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17/08/2011

Desmatamento em julho confirma tendência de queda

A tendência de queda nas taxas do desmatamento da Amazônia Legal, verificada a partir de 2009, está mantida, segundo indicam os dados do Deter, Sistema de Detecção em Tempo Real

Foto: Google

Paulenir Constâncio

 A tendência de queda nas taxas do desmatamento da Amazônia Legal, verificada a partir de 2009, está mantida, segundo indicam os dados do Deter, Sistema de Detecção em Tempo Real. Divulgada nesta quarta-feira (17/8) pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), a área desmatada registra queda de 28% com relação a junho. Num dos meses mais secos do ano, as imagens dos satélites revelaram, com uma precisão que chega a 800 m2, a crescente pulverização dos desmatamentos.

Comparado com abril, quando houve aumento atípico, elevando a área desmatada para 477 Km2, o que levou o Governo a instituir um Gabinete de Crise, a queda chega a 46%, com área desmatada de 224,9 Km2 no total. O fortalecimento das ações de combate ao desmatamento ilegal, que reúne Ibama, Instituto Chico Mendes de Biodiversidade, polícias militares estaduais, Polícia Federal e Polícia Rodoviária Federal, além da Força Nacional e do Exército, é apontado como uma das causas para a redução do desflorestamento.

Liderados por Porto Velho, em Rondônia, 10 municípios são responsáveis pela metade de toda a área desmatada em julho. Apenas dois deles, Oriximinã e Óbidos do Pará, não constam no ranking dos maiores desmatadores. O Pará voltou a liderar a lista dos estados que mais desmatam, com quase 41% do total da área desflorestada no mês. As ações do Gabinete de Crise no Mato Grosso, que em abril chegou a níveis elevados, conseguiram reverter o quadro naquele estado, que apresenta queda nos dois últimos meses, saindo de primeiro para terceiro da lista.

De acordo com os técnicos do Inpe, a variação nas taxas de desmatamento está diretamente relacionada à capacidade de observação, que é boa nos meses de seca. Na prática, áreas que não são observadas em medições com maior cobertura de nuvens podem aparecer em períodos de seca, sendo contabilizadas como aumento de área desmatada, quando já estavam lá encobertas pelas nuvens.

A expectativa é que os dados do relatório do Projeto Prodes, que também mede o desmatamento e é utilizado como referência oficial, confirmem a trajetória descendente do desmatamento na Amazônia. O levantamento, que tem maior precisão, cobre o período de agosto de 2010 a 31 de julho de 2011. Técnicos do Ministério do Meio Ambiente utilizaram os dados do Deter no mesmo período coberto pelo Prodes projetando acréscimo de 15%. Porém, essa taxa não derruba a tendência de redução verificada nos últimos dois anos. O reforço nas ações de combate, que já começaram a reduzir o desmatamento, leva um certo tempo para surtir todos os seus efeitos.

Dados da fiscalização do Ibama apontam que no primeiro semestre de 2011 foram embargados 72 mil hectares, fechadas 32 serrarias e aplicadas multas que chegam a R$ 1,1 bilhão. O total de madeira ilegal em toras e serrada foi superior a 63 mil metros quadrados.

 


Fonte: ASCOM



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