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30/05/2017

Dinâmica do agronegócio mineiro



São muitas e diversificadas as vocações mineiras na agricultura, cafeicultura, pecuária, horticultura, fruticultura, piscicultura, apicultura e nos sistemas florestais, pois Minas Gerais se configura numa síntese do Brasil, ao passar também pelo semiárido mineiro. Como cenário de fundo, sem subestimar nenhuma outra variável convergente à agro economia, pelo menos há que se ter mercados atraentes, adoção de inovações nas culturas e criações, gestão para resultados e acesso contínuo à informação, que moldam o universo rural e os caminhos da comercialização por via internas e nas vendas externas do agronegócio mineiro.

A preços correntes, estima-se também que o Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio brasileiro atinja R$ 1,58 trilhão e o de Minas Gerais R$ 210,1 milhões, corrigíveis ao longo de 2017. Esse desempenho dependerá também dos ganhos havidos na economia brasileira nesse período de turbulências e nele os 14,2 milhões de desempregados no País.
Numa série histórica, comparando-se a produção mineira de grãos de 2003 com a de 2017 (Conab/7º Levantamento) houve um crescimento de 61,4%, sendo que a área cultivada avançou apenas 17,9% e um ganho de produtividade média por hectare de 37%. Em 2017, numa área total de plantio da ordem de 3,3 milhões de hectares ou 5,6% do território mineiro, a dobradinha soja e milho foi responsável por 80,5% da área cultivada, ou 2,65 milhões de hectares, e responde por 90% (11,8 milhões de toneladas) da oferta estadual de grãos e seus desdobramentos nos sistemas agroalimentares (Seapa/Conab/8º Levantamento).

Pesquisas revelam que a soja é originária da China, usada na alimentação chinesa há 5 mil anos, e o milho da América Central já era cultivado há 7,3 mil anos, segundo pesquisa da Universidade da Flórida (EUA). O milho é o grão mais cultivado no mundo e sua produção, em 2017, deve ultrapassar 1,03 bilhão de toneladas, com liderança absoluta dos EUA, seguindo-se a China e o Brasil.
Além disso, a preços correntes, as exportações do agronegócio mineiro, incluídos os sistemas florestais, passaram US$ 2,6 bilhões em 2004 para US$ 7,4 bilhões em 2016 ou mais 184,7%. Ao comparar também o ano de 2006 com o de 2016, as exportações de carne bovina evoluíram de US$ 286,9 milhões para US$ 354,7 milhões ou 23,7%, e a de frango cresceu de US$ 111,1 milhões para US$ 308,1 milhões ou 177,3%. Mercados e tecnologias explicam esse desempenho.

E mais, de acordo com a Seapa/Midic, entre 2004 e 2016 os superávits acumulados nas exportações do sistema florestal mineiro (borracha, gomas naturais, celulose, papel e madeira) lograram US$ 6,668 bilhões, a preços correntes, além de abastecer às demandas do mercado interno, inclusive na oferta de carvão vegetal em que o estado lidera esse segmento agro energético e também no reflorestamento em nível nacional, com 1,545 milhão de hectares reflorestados e cobrindo apenas 2,62% do território mineiro, o que é indispensável ressaltar numa perspectiva de sustentabilidade dos recursos naturais, da biodiversidade e ao gerar negócios, empregos e a diversidade de produtos de base florestal (AMS-2015).

Segundo o IBGE/Seapa, a produção de leite passou de 6,2 bilhões de litros em 2002 para 9,1 bilhão em 2015, um aumento de 46,8%. Minas ocupa o primeiro lugar na produção de leite e seus derivados. Numa dimensão comparativa de volume e sendo a população atual de 7,3 bilhões de habitantes no planeta Terra, a produção mineira de leite de 2015 daria para distribuir um litro de leite para toda a humanidade, por um dia, e ainda sobrariam 1,8 bilhão de litros. Assinale-se igualmente a evolução de mercados para o Queijo Minas Artesanal. Em 2015, o município de Patos de Minas liderou a oferta de leite com 148,7 milhões de litros.

O Produto Interno Bruto (PIB) da pecuária mineira evoluiu de R$ 57,2 bilhões em 2006 para R$ 94,3 bilhões em 2017, a preços de janeiro de 2017, ou mais 64,9%. Noutro ângulo, a horticultura e a fruticultura mineiras somam mais de 600 mil empregos diretos em nível de campo por consequência de que essas atividades produtivas ainda exigem muita mão de obra humana e que seja preferencialmente qualificada para saber lidar com as inovações tecnológicas requeridas pelos mercados consumidores e no manejo correto dos recursos naturais numa perspectiva de bacias hidrográficas, bem como para obter a rentabilidade econômica nas culturas e criações.  Não há como operar no vermelho, senão quebra.


Fonte: Benjamin Salles Duarte - Engenheiro Agrônomo



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