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29/05/2017

Entenda os ganhos de produtividades no campo



Os ganhos de produtividades médias nas culturas e criações, por unidade de área cultivada e por unidade animal, sejam os rebanhos de pequenos e grandes animais, resultam de uma conjunção de variáveis que se associam, numa perspectiva de tempo, entre as quais se podem alinhar; mercados estimulantes, interno e externo, distribuição para melhor da renda per capita, acesso às inovações tecnológicas geradas pela pesquisa agropecuária, gestão mais eficiente dos estabelecimentos rurais, relações de trocas, rentabilidade econômica, maior rendimento operacional das máquinas e equipamentos agrícolas, e regular distribuição das chuvas, pois o Brasil irriga apenas 6,5 milhões de hectares, sendo que foram cultivados 60,1 milhões de hectares na safra agrícola 2016/17 (Conab/7º Levantamento).
Portanto, depreende-se, sem muito esforço dedutivo, que o conceito de produtividade é muito mais amplo do que os dados de produtividades, em si mesmos, e que transitam também nas relações insumos versus produtos. Além disso, os ganhos de produtividade têm um limite que transcende o fato físico e estabelece os pontos de inflexão em que os presumíveis ganhos econômicos começam a perder força e podem se elevar os custos operacionais ou de produção. A Lei dos rendimentos decrescentes explica esses eventos com profundidade.
Nem sempre uma produtividade média de 12 mil quilos de milho por hectare é a mais rentável para quem planta e em função das condicionantes convergentes nas regiões produtoras, que determinam a tomada de decisão dos produtores rurais, que é conjuntural num mercado pendular. Desde a década de 1970, pois antes o Brasil importava alimentos, que a produtividade agropecuária reduziu a abertura de novas áreas agrícolas em milhões de hectares nos últimos 50 anos e reafirma que os ganhos crescentes das safras agrícolas brasileiras, com base o Censo Agropecuário de 2006, foram devidos em 68% à adoção de tecnologias, 22% à mão de obra qualificada, e apenas 10% relativos ao fator terra (Embrapa).
Comparando-se a safra agrícola brasileira de 1975 com a de 2017, a área cultivada cresceu 137,3%, a produção 682,0%, e a produtividade média de grãos 198,2%, segundo Eliseu Alves, da Embrapa. Se a produtividade média fosse a havida em 1975, de apenas 1.310 quilos por hectare, para se colher 224,5 milhões de toneladas em 2017 a área exigida seria de 171,3 milhões de hectares e não os 58,5 milhões de hectares à data da pesquisa de Alves, ou seja, três vezes mais.
Numa dimensão de grandeza comparativa, foram poupados 112,8 milhões de hectares cultivados, reduzindo substantivamente as pressões hercúleas sobre os recursos naturais e a biodiversidade, o que cobriria um território adicional equivalente a 25,6 vezes maior que o Estado do Rio de Janeiro ou 1,92 vezes superior a Minas Gerais, e 3.418 vezes o município de Belo Horizonte. Destaque-se também a agricultura de baixa emissão de carbono (ABC) em que, numa mesma área, degradada ou não, pode-se conciliar grãos, pastagens, eucaliptos e outras tecnologias apropriadas e pactuadas com os empreendedores rurais.
A prática, não rara, de “demonizar” a agropecuária implica em perguntar como alimentar os atuais 7,3 bilhões de habitantes desse planeta Terra e com estimativa de 9,3 bilhões em 2050, ou mais 2 bilhões de habitantes nos próximos 33 anos, tempo curto, incluídos 785 milhões de famintos (ONU/FAO)? É preciso exercitar a razoabilidade e corrigir o que estiver fora do eixo à luz da ciência e da tecnologia.
Registre-se também e novamente, que o sistema florestal brasileiro assegura 4,23 milhões de empregos, sendo 378.640 em 400 municípios mineiros (AMS-2015). Em 2016, o Brasil exportou US$ 10,2 bilhões em produtos florestais (Seapa). Sinergia econômica nas paisagens rurais e seus desdobramentos nos sistemas produtivos nos mercados interno e externo. De janeiro a abril de 2017, as vendas externas do agronegócio brasileiro atingiram US$ 29 bilhões ou 42,6% das exportações totais do Brasil, e um superávit acumulado de US$ 24,2 bilhões (CNA/Mdic).
 Pesquisa desenvolvida pelo Departamento de Agricultura dos EUA, que são o maior produtor de alimentos do mundo, revelou que o Brasil é um dos países em que a produtividade mais cresceu. De 2006 a 2010, o rendimento da agropecuária aumentou 4,28% ao ano no Brasil, seguido pela China (3,25%), Chile (3,08%), Japão (2,86%), Argentina (2,7%), Indonésia (2,62%), EUA (1,93%) e México (1,46%). Entre 1975 e 2015, foi de 3,58% ao ano, com destaque para a década de 2000 e cuja média anual brasileira atingiu 4,08% (EUA/MAPA). Ganhos de produtividades são essenciais também na fruticultura, horticultura, olivicultura (azeite), pecuária e nos sistemas florestais.
Minas Gerais segue a mesma lógica brasileira dos ganhos na produção agrícola que, na safra de 2016/17, pode chegar aos 14,1 milhões de toneladas de grãos, um recorde histórico (Conab/Seapa). Comparando-se a safra mineira de 2002/03 com a de 2015/16, a área cresceu 17,8%; produtividade, 19,2%; e a produção, 34,0%; com perspectivas de 14,1 milhões de toneladas em 2017, o que, comparando-se com a safra de 2002/03, avançaria 60,2% na oferta de grãos (Conab/Seapa).
No caso do Mato Grosso do Sul, ainda segundo a Conab/7º Levantamento, na safra agrícola 2016/17 houve um crescimento de apenas 3,4% na área cultivada, o que é muito bom, a produtividade média por hectare avançou 23,7% e a produção 27,8% ao passar de 13,7 milhões de toneladas (2016) para 17,6 milhões (2017). Mercados e a adoção de tecnologias explicam esse desempenho e novos dados podem variar até os levantamentos finais.
Esses grãos estão alinhados com a alimentação humana e a dos rebanhos de pequenos e grandes animais, dão suporte às agroindústrias, abastecem o mercado interno, garantem as exportações do agronegócio e geram milhares de empregos nos sistemas agroalimentares, sendo que no Mato Grosso responde o agronegócio por 51,0% do PIB estadual. Se não fosse o desempenho histórico da agropecuária, reconhecido internacionalmente, o Brasil poderia estar colecionando uma crise socioeconômica mais aquecida ainda pela inflação dos alimentos, o que comprometeria as metas econômicas do governo federal.


Fonte: Benjamin Salles Duarte - Engenheiro Agrônomo



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