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15/11/2011

Estudo alerta para o baixo crescimento da oferta de florestas plantadas: Até 2020 o déficit de área de florestas plantadas será da ordem de 2,3 milhões de hectares

Um setor cujo valor bruto da produção alcança quase R$ 52 bilhões - o equivalente a 17% da produção agrícola brasileira, a silvicultura tem se transformado em uma economia de mercado no País. Vem recebendo investimentos expressivos e apresenta potencial agressivo de crescimento, tanto em função da demanda do setor de celulose e papel, quanto dos segmentos de painéis reconstituídos, biomassa e carvão.

Foto: Google

 Um setor cujo valor bruto da produção alcança quase R$ 52 bilhões - o equivalente a 17% da produção agrícola brasileira, a silvicultura tem se transformado em uma economia de mercado no País. Vem recebendo investimentos expressivos e apresenta potencial agressivo de crescimento, tanto em função da demanda do setor de celulose e papel, quanto dos segmentos de painéis reconstituídos, biomassa e carvão. 

Contudo, o ritmo de crescimento da produção florestal não deverá ser suficiente para atender a demanda, destacadamente da parte da indústria de celulose e papel. O alerta foi feito por Jefferson Bueno Mendes, presidente da Pöyry Silviconsult, maior empresa de consultoria especializada em negócios florestais.

Trabalhando em conjunto com todos os players do setor florestal brasileiro, com soluções nas áreas de gestão florestal, posicionamento socioambiental e inteligência de mercado, a Pöyry Silviconsult apresentou um estudo aos executivos do setor comparando a evolução da oferta de madeira proveniente de florestas plantadas com as projeções de crescimento da demanda das indústrias de base florestal. 

Em síntese, para atender o crescimento previsto das indústrias de papel e celulose, painéis reconstituídos, biomassa, carvão, madeira serrada e laminados, o estudo aponta para um déficit mínimo da ordem de 1,3 milhão de hectares plantados até 2020. Especificamente em relação ao setor de papel e celulose, espera-se uma produção adicional da ordem de aproximadamente 10 milhões de toneladas de celulose, volume inclusive inferior aos projetos já anunciados, que somam 17 milhões de toneladas/ano de celulose até 2020. Caso todos os projetos sejam implantados, o déficit de área plantada será da ordem de 2,3 milhões de hectares.

"Hoje há um risco de uma dissociação regional entre oferta e demanda, ou seja, um descompasso entre a previsão de plantio de florestas e os projetos industriais em andamento e já anunciados, além da demanda prevista em outros setores", destacou Jefferson Bueno Mendes. Ele lembrou que a indústria de celulose é responsável por absorver 37,5% da produção de madeira, mas outros setores estão em expansão.

A demanda por painéis reconstituídos, por exemplo, cresce aproximadamente 10% ao ano e até 2017 deverá ampliar sua capacidade de produção em 3,8 milhões de toneladas, inclusive substituindo em parte os produtos serrados e compensados, cujo consumo vem acompanhando apenas a evolução do PIB.

Já a biomassa florestal -- um mercado emergente no Brasil e no exterior, e que desponta com grande potencial como fonte de energia renovável -- também deverá ampliar a demanda por madeira proveniente de florestas plantadas, crescendo no mínimo 3,5% ao ano. Há ainda o segmento de carvão, que atualmente absorve 10% da madeira produzida. Embora seja ainda um mercado em estruturação, a tendência também é de consumo crescente, aproximadamente 6% ao ano até 2020.

"Para dar sustentação ao seu próprio crescimento acelerado, a agroindústria tem uma demanda cada vez maior", lembrou o presidente da Pöyry Silviconsult, ao ressaltar a necessidade de expansão das florestas plantadas.

As regiões que concentram atualmente os ativos florestais não têm capacidade expressiva de ampliação da área plantada -- caso das regiões Sul e Sudeste, que representam 75% da produção florestal. Para compensar esse problema, as regiões Norte, Centro-Oeste e Nordeste começam a despontar como alternativas.

Há, portanto, diversas oportunidades de mercado, não só no contexto nacional, mas também no internacional, com a Europa migrando cada vez mais para uma energia verde. Em contrapartida, questões como o novo projeto de lei que restringe a compra de terras por estrangeiros, podem impactar este mercado.

O presidente do Grupo Pöyry, Marcelo Cordaro, observa que é necessário não só ampliar a produção florestal, mas também promover a gestão da produtividade. "Quando se observa a curva de custos, constata-se que não dá mais para contar apenas com a vantagem natural brasileira", complementou Cordaro.

ASSOCIAÇÃO DE SUCESSO

Pöyry Silviconsult é resultado da associação do Grupo Pöyry - multinacional finlandesa de consultoria e serviços de engenharia - e da Silviconsult, segunda maior empresa brasileira de consultoria para empresas de base florestal do Brasil, sediada em Curitiba, no Paraná. Há 21 anos no mercado, e contando com uma equipe de especialistas com larga experiência na iniciativa privada, a empresa oferece soluções sustentáveis para negócios florestais, gestão socioambiental e inteligência de mercado. Juntamente com a Pöyry Tecnologia, oferece soluções globais e sustentáveis para toda a cadeia produtiva do setor florestal.


Fonte: www.silviconsult.com.br



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