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22/11/2020

DESEMPENHO DO AGRO MINEIRO*

Apesar das restrições impostas pela pandemia ao atingir as economias mundiais numa perspectiva de tempo, e na espera das conquistas científicas no campo e das vacinas imunizantes, bem como aliadas às outras boas práticas recomendadas pela saúde pública, a oferta de alimentos de origem animal e vegetal, bioenergia, biomassa, produtos de base florestal, entre outros, continua sendo tracionada pelos mercados, exigindo também a disponibilidade de insumos agrícolas, pecuários e florestais, que se associam às artes de produzir.

DESEMPENHO DO AGRO MINEIRO*
Apesar das restrições impostas pela pandemia ao atingir as economias mundiais numa perspectiva de tempo, e na espera das conquistas científicas no campo e das vacinas imunizantes, bem como aliadas às outras boas práticas recomendadas pela saúde pública, a oferta de alimentos de origem animal e vegetal, bioenergia, biomassa, produtos de base florestal, entre outros, continua sendo tracionada pelos mercados, exigindo também a disponibilidade de insumos agrícolas, pecuários e florestais, que se associam às artes de produzir.
Entre dezenas de variáveis que fundamentam o agronegócio, como conceito e prática, podem-se aceitar, entre outras, que duas delas são essenciais à vida e às economias: acesso regular aos alimentos e aos recursos hídricos, que dependem também dos fatores climáticos ligados ao “Ciclo Hidrológico.”
Contudo, a distribuição regular da renda per-capita e lucratividade nos negócios agropecuários são indispensáveis para o crescimento sustentável n o uso de tecnologias, produtos e serviços. E mais, com dinheiro suficiente no bolso todo mundo vira consumidor, e poderá conquistar outros níveis de qualidade de vida numa escala de bem-estar social no campo e nas cidades. O consumidor é o “Rei do Mercado.”
E a sustentabilidade dos recursos naturais? Menos embates e debates diversos, sem focos definidos, politização excessiva, confrontos exacerbados, exigindo acionar uma vigorosa e inteligente e integrada política ambiental para resultados, fundamentada na pesquisa e desenvolvimento, com saberes, tecnologias, adoção de inovações num circuito de boas práticas compartilhadas entre agentes públicos e privados; Ciência & Tecnologia, Centros de Inteligência, bem como as indispensáveis assistência técnica privada e extensão rural pública, eficientes!
Nessa panorâmica, as áreas protegidas pelas leis ambientais vigentes somam 563,5 milhões de hectares ou 66,2% do território brasileiro, cabendo ressaltar que, dentro da porteira da fazenda, as áreas de reserva legal e preservação permanente cobrem 268,0 milhões de hectares ou 31,5% do tamanho do País; 4,6 vezes maior que o Estado de Minas Gerais; ou 268 mil estabelecimentos rurais com 1.000 hectares cada; ou ainda 31 vezes maior que Portugal!
Assim posto, um valioso patrimônio privado e bilionário dos produtores e empresários rurais colocado a serviço da sustentabilidade dos recursos naturais nos cenários de campo em Minas Gerais e no Brasil, presumindo-se um caso pouco comum no agronegócio mundial (Embrapa/IBGE, MAPA, Ibá, Censo Agropecuário 2017).
E mais, o Levantamento da Conab, safra 2020/2021, estima em 66,8 milhões de hectares a área com cultivos de grãos (7,8% do território nacional), e uma oferta de 268,6 milhões de toneladas contra 257,7 milhões em 2019/2020. A safra 2020/21 é estimada em 15,2 milhões de toneladas de grãos em 3,5 milhões de hectares ou 5,9% do território das Minas Gerais, que é também o estado com maior diversificação de culturas e criações do Brasil, segundo dados do IBGE.
Resumidamente e segundo o Censo Agropecuário de 2017, foram recenseados 607.557 estabelecimentos agropecuários em Minas Gerais, com uma área total de 38,1 milhões de hectares; os estabelecimentos entre 0 e 100 hectares somam 88,68% e respondem por apenas 27,29% da área total. Nos 607.557 estabelecimentos estão ocupadas 1,83 milhão de pessoas, sendo 65,5% com laços de parentesco com o produtor.
