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13/08/2014

Florestas energéticas: análise técnica e econômica

Tese apresentada à Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho" de autoria de Ailton Jesus Dinardi, relata sobre a Viabilidade técnica e econômica de povoamentos de Eucalyptus spp.sob diferentes espaçamentos visando a produção de biomassa para energia.

Ilustrativa - Google
A  produção  de  energia  elétrica  a  partir  dabiomassa se dá essencialmente pelo aproveitamentode resíduos (de cultivo ou de processos industriais).Apesar de ser uma fonte alternativa de energia e umasolução  para  problemas  ambientais,  devido  àdestinação  dos  resíduos,  este  modelo  apresentaalgumas  limitações,  como  heterogeneidade  domaterial,  baixa  densidade  energética  espacial,redução  da  fertilidade  do  solo  e  as  questõesrelacionadas à demanda x oferta. No Brasil, no finaldo  século  XX,  surgiu  o  conceito  de  “Florestasenergéticas”, que são plantações com grande númerode árvores por hectare, material genético selecionado, espaçamento reduzido e ciclo curto, ou seja,florestas com maior produção de biomassa por área em menor espaço de tempo.
As principais questões relacionadas à implantação de florestas energéticas diz respeito a suaviabilidade econômica e ambiental.  Neste  contexto,  têm-se a hipótese de que a  implantação dereflorestamentos comerciais com espécies do gênero Eucalyptus pode ser uma alternativa técnica eeconomicamente viável em rotações de curta duração. Nesse sentido,  o objetivo principal destetrabalho,  realizado  pela  Faculdade  de  Ciências  Agronômicas  da  Universidade  Estadual  Paulista“Júlio  de  Mesquita Filho”, foi  analisar  esta  hipótese,  com  fins  energéticos  sob  diferentesespaçamentos, até os 36 meses de idade, na região centro oeste do Estado de São Paulo. O experimento foi implantado em outubro de 2009, sendo um fatorial 5 x 4 (5 espaçamentose 4 materiais genéticos). Os resultados demonstraram que os diferentes espaçamentos influenciaramno  desenvolvimento  em  diâmetro,  altura  e  na  porcentagem  de  sobrevivência  das  plantas,proporcionando diferenças no volume de madeira produzido. Quanto à qualidade da madeira,  adensidade básica foi influenciada pelos materiais genéticos (clones); a porcentagem de casca não foiinfluenciada  pelos  clones  e  nem  pelos  espaçamentos  e  o  poder  calorífico  superior  apresentouvariação em função dos diferentes materiais genéticos, tanto para o lenho, quanto para a casca.
Em função do alto custo de implantação da floresta, ocasionado principalmente pelo preçoda terra  na região de Bauru e  pelo custo das  mudas de  Eucalyptus spp.,  todos os tratamentos,mostraram-se inviáveis em primeira rotação pelos indicadores econômicos VPL, TIR e VET. Pode-se  concluir  que  há  diferenças  significativas  no  desenvolvimento  das  florestas  em  função  dainteração entre materiais genéticos e espaçamentos, e mesmo produzindo maior volume de madeirapor área, os tratamentos mais adensados são os menos viáveis economicamente.

Fonte: http://www.bibliotecaflorestal.ufv.br/handle/123456789/9500



Fonte: Biblioteca Digital Florestal



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