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18/08/2015

Efeito do maquinário de colheita florestal na compactação do solo

Dissertação apresentada à Universidade Federal de Lavras, de autoria de Maria Luiza de Carvalho Andrade, relata sobre o Efeito do maquinário de colheita florestal na compactação do solo

O setor de celulose e papel contribui com uma parcela importante para a economia brasileira. Em 2012, o valor de suas exportações foi igual a US$ 6,7 bilhões, proporcionando a manutenção de mais de 750 mil empregos diretos e indiretos e o pagamento de 3,5 bilhões de impostos  (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE CELULOSE E PAPEL - BRACELPA, 2011).
             O Brasil destaca-se entre os maiores produtores mundiais de celulose e papel. Esta notoriedade está associada à alta produtividade das florestas plantadas de eucalipto, que advém das condições locais favoráveis de clima e solo e dos investimentos em melhoramento genético e em tecnologia de silvicultura  (ANUÁRIO..., 2012).
             Em virtude da crescente demanda no setor de papel e celulose, à posição de destaque do Brasil no cenário mundial e às exigências de mercado, é fundamental que a sustentabilidade faça parte da estratégia das empresas de exploração florestal em todo o ciclo de produção. Contudo, com a intensificação das operações de colheita florestal mecanizada, iniciada na década de 1990, as empresas brasileiras adotaram um sistema de colheita totalmente mecanizado em substituição à colheita manual ou semimecanizada (LEONELLO; GONCALVES; FENNER, 2012), comprometendo a sustentabilidade do solo, uma vez que essas operações envolvem o tráfego intenso e pesado de máquinas sobre o solo podendo causar a compactação.
            Com a finalidade de alcançar um sistema produtivo sustentável no que se refere à colheita florestal, é imprescindível a avaliação e monitoramento dos atributos físicos e mecânicos do solo, a fim de mitigar a degradação estrutural, pela utilização dos modelos de capacidade de suporte de carga dos solos, por ser uma ferramenta preventiva à compactação do solo.
            Com isto, este estudo foi realizado com os objetivos de: i) desenvolver modelos de capacidade de suporte de carga (MCSC) para os horizontes BA e B das seguintes classes de solo: Argissolo Amarelo (PA07), Argissolo Amarelo (PA09 - com mosqueado), Argissolo Amarelo (PA11) e Espodossolo (P4), e identificar as classes e horizontes mais resistentes e mais suscetíveis à compactação; ii) determinar os impactos causados pelas operações de colheita florestal, realizadas com o modal Havester e Forwarder (HV e FW) e; com o sistema alternativo de colheita florestal, composto por: Feller Buncher, Skidder, Flail, Power Clamp e Garra Traçadora, nos horizontes BA e B das seguintes classes de solo: PA09, PA 11 e P4
            Após estudos realizados em Teixeira de Freitas-BA em áreas comerciais da Suzano Papel e Celulose, diversas amostras foram submetidas aos ensaios de compressão uniaxial, concluindo-se que o horizonte B apresentou-se, em geral, mais resistente à compactação. No horizonte BA, a classe de solo mais suscetível à compactação foi o PA09. Para o horizonte B a classe de solo mais resistente à compactação foi PA07. No modal HV e FW, o tráfego do HV promoveu maior degradação da estrutura do P4 em ambos os horizontes. Ocorreram incrementos na compactação dos solos com o aumento do número de passadas do FW e o resíduo florestal teve efeito minimizador na compactação do solo. No sistema alternativo de colheita, as operações mecanizadas promoveram maior compactação nos horizontes BA. A classe de solo que mais sofreu compactação foi o PA09.


Fonte da imagem: http://www.reflorestarservicos.com/servicos.php


Trabalho completo disponível no link da Biblioteca digital Florestal:
http://www.bibliotecaflorestal.ufv.br:80/handle/123456789/13735


Fonte: Milton Ribas da Silva Junior - Bolsista BIC: Biblioteca Florestal Digital



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