Existiam, à época dessa pesquisa, 32,2 mil semeadeiras e/ou plantadeiras; 24,2 mil colheitadeiras; e 42,2 mil adubadeiras e/ou distribuidoras de calcário; 1,1 milhão de hectares irrigados; e contabilizando 200 mil estabelecimentos agropecuários conectados com a internet ou apenas 32,9% de 607.557, o que requer tratamento adequado do governo e investidores. Os cenários de campo e os produtores rurais, bem orientados, são partes indissociáveis de um sistema sinérgico agroalimentar, agroflorestal, ligado diretamente aos recursos naturais, portanto, estratégico à economia mineira e brasileira, sustentáveis!
A distribuição do uso da terra estava assim configurada; lavouras permanentes, 4,6%; lavouras temporárias, 10,6%; pastagens naturais, 14,6%; pastagens plantadas, 36,2%; matas naturais, 24,4%; matas plantadas, 5,3%; e outras, 4,4%.
Em 2019, ainda segundo a Seapa/MG, o agronegócio mineiro exportou US$ 7,9 bilhões; sendo o café, com 44,7%; soja, 18,4%; complexo sucroalcooleiro, 12%; carnes, 9,0%; e produtos florestais, com 8,4%, somando 92,5% do total. Entre janeiro e setembro de 2020, as vendas externas atingiram US$ 6,4 bilhões e nessa sequente configuração; café, com 39,8%; complexo soja, 25,8%; carnes, 11,6% e complexo sucroalcooleiro, 12%; ou 89,2% (US$ 5,7 bilhões).
Tomando-se, apenas para efeito didático, o dólar médio comercial do mês setembro de 2020 (R$ 5,449), US$ 6,4 bilhões = R$ 34,8 bilhões.  Entre janeiro e setembro de 2020, o superávit nas exportações do agro mineiro foi de US$ 5,9 bilhões. Em 2019, o estado produziu 9,4 bilhões de litros de leite contra 8,9 bilhões em 2018 (IBGE).
Por outro lado, avançam as plataformas digitais destinadas ao agronegócio brasileiro, e que devem considerar, com suas singularidades tecnológicas e mercados, as inovações geradas pela pesquisa e destinadas aos sistemas agroalimentares, contudo, sem criar o “Mito” da inovação com poderes excepcionais na solução de problemas, demandas e oportunidades para quem planta, cria, abastece e exporta, pois as conexões com esse mundo pendular ultrapassam as porteiras das fazendas. “Tecnologia é coisa muito séria,” Eliseu Alves, pesquisador e ex-presidente da Embrapa.
Presume-se também que não se transfere conhecimento, compartilha-se num processo contínuo de mudanças, embora os ganhos de produção, produtividade e qualidade do agro mineiro e brasileiros tenham reconhecimento internacional, principalmente depois da metade da década de 1970. 
Vale registrar novamente, sem demérito de nenhuma outra publicação científica, que o Informe Agropecuário da Epamig sobre “Tecnologias da informação para a gestão rural”, v.38, n.300, 2017 faz abordagens múltiplas e consistentes no conhecer para medir, avaliar, planejar, corrigir, e mensurar resultados agro econômicos e ambientais em parcerias pactuadas com quem planta e cria nas regiões produtoras.
O agro mineiro, que abastece e exporta, ainda se fortalece e avança através da suinocultura tecnificada, avicultura de postura e corte, reflorestamento, horticultura, floricultura, apicultura, pecuária de leite e corte, agroindústria laticinistas, bem como apoiado pelo Certifica Minas Frutas e Certifica Minas Café (Seapa + Emater-MG + IMA), e outros programas governamentais e privados ligados ao agronegócio.
Contudo, nos cenários da pesquisa agropecuária as perguntas serão sempre maiores do que as respostas; são estímulos à inovação. Além disso, em 2018 os EUA investiram US$ 476,5 bilhões em pesquisa e desenvolvimento (P&D); China, US$ 370,6 bilhões; e o Brasil, US$ 42,1 bilhões (9º lugar)(Google).
Pesquisa não é gasto, é investimento, e a inovação somente existe se for adotada e houver lucratividade.  
*Engenheiro agrônomo Benjamin Salles Duarte – 31/09/2020.
 
 


Fonte: O Autor



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