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03/03/2016

Especial: Logística Reversa por Renato Binoto*

No fluxo reverso, Papel vira papel. Nos bastidores, precisamos de menos papelão

Foto ilustrativa - Google
 O brasileiro ainda encara o fluxo reverso apenas como obrigatoriedade ambiental. Por outro lado, já podemos acompanhar a evolução entre vários países que do fluxo reverso e estrutura de trabalho correta, fazem da reciclagem e reuso um grande diferencial competitivo, gerando empregos e, consequentemente, a minimização ou mesmo em alguns casos a eliminação do impacto ambiental.

O que mais pesa na balança brasileira é o potencial de alguns materiais que possuem economia circular, e os mesmos não são aproveitados como deveriam, ou seja, ao invés da reciclagem e reuso, vão para aterro sanitário, ou mesmo para lixões a céu aberto, o que ainda é uma realidade brasileira. Em muitos dos casos, devido à falta de beneficiamento fiscal e fluxo de coleta para indústria, por mais que se colete todo resíduo gerado pela sociedade e indústria, não teríamos indústrias de transformação para absorção deste material gerado. Afinal, sem beneficiamento fiscal e estrutura de coleta adequada, não se viabiliza o reciclo ou reuso devido ao custo de coleta, transformação e taxa de imposto. Ou seja, o empresário do setor fica sem margem de lucratividade para atuar.

Em se tratando do potencial sobre o papel, é o que acontece. Segundo dados da Associação Nacional de Aparistas de Papel – ANAP, esse material possui um grande potencial de fluxo reverso, sendo: papéis, cartões, cartolinas e papelões, provenientes de rebarbas e artefatos desses materiais, de pré ou de pós-consumo. Essas rebarbas e artefatos são gerados principalmente por atividades industriais e comerciais diversas. Em menor quantidade, têm origem em residências e outros locais e possuem vantagens competitivas quanto às fibras virgens, como preço médio menor, garantia de disponibilidade em tempos de escassez de celulose e economia do volume da matéria-prima principal. Porém, em se tratando de viabilidade de coleta e transformação, é o que impacta o travamento do setor.

No ato do reciclo, a economia detectada é a de energia elétrica. Na produção de uma tonelada de papel virgem, incluindo o processo de transformação da madeira em polpa celulósica, o consumo é de 7600 quilowatts, enquanto que na produção de uma tonelada de papel reciclado o consumo é de 480 quilowatts, ou seja, há uma economia de 7120 quilowatts, que corresponde a 93,7%. Economia mais do que expressiva. Registre-se também a economia no uso de água e produtos químicos (não utilizados no processo) para transformar o papel e aparas pós-consumo em fibra reciclada, por meio do hidrapulper, uma espécie de liquidificador industrial.

Entretanto, o preço do papel reciclado, como de qualquer outro produto fabricado através de materiais reciclados, não se forma apenas pelo preço da matéria-prima, mas também pela coleta, impostos, mão de obra e reprocesso. Estamos vivendo um momento interessante no Brasil, em se tratando da Lei 12305 – Politica Nacional de Resíduos Sólidos, que nos traz a responsabilidade compartilhada e consequentemente os acordos setoriais, onde um dos mesmos é sobre obrigatoriedade de coleta de embalagens, logicamente se enquadrando papel.

Por outro lado, cabe ao setor da indústria discutir as tratativas legais em se tratando de coleta e beneficiamento para reciclagem e reuso com isenção fiscal para viabilidade do ciclo de coleta. Uma cadeia reversa de pós-consumo só se torna viável com integração entre sociedade, organização pública e indústria.

*Renato Binoto é Especialista em Logística Reversa, professor do MBA Executivo em Logística de Distribuição e Produção do Instituto de Pós-Graduação e Graduação (IPOG), ipog.edu.br.


Fonte: Por ARTIGO ESPECIAL DO SETOR - CELULOSE ONLINE



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