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24/04/2013

Etanol 2G produzido nacionalmente estará disponível no mercado a partir de 2016

Processo tecnológico para desenvolvimento do combustível gera ponto de encontro entre setor florestal e canavieiro

Foto: Google

Em janeiro desse ano, o CTC (Centro de Tecnologia Canavieira) assinou contrato com a Usina São Manuel, no interior de São Paulo, para a construção da planta de demonstração de Etanol de Segunda Geração, o E2G, também conhecido por etanol celulósico, já que é feito a partir de biomassa, ou seja, o bagaço e a palha da cana.

Esse aproveitamento dos subprodutos das atividades agrícolas soluciona a questão da destinação final da biomassa, que antes representava um desafio ambiental para os produtores. Agora, com o avanço na pesquisa, o processo enzimático possibilita a produção de combustível, do que antes não servia nem mesmo para alimentação do setor da pecuária, por exemplo.

No Brasil, as pesquisas para produção do E2G têm sido desenvolvidas desde 2007, pelo CTC, em Piracicaba. O Centro Tecnológico conta com parceiros nesses estudos, segundo Robson Freitas, diretor de negócios e novas tecnologias do CTC. “A fase de detalhamento da engenharia do projeto foi realizada em parceria com a Pöyry Engenharia. Já os principais equipamentos da planta já foram selecionados e desenvolvidos por meio de outra parceria, com a empresa austríaca Andritz”, anuncia.

Esse é o primeiro sinal do ponto de encontro que pode se firmar entre o setor florestal e canavieiro, já que as duas parceiras do CTC, atuam também no setor florestal.

Cléber Gonçalves Aguiar, consultor de processos da Usina São Manuel, explica que essa sinergia entre os dois setores está nas rotas tecnológicas de obtenção do etanol celulósico, mas destaca o potencial que a biomassa da cana representa. “A vantagem da biomassa proveniente da cana, é que ela está intrinsicamente presente na atividade sucroenergética”, declara Aguiar. “É uma matéria-prima disponibilizada em grande escala e in loco nas usinas existentes, já as outras matérias-primas de origem vegetal, não possuem essa vantagem tão consolidada”, explica o consultor.

No CTC, o engenheiro mecânico e gerente de produtos, Oswaldo Godoy, tem uma visão ainda mais detalhada no que tange ao ponto comum do setor florestal e canavieiro. Godoy já trabalhou no setor de celulose e afirma que o potencial de produção de biocombustíveis, no Brasil, a partir da biomassa, é muito grande, mas para desenvolvê-lo em sua totalidade, seriam necessários mais investimentos em pesquisa e desenvolvimento de equipamentos. “Poderia ser criado um Comitê de Unificação de Tecnologia entre o setor florestal e o canavieiro”, sugere Godoy. “Isso geraria um potencial de produção de combustível praticamente no ano todo, já que os resíduos da biomassa florestal poderiam ser aproveitados na produção de etanol celulósico com o bagaço da cana, compensando a falta da matéria-prima durante a sazonalidade da cana”. O engenheiro explica que essa ação criaria um programa ousado, a partir da geração integrada de biomassa. Ele complementa que as características climáticas do Brasil e a abundância do sol na produção agrícola proporcionam um cenário ideal e único para o desenvolvimento de um programa nacional de produção de um combustível avançado e extremamente adequado a condições ambientais corretas.

Investimentos

Com relação ao financiamento dessa ação do CTC, inicialmente, as pesquisas foram custeadas com recursos próprios, mas o projeto em São Manuel contará com parte dos R$ 350 milhões, provindos do Projeto PAISS (Plano Conjunto de Apoio à Inovação Tecnológica Industrial dos Setores Sucroenergético e Sucroquímico), com financiamento do BNDES e da FINEP. Assim, o CTC figura como pesquisador protagonista e articulador junto ao poder público e a Usina disponibiliza o espaço e infraestrutura para a concretização da produção em maior escala.

O E2G avança, em passos mais firmes, da fase de pesquisa para a demonstração. O combustível produzido nacionalmente deve estar disponível no mercado a partir de 2016. “O projeto do CTC tem dois grandes diferenciais: ter sido desenvolvido especificamente para a biomassa (bagaço e palha) da cana-de-açúcar e ser totalmente integrado com a produção de etanol primeira geração já existente na usina”, afirma Gustavo Teixeira Leite, CEO do CTC. “Dessa forma, o investimento necessário é bem menor, assim como o custo de produção do etanol de segunda geração”, destaca o CEO.

O diretor-presidente da Usina São Manuel, Carlos Dinucci, destaca que a parceria é um sinônimo de inovação e avanço do setor sucroalcooleiro no Brasil. “Para nós significa muito poder estar presente no projeto que desenvolverá uma tecnologia disruptiva para o mercado brasileiro”, declara Dinucci.


Fonte: Painel Florestal



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