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14/07/2011

Exportações agrícolas

Recentemente, a balança comercial acumula déficits elevados que têm sido compensados pela entrada de capitais, estes atraídos pelas altas taxas de juros prevalecentes entre nós, as quais inibem os investimentos e pressionam para baixo a taxa de câmbio. Este caminho é inadequado e não oferece segurança. Não pode perdurar.

A política macroeconômica tem vários instrumentos para cuidar deste problema. Entre eles destacam-se as exportações de produtos da agricultura. Estes produtos gastam, para serem produzidos, bem menos dólar por unidade, e, por isto, proporcionam o maior saldo por unidade exportada. Dos US$153 bilhões que exportamos em 2009, 42,3% vieram do agronegócio, sendo o saldo de US$ 60 bilhões.
 
É comum ouvir-se que a maior participação da agricultura nas exportações totais é volta ao passado, sinal de involução e de atraso. De fato, ainda nos primórdios da década de 70, as exportações da agricultura derivavam de uma tecnologia baseada nos insumos terra e trabalho: ambos muito primitivos. Assim a agricultura não exportava modernidade. Exportava a tradição e o trabalho mal remunerado, seja porque sem treinamento e seja por injunções do mercado.
 
A agricultura tradicional ainda existe entre nós, sem expressão, é verdade, em forte declínio. Responde por menos de 11% da produção (Alves e Rocha, 2010). No seu lugar, prevalece a forte integração da agricultura com a indústria, aquela que fabrica insumos, como máquinas, equipamentos, químicos, sementes, processa a produção, armazena e transporta.
 
Assim, quando o produto chega à boca do consumidor, que vive em qualquer um da centena de países para os quais se exporta, muito pequena parcela do custo total é devida aos trabalhadores sem treinamento e à terra que não foi melhorada pela tecnologia. Até o nível da porteira da fazenda, do custo total apenas 20% se deve à terra, ainda primitiva, e à mão-de-obra sem treinamento.
 
Outra faceta do argumento de que estamos voltando ao passado é que as exportações agrícolas não cristalizam ciência de ponta gerada no Brasil. A expressão é ambígua, porque afinal de contas que é ciência de ponta? Mas, o conceito, apesar de vago, carrega conteúdo intuitivo. Mas, como dirimir esta questão?
 
Do lado da oferta, as ciências agrárias brasileira sempre acompanharam e ombrearam-se com os centros avançadas. Aí estão o Instituto Agronômico de Campinas, o desenvolvimento da genética, a ciência dos solos, melhoramento de plantas, controle integrados de pragas e doenças, onde a criatividade dos brasileiros pontificou-se sozinha ou em aliança com pesquisadores estrangeiros.
 
Em tempos recentes é respeitável o investimento do governo em ciências agrárias, nas universidades, nos institutos de pesquisa e na Embrapa, esta com o orçamento, em 2010, de um bilhão de dólares. As áreas de ponta, como biologia avançada, agricultura de precisão, nanotecnologia, monitoramento para fins de meio ambiente e aquecimento global, têm investimentos crescentes. Saliente-se ainda que o casamento com a iniciativa particular e a associação com os centros avançados de pesquisa, do exterior, são pontos focais da estratégia de pesquisa. Assim do lado da oferta, praticamos e estamos aliados à pesquisa de ponta.
 
A pesquisa cria três produtos, a saber, pesquisadores mais bem treinados, tecnologias cristalizadas em insumos e produtos, e conhecimentos. Os agricultores e a indústria modificam e aperfeiçoam o que foi criado. Contudo, o objetivo central é produzir produtos mais baratos, de qualidade, e que aumentem o conforto dos consumidores e trabalhadores. Neste aspecto a agricultura brasileira tem desempenho marcante, como demonstram a queda de preço da cesta básica (Alves, Souza, Brandão, 2010) e o crescimento da produtividade do trabalho e da terra (Gasques, Bastos e Bacchi, 2009) . Estes avanços estão cristalizados nos grãos, nas carnes e nos produtos florestais que exportamos. Exporta-se, assim, modernidade e não a tradição como alguns argumentam.
 
Referências
Alves, Eliseu, Souza, Geraldo da Silva e Brandão, Antônio Salazar P. Porque caíram os preços da cesta básica? (Marlene, você tem os dados para completar a citação)
 
Alves, Eliseu e Rocha, Daniela Paula Ganhar tempo é possível? MAPA/AGE, março de 2010.
 
Gasques, José Garcia, Bastos, Eliana Teles e Bacchi, Mirian R. P. Produtividade e fontes de crescimento da agricultura. MAPA/AGE, março de 2010.
 


Fonte: REVISTA de POLÍCA AGRÍCOLA



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Comentário(s) (2)


Mario Ramos Vilela disse:

20/07/2011 às 19:58

Explicitar o Autor do artigo: Eliseu Alves, Pesquisador da EMBRAPA

Mário Ramos Vilela disse:

20/07/2011 às 10:07

Não ficou explícito quem é o autor do Artigo, que, em boa hora -porque atualíisimo - o ciflorestas resolveu repercutir.

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