de carvão é por meio dos fornos conhecidos como "rabo quente" - bastante poluentes, que liberam na atmosfera todos os gases da queima do carvão.

No sistema desenvolvido pela FTDE, a transformação da lenha em carvão é feita na unidade de carvoejamento, que consiste em fornos onde a queima da lenha é feita sem a presença de oxigênio, com captação dos gases oriundos da queima.

Depois, parte desses gases é utilizada para alimentar geradores na própria fábrica e outra parte alimenta uma unidade química, responsável pela transformação dos resíduos em produtos químicos.

Outro benefício do sistema é que ele pode produzir carvão de outros tipos de matéria-prima, além da lenha. "O processo é versátil. É possível utilizar resíduos como casca de arroz, pó de serraria, capim, biomassa de cana-de-açúcar", diz Nilton Nunes Toledo, diretor da FTDE.

Toledo explica que a tecnologia pode ser grande aliada das indústrias siderúrgicas, que utilizam o carvão vegetal como insumo básico da produção de aço e hoje precisam reduzir suas emissões de gases-estufa.

A unidade-piloto que testará o sistema em escala comercial está prevista para ser construída na região do Vale do Ribeira, sul do Estado. Mas faltam recursos para colocá-la em operação, pois o projeto está desde o ano passado em análise pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Novos padrões. Os problemas na cadeia de produção do carvão vegetal no Brasil levaram o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) a solicitar a criação de uma norma de boas práticas para a produção de carvão vegetal. De acordo com a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), encarregada da formulação dos padrões, o objetivo é oferecer parâmetros mais sustentáveis para a matéria-prima, o processo de carbonização e para a qualidade do carvão.


Fonte: Sindicarv



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Comentário(s) (9)


Virginio Pampanelli disse:

21/06/2013 às 11:23


A produção de carvão vegetal em retortas já é uma realidade. Já existem empresas trabalhando com esse processo na Europa, Austrália e China. É um processo limpo em que todos os subprodutos são aproveitados no processo de carbonização. Precisamos de incentivos para que nossos produtores possam migrar do processo primitivo de fornos para as retortas.

Lui\ Eugenio Casagrande disse:

17/10/2011 às 08:25

O custo benefício na separação do acido acético e do metanol da água no seu projeto é rentável?

joão Alberto disse:

11/10/2011 às 20:54

Amigos,
A extinta FLORASA, em 1978, já fazia pesquisas nesta área. Em 1979, quando me afastei da mesma, já produzia, principalmente, o alcatrão e o metanol a partir do carvoejamento do eucalipto, em Acesita-MG.
Com relação aos fornos "rabo quente", tenho conhecimento, de que a W. Martins fez alguns experimentos com outros tipos, inclusive móveis (de aço) e não conseguiu a mesma eficiência (custo/benefício).
Sds.

vilma disse:

26/07/2011 às 11:24

moro em rondonia tenho uma carvoaria sou licenciada pelo ibama tenho nota estou legalizada faço carvao com residuos da serraria e posso comprar lenha de aproveitament de fazenda mas queria entrar em contato com comprador e tambem comvendedor de forno movel

celso disse:

05/06/2011 às 09:19

Gostaria de receber mais informacoes sobre este processo.
tenho interesse na producao de carvao a partir de capim elefante.
Att
Celso

Renato Ariboni-Biologo disse:

24/05/2011 às 10:40

Este processo já é conhecido, é ecologicamente correto, sustentável.
PORÉM, como sempre, faltam incentivos financeiros para a implantação efetiva destes projetos.

Geraldo Dias disse:

23/05/2011 às 16:44

Desde muito tempo venho lendo a respeito de produçao de carvão que não seja atraves destes fornos convecionais,principalmente o chamado rabo quente; sei que é um desperdicio de energia trabalhar com eles mas assim como a EMBRAPa tem arrumado soluçoes para criação de gado, agricultura, parece que o governo despreza este segmento, uma coisa que seja pratica e com custo beneficio razoavel para o pequeno e medio reflorestador que faz carvão que é uma forma de energia renovavel sem contar as varias substancias que se perdem alem da perda de conversão lenha/carvão.

J. David Ferreira disse:

20/05/2011 às 19:54

Gostaríamos de nos inteirar dos detalhes das pesquisas e do projeto/processo industrial; porque estamos buscando soluções tecnológicas para nossa Empresa "BERSA BRASIL ENERGIA RENOVÁVEIS S/A" , localizada em Belém do Pará; com objetivos na produção de BIOCARVÂO de BIOMASSA para o Polo Siderúrgico do Pará; como também visando o Mercado Externo.

WAGNER LUIZ DE SENA disse:

11/05/2011 às 08:56

Senhores,
Tenho uma pequena plantação de eucalípto (aprox. 70.000 pés) e gostaria de receber, se possível, projetos de fornos de carvão onde possa melhorar o rendimento e obedecendo as boas práticas para a produção.

Desde já agradeço pela atenção,

Wagner Sena

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